Muda que quando a Gente Muda
É sempre inverno para a criança iraquiana
Mesmo quando o vento do deserto abrasa a terra
o frio do coração grita alto do outro lado do portão.
O céu está carregado, bombardeiros ou nuvens?
No telhado de uma escola um morteiro aguarda calado,
enquanto a professora tenta ensinar sem ser interrompida por explosões.
Comida quente, dignidade e uma bandeira branca é o que almeja essa geração.
Torpedo no celular?
Essas crianças nunca ouviram falar,
mas quase todas elas sabem
o que fazer quando o torpedo despenca do céu.
Todas tem medo de demônios,
demônios humanos vestidos de preto
que aparecem na madrugada
para ceifar cada vestígio de felicidade.
O Eufrates é mais sangue que rio,
é mais morte que vida.
A maior arma da briga por terra ainda é o terror.
Eu clamo em voz alta:
Qual terror é maior do que mutilar crianças indefesas?
Qual terror é maior que jogar gasolina no direito à vida
e acender a chama da violência?
De bomba em bomba a humanidade regride ao pó.
Do outro lado do mundo, a justiça cega adormece
em leito quente e acompanha tudo pelo noticiário local.
RODRIGUES, Roney
Quando tristeza chegar, o tédio sufocar
e não conseguir respirar, pegue as tralhas
fuja para as montanhas. Vá respirar!
Quando dedicamos tempo a alguma coisa, não podemos permitir que seja feito de qualquer modo pois estamos doando o que há de melhor, estamos dedicando parte de nossa vida e isso não volta.
Quando um abraço acontece,
os corações se esbarram,
o calor estremece as veias,
as pontas soltas se ligam,
o relógio se retorce
e o tempo desacelera.
Amar é um grande descompasso,
é curvar o tempo e ser eterno
nem que seja apenas
por um momento.
Roney Rodrigues em "Descompasso"
ADEUS
Ainda quando
De longe
O aceno da saudade
Pairava sob o ar,
Os teus olhos
Não deixavam
De dizer-me:
Eu sou tua!
O velho símbolo
De adeus, (o lenço branco),
Não havia
naquela cena,
Pois o lenço branco
Eram teus lábios,
Que, molhados pelo pranto,
Pronunciavam,
Ainda que quase sem voz,
A palavra
Adeus...
As vezes quando não conseguimos aquilo que almejamos nos sentimos fracassados, mas tem Alguém que antes mesmo de nós pensarmos em nossos desejos já havia sonhado com algo muito maior que nós sonhamos. Os sonhos só se tornam realidade quando aprendemos a ter fé.
E quando você foi embora, um beijo eu neguei.
Sufoquei as lagrimas e os sentimentos.
Quis ser forte.
Quis dizer pro mundo que eu sabia que você não era o melhor pra mim.
Quis mostrar que eu era autossuficiente e não iria sofrer.
Bobagem.
Você se foi e agora tudo que eu queria era te ver.
Não pra voltarmos a ser o que éramos antes.
Não para arrependimentos e pedidos de desculpas.
Apenas te ver.
Pois em dias como esse, em dias em que tudo que eu queria era desistir, era você quem me abraçava.
E por mais babaca que fosse, você me confortava.
Talvez se eu tivesse te beijado, chorado e gritado;
Talvez se eu tivesse vivido o meu momento de sofrimento;
A dor já tivesse amenizado.
Talvez eu não estivesse assim.
Talvez eu visse um horizonte.
E não buscasse no superficial o que está dentro de mim.
Talvez um dia possamos nos rever.
Não pra um amor ou uma amizade renascer.
Apenas para que eu possa saber como vai você.
Quando acordo, penso em ti, o dia inteiro penso em ti, vou dormir pensando em ti, quando estou dormindo sonho contigo.
AMIZADE
“Quando este sentimento realmente fizer por merecer este nome, irá fazer com que outros sentimentos intensos como o amor e a paixão, fiquem em segundo plano. A pureza a transparência e a leveza de um comprometimento com a felicidade alheia, passam a ocupar o espaço do ciúme, da posse e da ira por qualquer deslize, mesmo que mínimo, de um comportamento ou ponto de vista diferente do seu.”
