Morto
O que não está morto são as questões psicológicas completamente naturais relativas a experiências com o que se chama de Deus.
Sonho ruim
Estou morto, vivendo os últimos momentos no subconsciente
Não verei mais o céu, ao invés da ilusão
Não verei o rosto seu, ao invés da ilusão
Não há mais volta, e sei disso
Devo estar sendo cremado vivo
Ou talvez cantando pra morte
Buscando poupar tempo
Mas não ficarei triste
Em vida, te amei, e é o suficiente
E meu amor por ti foi tudo pra mim
Quase formei o céu de estrelas
Só pra te ver sorrir
E me fingi de matuto pra você sobressair
Dizem que estou louco, dizem que tenho fim
De te amar um tanto, e acabar assim
Em subtrair o tempo pra ficar perto de ti
Meu amor, eu juro: meu amor não terá fim
E tudo isso foi um sonho ruim
Mas eu quase bebo um botequim
Quero que fale comigo, fale a verdade pra ela
Se seu amor é duro igual panela
Quero que me deixe dormir...
A maior perda da vida é quando você, mesmo morto, continua andando, respirando, sorrindo... e então aquele vazio se torna vazio de tudo, de sentimentos, de esperança, de alegria...
Dinheiro é deus morto,
mas ainda assim nos ajoelhamos.
Ele não nos vê.
Não nos ama.
Mas imprime silêncio
nos corredores das clínicas,
nos apartamentos sem janelas,
nas decisões entre o pão e o ônibus.
E a gente segue,
curvado,
pagando juros por existir.
Futuro morto
No futuro ‘’quem são vocês?’’ perguntará a existência.
Ratos Imundos?
Baratas cascudas?
Cobras descoordenadas?
Lacraias pérfidas?
Não, a resposta é simples. Os magnânimos HUMANOS haja visto o anterior
a ancestralidade despedaçada em lágrimas
vulgares, dilacerada por mãos de quem um dia
já teve alma
Eu já estou morto.
Ao escrever este poema, sou apenas um cadáver que teima em segurar a caneta.
Não sei o dia, nem a hora de quando eu morri —
talvez na juventude, talvez no primeiro verso, talvez no primeiro amor que não me amou.
E é isso.
Estou morto, e não há mais volta.
Ninguém chorou.
Não houve velório, nem lamentos, nem lápide com meu nome.
Morri e continuei vivo, preso ao corpo como se ele fosse meu.
Sem céu, nem inferno.
Após a morte, só há o hábito de existir,
onde meu cadáver se senta a escrever
como quem cava a própria cova
com uma colher de chá.
Continuei a fazer as coisas de quem vive:
amar sem saber o que é amor, crer sem fé, desejar sem saber por quê.
Morto, mas não suficientemente;
vivo, mas não inteiramente.
Sem saber se invento a vida ou se ela me inventa.
Morri sem testemunhas.
Nenhum mau cheiro, nenhum adeus, nenhum vestígio.
E o pior: nem eu mesmo percebi.
Quase ser morto por alguém de quem você gosta causa um tipo especial de dor.
muitos levantam a bandeira da igualdade
Mais a cada segundo um de nós é morto
Por facadas no peito e por ódio do povo
Gritamos por misericórdia
Gritamos por piedade
Só queremos o amor da sociedade
E não essa grande maldade
Não precisamos
De aceitação
Só precisamos de respeito
E compaixão
O pior inimigo seria o quê atacam às escondidas, finja de morto e ferido que ele se mostrará.
O invisível aparece gloriando-se.
O amor está morto, não é uma novidade.
O que eu quero saber se esteve vivo algum dia na vida ou so foi por acaso de existir como uma ilusão para iludir idiotas?
