Morto Vivo

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“No fim, não somos lembrados pelo que conquistamos,
mas pelo que continuou vivo depois que passamos.”

Logo pela manhã, o lobo não pensa na sua solidão. Fica feliz por estar vivo!

⁠"Eu não vivo do elogio.... Eu não vivo da crítica.... Eu simplesmente vivo a vida!"

Eu vivo porque no mundo existem muitas coisas que eu gosto, o resto que se dane...

O ser humano é o único ser vivo que tem vergonha de ser quem é


Nenhum lobo tenta esconder seus dentes.
Nenhuma árvore pede desculpas por crescer torta.
Nenhum pássaro questiona o motivo de cantar.


Mas o ser humano — este estranho animal consciente —
aprende desde cedo a esconder.
A calar o choro.
A maquiar o desejo.
A travestir a verdade com máscaras sociais.


É ensinado que é feio ser frágil.
É pecado ser instinto.
É fracasso ser autêntico.


E assim, nos tornamos experts em sermos qualquer coisa,
menos nós mesmos.


A vergonha de ser nasce com o olhar do outro.
E morre, talvez, quando o silêncio interno finalmente grita mais alto que o mundo.


Talvez a verdadeira revolução seja essa:
aceitar-se sem pedir desculpas.

A espera demonstra a razão pela qual estás vivo, sempre vivemos na espera.

NÃO QUERO SER FÓSSIL VIVO
Eu me sento à beira do mar quando o sol ainda é promessa de luz. As ondas
vêm e vão sem perguntar se hoje me sinto disposto ou cansado, sem
perguntar se meu cabelo já é quase todo branco. Elas apenas chegam com a
mesma certeza de quem sabe seu lugar no mundo. Eu respiro fundo, e esse
ar gasto em todas as estações da vida me lembra de que, aos 80 anos, ainda
posso, sim, surfar a próxima onda.
E, nessas reflexões, me lembro também do dia em que comecei a pensar em
hormônios não como uma força do passado, mas como aliados do presente.
Certa manhã, enquanto fazia alongamentos, reparei que meu corpo reagia
diferente: as articulações falavam, a pele parecia pedir mais cuidado e, de
repente, descobri que o cortisol não precisava ser meu inimigo. Foi como
descobrir um velho amigo guardado em caixas de memórias, esperando para
me ajudar a encarar cada amanhecer com vigor. A cada dose de testosterona
que tomo, sinto não só o vigor físico, mas um frescor quase infantil de quem
redescobre o sabor de correr no parque, de sentir o vento bater no rosto. E
por que não correr? Meus ossos podem chiar, minhas costas podem
reclamar, mas meu coração ainda quer bater forte quando vejo o horizonte
se acender de laranja. Quero ver o sol despontar atrás das nuvens e também
contemplar a escuridão sem hora para acabar, porque a noite me lembra de
que há beleza nos mistérios, na imensidão da lua refletida na água escura.
Se alguém me chama de “velho”, não me ofendo: sou antigo como o oceano,
mas não sou “fóssil vivo”.
Aliás, já desenterrei esse termo do meu vocabulário — prefiro
“testemunha ativa”. Porque testemunhar, para mim, é participar: é pedalar,
é jogar basquetebol que amo e sempre amarei, é nadar, é jogar bola com os
netos que me vencem em agilidade, mas não me vencem em vontade de
viver.
Há dias em que a dor sussurra mais alto. A cada passada no asfalto ou a cada
curva do caminho, meu corpo lembra que o tempo deixou suas marcas. Mas
a dor, se bem entendida, não é sentença; é lembrete de que ainda estou
aqui, pulsando. Mesmo sentindo cada vértebra reclamar, descubro que
posso transformar essa dor em impulso para seguir adiante. É como se ela
fosse o vento que empurra minhas velas: incômoda, sim, mas necessária
para manter o barco em movimento.
Meus amigos dizem: “Quando a gente chegar à terceira idade, vêm a poeira
e a apatia”. Eu só sorrio e respondo com os olhos brilhando: “Terceira idade?
Estou criando turbinas” porque, no fundo, estarei sempre aqui.