"Quando já sem forças eu pensei em desistir, as lágrimas vieram em meu socorro; chorei, me renovei, e me vi fortalecido".
Eu não entendo! Quando ele não esta, eu sinto que não consigo me concentrar, eu não consigo estudar. Eu não consigo fazer nada.
Quando a boca não consegue dizer o que a razão sussurra e o corpo não aceita o encontro em outra alma, é o seu coração que vai lhe guiando na insensatez do desejo quase incontrolável de se perder e se achar na satisfação do enlace no abraço que lhe cura.
Acredito que o ser humano dará um grande passo rumo a evolução quando compreender que Deus não possui religião. Somente unidos seremos melhores! O conhecimento e o respeito nos liberta!
O preconceito e a intolerância nos escraviza!
Escuridão...
Quando aprendemos a caminhar sem medo, nenhuma escuridão impedirá nossa visão e andaremos pela noite com a certeza e a firmeza de alguém que conhece o caminho porque os olhos que direcionam, são os olhos que aprenderam a enxergar, mesmo quando o sol se põe.
by/erotildes vittória
Por que os velhos são mais sábios.
A sabedoria humana atinge o seu ápice justamente quando outras aptidões do cérebro começam a diminuir.
Entenda essa aparente contradição.
A sabedoria é uma forma de processamento mental muito avançada, que atinge seu auge apenas na velhice – justamente a época em que a capacidade do nosso cérebro começa a diminuir.
A velhice é sempre vista como uma época de declínio, mas ela pode trazer novas habilidades muito poderosas.
Mas o que é a sabedoria, afinal de contas?
Simplificando, é a capacidade de ‘saber’ a solução de um problema complicado ou inesperado de maneira praticamente instantânea e sem esforço mental.
É também a capacidade de conseguir antecipar eventos que costumam pegar as pessoas desprevenidas.
Mais do que simplesmente saber reconhecer uma situação de crise, por exemplo, o mecanismo da sabedoria permite enxergar formas de resolvê-la, mesmo que a pessoa nunca tenha atravessado uma situação igual.
A chave para esse processo, é a nossa capacidade de identificar padrões.
Ao ver uma cadeira, por exemplo, somos capazes de identificar que aquilo é uma cadeira sem precisar ter visto todos os tipos e modelos de cadeiras que existem no mundo. Isso é possível porque criamos um modelo mental da cadeira genérica, com todas as suas características comuns, que é ativado quando vemos algum objeto que se encaixa na descrição. Isso funciona também com situações e na resolução de problemas.
A habilidade de reconhecer semelhanças entre problemas aparentemente novos e outros já resolvidos é o que se define como competência.
Quanto maior o número de experiências e padrões acumulados por uma pessoa competente, maior a sua experiência num determinado campo.
À medida que as relações entre os diversos padrões vão sendo processadas pelo cérebro, elas vão formando redes de neurônios chamadas de “atratoras”. São “circuitos” de memórias relacionadas que contam com diversas maneiras de ser ativados.
Quando você vê o rosto de uma pessoa, ativa a rede atratora que relaciona várias outras coisas que você sabe sobre ela. A sabedoria, então, seria consequência de uma grande quantidade de redes atratoras no cérebro da pessoa e tanto elas quanto os padrões levam tempo para serem acumulados em quantidade suficiente para resolver problemas de maneira rápida e eficiente. Por causa disso, o envelhecimento acaba sendo o preço da sabedoria.
Quando somos jovens, a maior parte do nosso poder de processamento é empregada em tentar entender o mundo e as situações com as quais nos confrontamos.
Esse poder diminui com a idade. Em contrapartida, a maioria dos problemas que surgem pode ser resolvida com base na comparação com os padrões que foram acumulados. Isso demanda muito menos trabalho do nosso cérebro do que tentar entender uma situação completamente nova.
A forma como a memória começa a falhar com a idade também tem um papel importante. Por fim, o início do declínio mental costuma coincidir com a aposentadoria, época em que os desafios do dia a dia diminuem consideravelmente.
