Muda que quando a Gente Muda
A vida se aprende nas perdas. É perdendo a liberdade que a gente descobre que não se encaixa, é perdendo alguém que a gente descobre que não vale a pena lutar por futilidades, é perdendo o apoio que a gente descobre que o resto do mundo não para só porque nosso mundo parou. A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso.
Saudade é feito uma manivela que vai apertando o coração da gente até o limite do rompimento das lágrimas.
Ninguém tem que buscar a si mesmo. A gente só tem que aprender a não se rejeitar. Se dar colo, aprender a receber afeto, querer afeto e saber que não virá aquela hora. A gente tá ali dentro o tempo todo, mas é preciso se olhar com olhos amorosos. Porque fazemos o que podemos diante do que sentimos. E há sempre uma forma de ser e estar além. Quando dói nada disso faz sentido. Mas um dia faz. E funciona.
Tem muita gente que pensa que ama. Não sou ninguém para julgar o amor dos outros, longe de mim. Mas o amor, o amor mesmo, o amor maduro, o amor bonito, o amor real, o amor sereno, o amor de verdade não é montanha-russa, não é perseguição, não é telefone desligado na cara, não é uma noite, não é espera. O amor é chegada. É encontro. É dia e noite. É dormir de conchinha. É acordar e fazer um carinho de bom dia. É ajuda, mãos dadas, conforto, apoio. E saco cheio, também. Porque de vez em quando o amor enche o saco. Tem rotina, tem manhã, tarde, noite, tem defeito, tem chatice, tem tempestade. Mas o céu sempre limpa. Porque o amor é puro como o azul do céu.
Depois que a gente toma um chá de decepção e começa a sentir os efeitos colaterais de indigestas mágoas, sendo obrigada a engolir coisas que não nos fazem bem e engolindo em seco certas coisas, a gente começa a digerir amadurecimento e passa a se alimentar de amor próprio, nos permitindo à novas degustações, e, quando a gente finalmente toma um chá de realidade, a gente consegue se fartar num banquete chamado felicidade...
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo, longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita. Tenho quase certeza que eu não sou daqui.
E criei pra mim uma rotina de paz, e deixei de admirar muita gente e a apreciar outras. E vivi muita solidão, muita solitude, muito aconchego também.
Que coisa misteriosa o sono!... Só aproxima a gente da morte para nos estabelecer melhor dentro da vida...
Muita gente passa a vida reclamando de coisas que não gosta. Isso dá poder a essas coisas, dá “chi” pra elas. Deveríamos focar nossa energia nas coisas que queremos conquistar, e não nas ruins.
Nem todo mundo sofrerá da "maldição de amor", como diziam os medievais. Muita gente morre sem saber o que é essa doença.
Nota: Trecho do artigo Heloisa, publicado em maio de 2010.
...MaisÉ muita gente falsa falando de falsidade, falam de amizade e na hora que você precisa não está junto contigo, é gente falando de mentiras mas não sabem ser sinceras uma com as outras, falam de modo de tratar mas na primeira oportunidade tratam de forma indiferente ou arrogante, muita gente falando de lealdade mais traem sua confiança mesmo sem que sem querer, falam de amor ao próximo mas só pensam em si, pessoas que falam em humildade mas na oportunidade de ser humilde viram a cara e fazem vista grossa, pessoas querendo ser sociáveis mas na verdade é só troca de interesses. Emfim, muita HIPOCRISIA!