MINHA BARRA DA TIJUCA

Bairro dos sonhos,
Desde que vim para cá,
Minha Barra da Tijuca,
Vivo meu sonho
Que sempre foi
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Nos Caminhos da Poesia com Raimundo Grossi
Feito de amor, de praias,
Onde meus olhos sorriem extasiados
Diante de tanta beleza.
Ó, minha Barra,
Onde o astro-rei nasce e se põe,
Colorindo o céu
Com uma surreal palheta de cores
A realçar sua majestosa realeza!
A areia branca, o mar azul, profundo,
Um cenário perfeito
Para o amor nascer
E nunca ir embora.
As ondas quebram na areia,
Se rendendo de formosura,
Fazendo o vento sussurrar
Uma canção que vem
Das entranhas do prazer.
Naquela época,
Tudo era novidade,
Hoje é só saudade.
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Nos Caminhos da Poesia com Raimundo Grossi
Os coqueiros na orla
Dos seus 37km de praia
Balançam ao ritmo
Do som convidativo
Do mar azul.
E a minha Barra da Tijuca
Se revela um paraíso
Deus me escolheu a dedo
Para aqui morar e me deliciar.
À noite, a praia se ilumina,
Seus quiosques se enchem
De jovens a se divertir
Nas suas areias a se enrolar
São um único ser
Neles a paixão nasce
E a Barra da Tijuca
Se transforma em espetáculo
De beleza e encanto
De amores que canto.
Barra da Tijuca, bairro da minha vida,
Onde o coração se sente em paz e harmonia,
Um lugar para se perder e viver eternament

Eu vivo sentindo falta do seu amor, do seu carinho, de você. Sinto falta dos dias que passávamos olhando o pôr-do-sol à tarde. Eu sinto falta. Sabe? Foram coisas tão boas que aconteceram, e agora está tudo tão distante.

Para o Infinito

Escrevo, pois sinto.
E se sinto, é porque vivo.

Sinto meu coração pulsar
enquanto minha mente se projeta no infinito —
lá, onde as palavras não bastam,
onde me recuso a ser limitado.

Vou além,
tocando a beira do universo.

Sou um instante,
um sopro breve,
que, em certos momentos,
se ilude com a eternidade.

Ignorância minha.
Nada sou além de um simples ser humano:
respiro, sinto, falho.

Sinto demais.
Sinto que, por instantes,
o mundo ainda é um lugar bom.
Falho em acreditar que realmente seja.

Respiro…
e ergo meus olhos ao céu,
atento aos detalhes secretos,
às minúcias mágicas
que o universo me entrega.

Como uma orquestra,
tudo pulsa em harmonia,
tudo ocupa o seu lugar.

Ouso dizer que sou privilegiado:
pois não prendo meu olhar ao chão,
mas o lanço ao infinito.

Continue com a dor, ela lhe faz vivo

Deus me encontrou na escuridão e me trouxe para a LUZ, e agora eu vivo para glorifica-lo, porque NELE encontrei salvação, redenção e a alegria que nunca pensei ser possível.

Enquanto eu resistir ao mal que me assola, permanecerei vivo e espiritualmente fortalecido, independentemente da magnitude da adversidade, pois Deus e eu seremos uma resistência invencível.

Pelo poder da oração, o Deus vivo se manifesta como refúgio seguro e libertador supremo, operando maravilhas inexplicáveis na vida dos que o invocam com sinceridade e fé inquebrantável.

Permita que a humildade habite o seu ser, transmutando-se em um exemplo vivo de virtude, capaz de inspirar e iluminar o caminho de outrem.

Somos a apoteose da perfeição, um milagre vivo, e a vontade de evoluir é o combustível que nos impulsiona além dos limites.

Vivo desbastando as arestas imperfeitas de minha pedra bruta para um dia por fé, polir.

Vivo sem medo da solidão, afinal sou uma excelente companhia para mim mesmo.

⁠Tenho muito medo de tudo que faz, eu perder meu tempo e não tornar este tempo em que vivo, um lugar mais digno, colorido, justo, feliz e com amor.

[Verso 1]
Hoje eu vivo só pensando
Em cada minuto que não te toquei
Que não te beijei
Que eu desperdicei
Como se o tempo risse de mim

Essa distância que surgiu entre nós
Corta mais fundo do que eu confesso
Meu peito grita o que eu não digo
E eu me escondo atrás de um sorriso qualquer

[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você

[Verso 2]
Me consolo em músicas antigas
Cada palavra me lembra de nós
A melodia me abraça por trás
Mas às vezes cai pesado demais

Às vezes triste
Fica meu coração
Rodando em círculos
Feito oração
Repito teu nome baixinho
Como se fosse trazer você de volta

[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você

[Ponte]
Será que aí do outro lado
Você também sente esse vazio?
Ou aprendeu a andar sozinha(o)
Por caminhos onde eu não sigo?

Se um dia o mundo for gentil
E te trouxer de volta aqui
Eu vou guardar cada segundo
Pra nunca mais deixar fugir

[Refrão]