Somando tudo isso, fica fácil perceber que, na prática, a sabedoria trata-se mais de uma troca do que de uma supercapacidade e é dessa forma que ela precisa ser encarada. Em outras palavras, não como o ápice do nosso processamento mental, mas como um mecanismo biológico para compensar a queda de capacidades como a concentração e a aquisição de novos conhecimentos.
Experiência acumulada
Apesar de inevitável, o declínio mental é gradual em pessoas que não têm doenças degenerativas, com o mal de Alzheimer. Isso significa que é possível aproveitar bem as vantagens que a sabedoria traz. Há diversas tarefas mentais nos quais os idosos têm resultados tão bons quanto os de pessoas mais jovens, diz a neuropsicóloga. Basta não considerar o tempo gasto, que nos idosos tende a ser maior. Grandes empresas multinacionais costumam entregar o comando para profissionais na faixa dos 50 anos, que estão num ponto de equilíbrio entre velocidade de processamento e experiência acumulada
No fundo, talvez seja a experiência e a sabedoria que nos permitam viver 60, 70, 80 ou mais anos. Somos uma das poucas espécies cuja vida vai além do período reprodutivo. Qual seria a importância de um indivíduo que, do ponto de vista biológico, não tem mais nada para contribuir para a perpetuação da sua espécie? Uma possibilidade é que os mais velhos contribuam de uma maneira crítica para a sobrevivência da espécie por outros meios – particularmente na transmissão do seu conhecimento acumulado para as gerações mais novas por meios culturais, como a linguagem.
Assim como nem todos os idosos apresentam demências graves, nem todos atingirão a sabedoria. Embora o potencial de certas pessoas seja maior que o de outras, é preciso desenvolvê-lo. Expor-se constantemente a novos desafios mentais é um ingrediente muito importante. Sem o acúmulo de experiências que alimentam a biblioteca de padrões, mesmo a mais analítica das mentes não conseguiria chegar à sabedoria. A sabedoria, escreveu o filósofo grego Sócrates, começa com a vontade de saber.
Auge e declínio
Apesar de a velhice ser um pré-requisito para a sabedoria, isso não quer dizer que ela seja uma época de ouro para a mente. O cérebro humano segue algumas fases de desenvolvimento bem distintas, e o envelhecimento não é a mais gentil delas. A primeira fase é a do desenvolvimento, que em geral dura até os 30 anos de idade. Depois se segue uma fase de maturidade e estabilidade, em que a prioridade passa a ser o uso do que foi aprendido.
A partir dos 40 anos, começamos a perder neurônios. A capacidade de adquirir novos conhecimentos diminui e a velocidade de processamento do cérebro também vai caindo. A visão e a audição também podem começar a falhar, o que dificulta a concentração. Taxas elevadas de colesterol, mesmo abaixo do que as necessárias para causar um derrame ou um ataque cardíaco, são capazes de provocar microderrames, que podem lesar áreas do cérebro. Por último, há o risco de se desenvolver o mal de Alzheimer, que afeta a memória e acelera os efeitos do envelhecimento.
Podemos não ser mais tão mentalmente capazes na velhice, mas as necessidades também tendem a diminuir. O início do declínio mental costuma ser acompanhado pela aposentadoria, quando passamos a ser menos exigidos mentalmente. Mas isso não deve ser desculpa para pararmos de usar nosso cérebro: quanto mais o exercitamos, mais resistente ele se torna aos efeitos do envelhecimento.
Malhação mental
Manter a mente ativa é a melhor forma de retardar o aparecimento de problemas típicos da idade.
Outros animais também aprendem a identificar padrões, mas a capacidade é limitada. Humanos, em contrapartida, conseguem armazenar conhecimentos de várias formas e transmiti-los através das gerações.
Essa é um resumo feito por mim, de um longo e excelente texto de Carlos Nasser que traz menção a diversos colaboradores e pode ser lido na íntegra no link http://super.abril.com.br/…/por-que-os-velhos-sao-mais-sabi…
