Morto Vivo
É fácil julgar, não? Mas difícil é viver como eu vivo, passar pelo que eu passo, ouvir o que eu ouço...
Eu amo cada detalhe seu
Eu necessito de cada palavra tua
Eu vivo esperando viver com você
Eu te olho e sempre descubro uma coisa nova em seu ser
Eu desejo cada momento com você
E quantos sacrifícios eu faria
Eu farei para te ver bem
O Último Poeta do Mundo
Guaxinim JZ
17 Nov. 2025 | 21:13
Vivo entre dois mundos, meio preso, meio solto,
carrego duas rotas, cada passo é torto.
Clarice diria que há um silêncio que me atravessa,
e Racionais lembraria que cada rua também me testa.
Cresci vendo os livros virarem fumaça no ar,
o povo trocando páginas por telas pra deslizar.
A história virou resumo que o algoritmo entrega,
como se o passado fosse peso que ninguém mais carrega.
No meio disso tudo eu seguro a caneta torta,
parece pouco, mas mantém minha alma exposta.
Chico falava do instante que ilumina o canto,
e eu faço do cansaço um verso, e do verso um manto.
É estranho pensar no que quase ninguém pensa,
que o mundo corre e larga pra trás o que sustenta.
Sabotage diria que o tempo cobra o que a mente produz,
e eu sou o último poeta que fecha a porta e acende a luz.
Penso como adulta, vivo como adolescente, aconselho como velha, mas no final das contas sempre vou sonhar como criança.
Desconheço a autoria.
“Com atitude abra caminhos, com ponderamento construa pontes e com persistência mantenha o amor vivo.” - Os`Cálmi
Alma temidas
Já não temos a sua alma,
Já não vivo o seu respiro
Almas temidas,
Corpo e comidas.
Já não temos seu desgosto,
Já nem sinto o seu gosto,
Nem vejo o seu rosto.
Alma temida,
Corpo e destemida
Já não temo a sua veste,
Já não sinto sua pele,
Corpo e série,
Já te vejo por perto
Tão longe, não teme,
Alma destemida.
Minha intensidade é o que me move:
Vivo sem pressa pra morrer
Corro sem pressa pra ceder
Luto sem pressa pra perder
Bebo sem pressa pra comer
Como sem pressa pra beber
Amo sem pressa pra sofrer
Sofro sem pressa pra esquecer
O herói de guerra
voltou vivo ao seu lar.
Ganhou troféus, glória
e medalhas no peito.
"Só" perdeu a perna esquerda,
um olho e o braço direito.
Depois de tantos anos, voltei a me sentir vivo.
Observei ao longe os pássaros que cantarolavam,
o vento suave que acariciava meu rosto
e secava as lágrimas que teimavam em cair.
As árvores balançavam com uma beleza perfeita,
as flores espalhavam perfumes pelo ar,
a lagoa refletia o brilho do sol,
enquanto os peixes nadavam livres
e os patos deslizavam serenos sobre a água.
Ao fundo, um pescador trabalhava em silêncio,
e, mais perto, uma garota sorria, brincando com seu cachorro.
A natureza abafava todo o ruído da cidade,
e a paz que reinava naquele instante
me fazia redescobrir a vida.
O herói de guerra voltou vivo ao seu lar, abarrotado de medalhas no peito,
sem a perna esquerda
e sem o braço direito.
