Morte e Melancolia
O corredor da morte é minha própria mente, não de uma forma melancólica, mas como literal, no fim sempre haverá morte. Mas o universo não se baseia nisso, o início como vida, o meio como sofrimento (e também formas de coexistir com ele, até o mais extremo de se agradar, prazer vindo da dor existente), e o fim como morte.
SUPLICANTE:
Por ocasião de minha morte,
Tão breve quanto a tua
Não me agracies compaixão,
Melancolia ou pesar
Pois que em vida me odiaste,
Meu coração molestasse
Por que agora caminhas
Nesse insólito séquito?
Não! Não me indulte funeral,
Cortejo ou adoração
Deixeis que meus entes
Se encarreguem do fato
Com pouca indumentária
E que apenas consigne
A identidade na lapide
Sem muita adornação.
Tudo é questão de perspectiva
A morte é resultante da vida;
As mais vazias palavras
Podem se tornar poesias.
O falso amor dos poetas
Aprendi a me forçar para engolir a dor
Quantas vezes já desejei a morte?
Não vivo a procura do amor
Pois nunca tive muita sorte
Minha mente insiste em me aprisionar
Não acho o mapa do meu corpo
Quando tudo isso vai acabar?
Será a morte o meu conforto?
Eu me perco muito rápido
E demoro pra me achar
Viver é quase que um delapido
Sem chorar, sem reclamar
Não sei se vivo pra morrer
Ou se me mato pra viver
Se digo o que eu queria dizer
Ou se me lembro de esquecer
Sei que não sou a melhor pessoa
Mas a pior também não sou
Minha mente vive muito atoa
Mas em paz sinto que estou
E você até tentou me amar
Vivia dizendo que sou linda
Que é fofo o meu jeito de andar
E que quando sorrio, fico mais linda ainda
Eu não posso te julgar
Na verdade, te compreendo
Não é fácil me amar
Nem eu mesma amar-me tento
E ai se eu pudesse...
Se eu pudesse pegar um machado, abrir minha cabeça e tirar você de dentro
Se eu pudesse estar no mesmo lugar que você e fingir não ter sentimento
Se eu pudesse não me matar, só matar o que está aqui dentro
Se eu pudesse virar pó e ser levada pelo vento
Mas quem sou eu para poder. Ou para tentar?
Quem fala de amor, raramente sabe amar.
‘Um dia eu também vou morrer.’ Acontece com você, não? Ódio do mundo, que muito alegremente continuará sem você. Uma sensação básica de que todas as coisas do mundo são bagatelas, fantasmagorias comparadas à sua agonia mortal, e portanto à sua vida, pois, como você mesmo diz, a vida em si é a agonia antes da morte.
O amor é a única conexão universal e atemporal. Nem todos passaram fome, mas todos já morreram ou morrerão de amor.
Os minutos serão eternamente melancólicos e carnavalescos sem a sua presença.
Minh'alma chora com a sua ausência; os planetas do meu universo se desalinham sem teu amor, ainda que seja por um segundo sequer.
Sentirei sua falta, por favor não crie caos onde te cedi morada, por favor, volte para o mundo que jurou governar e que por ti as terras sangram.
Carta melancólica de C., queixando-se de R. A melancolia é bela. Os amigos falham, nunca estão no mesmo momento que a gente. E a amizade - diz ele - não será apenas uma ilusão, o terror da solidão, o desejo de ser amado, o pensamento da morte, da partida inevitável? Cá por mim perdoo sempre, pois também falho como amiga.
"Cristo não deu e não dá vida a melancolia, pelo simples fato da melancolia ser totalmente contra a vida, ou seja, é a morte."
O verdadeiro amor nunca morre ele só cresce dentro da gente e da frutos, se morrer é porque não era amor.
Melhor morrer com a verdade do que viver enganado. Isso é verdade, então se sinta satisfeito. Deus nunca da vacilo, ele faz tudo direito. Uma coisa se vai pra outra bem melhor vir
Não me orgulho do que tive de fazer para sobreviver; era matar ou morrer – preferi matar, só não sabia na época que eu seria meu próprio alvo, a vítima perfeita! Meus sonhos, meu amor, meus desejos. Foi como vender minha alma. Nem mesmo o próprio diabo cobraria um preço tão alto. Foi assim que me tornei esta morta-viva
O trem
Morreu o que um dia foi,
Pra viver uma saudade morta.
Sentiu o que um dia foi
a vida que hoje é a oposta.
- Foi descarrilamento! - Disse o transeunte.
O amor não sobrevive sem direção.
Igor Improtta Figueredo
Meus poemas morreram,
Assim como eu...
Me perdi neste personagem
E ele me enlouqueceu
Não sei a saída
Será na próxima esquina?
Vivendo ou sobrevivendo,
Nem sei mais, é só uma rotina
Mesmo morrendo em meu sonho, aquele lugar, aquela paisagem, o cheiro e as pessoas pareciam se importar comigo, sinto que naquele mundo morri feliz. Logo acordei no mundo real sem nada pelo que lutar completamente vazio de ideias e ambições.
Morrer não é o momento em que o coração deixa de bater, mas quando, mesmo enquanto ele bate, desistimos de viver!
