Morte e Melancolia
Tenho andado distraído procurando um motivo para amar
Perdido só as divindades sabem onde podem me encontrar
Aos gritos chamo um alguém mas sei que ele não vai me escutar
De lado finalmente me viro e dessa vez vou dormir sem parar.
Mãe
Catrina, Iku e Anúbis sempre se apressam
E enquanto o barqueiro se prepara
Alguns cantam e dançam
Outros rezam, clamam
Eu? choro, encolho...
Só lembro de nós.
Do tempo que tivemos
Aprendi o que é amor
No tempo, que passou,
Não tive nenhum pavor.
No lugar de apreço que fica,
Não sei se é jogo ou política
Dessas pessoas que nem ficam.
Mas também não sei se é amizade ou fé
Dessas outroras que me sorriem (guiam).
Você me deixou em hiato
Difícil de cicatrizar ou encher
Alma sem um naco,
Esmaecendo (mas tentando viver).
Ficou... tácito.
Nada é dito, só seguido
Paredes brancas à volta
Surdas, mudas; retóricas
Cicatrizes que nem este silêncio costura.
Vejo o pão que sobra no café
(A saudade sobe) “Aquele afago... faz falta”
O 'não' pra saber quando dá pé
Tua voz, minguando, que’inda exalta...
Você me recorda de amar enquanto puder.
Outro infinito curto demais;
Disseram que não volta, não mais.
Então, neste choro estendido,
Só posso pedir
algum sentido.
Para cada adeus, um olá.
Assim, em cada nova partida
(Que não posso impedir de chegar)
Vou te recordar.
O tempo provou
Que este 'vazio' é um porto
De abraços
(De adeus)
De esperanças
(e angústias)
De milagres
(Mil lágrimas)
De forças
(e fraquezas)
De felicidade
(e dor)
De celebração
(e luto)
Um porto de Encontros
e Despedidas.
Nos traços da missão da sua luta,
Dirige-se ao prélio o legionário;
Definem da coragem o seu erário
Suas linhas com face resoluta.
E galopa veloz cortando o Tempo,
Do dever sua lança o império vibra:
Densas formas desenham sua fibra,
Que os mares da batalha vai rompendo.
Com o fatal findar da resistência,
Desmonta-se o lanceiro em seu declínio
Nos seus rumos desfeitos de existência.
Em esboços se prostra o paladino:
Ei-la, cavalaria de imponência,
Quebrantada em areias do Destino.
Desvendo, introvertida e tão dolente,
Com o verso, que acorda e nada oculta,
A rosa cuja espada vil se sente
No arrebol das paixões da vida adulta.
Aos grilhões do encanto me condeno
A cultuar, honrado, suas formas,
Admirando da lâmina o veneno
E queimando na dor de suas normas.
Ainda que aflições tenha por lemas,
Manifesta-se a rosa com estima,
Que dos versos se adorna nos dilemas.
Se no segredo o amor rasga e se firma,
Deixe o mundo que fervam os poemas,
De onde revela o mal a triste rima!
Hoje o Sol se pôs mais cedo. Heis que minhas noites são tristes e os meus dias quedos. Tudo à minha volta está taciturno, pálido,frio... Porém, em minha face já não há mais medo. Sou apenas mais um ser efêmero e perdido que aos poucos está morrendo de amor, saudades,em lamentos... Sei que em meu eterno leito não haverá ninguém ao menos escondido para chorar ou até mesmo fingir dor ! - Mas se acaso houver uma lágrima qualquer sei que esta será de algum anjo esperançoso, febril, ensandecido... Que um dia também morreu de amor!...
Quando a dor se alastrou pelas minhas vísceras, teu abraço foi o principal responsável por saná-la. Seu ombro me valia mais que qualquer ouro ou diamante, havia ele acolhido a minha alma.
Vejo, agora, minha carne sangrar, e a vida de mim se sucumbir, eis que ao pé do meu ouvido, escuto o padre a proclamar, "Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.".
Um dia estarás morto,mesmo estando vivo, e teu coração sonhador e solitário então sangrará, mas com a tinta rubra do sangue da desventura, pintarás poemas da esperança de um amor eterno.
Eu sonho com a senhorita todos os dias
Em uma densa floresta
Com seu caderno escrito a mão
Escrito em vermelho sangue
Como a poça que eu deixo pra trás todos dos dias
Em um cômodo do meu apartamento que se encontrava branco
Hoje ele é vermelho
Em homenagem a linha escrita meu nome em seu caderno
Não esqueçam de ler as linhas pontilhadas, eles dizem.
“Sua hora não chegou, para de chamar minha atenção”
Eu incômodo até a própria morte...
Vou tentar não chama lá dessa vez...
“Sua hora chegou, vamos criança você aprendeu sua lição”
Era o que dizia aquela maldita linha pontilhada.
O NASCIMENTO
Quando fui posto ao mundo, o médico ouviu minha mãe proferir que eu era o bebê mais lindo que havia nascido naquele dia. Não me questiono se de fato fora verdade, ou, apenas o amor de uma mãe que acabara de receber seu filho; sendo bem sincero, isso não importa.
A vida tem dessas, nem todas as palavras ditas no passado permanecerão para sempre. Foi como no momento em que escutei um parente próximo dizer que me amaria por toda a vida, mas com o passar dos dias ser levado a perceber que no raiar do sol de sua morte, o amor permaneceu apenas em meu coração, pois já não havia fôlego de vida para constatar em ações, todos aqueles bons sentimentos.
Algumas palavras não duram para sempre, e que bom que elas têm prazo de validade. Não sou mais o bebê lindo de minha mãe, o tempo, me fez crescer.
Eu te amei mais do que planejei, mais do que pensei e com o amor também veio a dor, uma dor sem cura, uma dor profunda, uma dor que você me causa sempre na presença da lua. Eu busco entender o motivo de você me fazer sofrer, por quê? Eu não consigo compreender o que quer fazer. Com palavras tão afiadas, que me rasgam feito navalhas, Atitudes que me machucam como um açoite bruto, e por quê? Eu não consigo entender o que quer fazer. Tempos bons vêm, são incríveis, mas são armadilhas para mim, que quando estou feliz e de guarda baixa, Levo porradas e facadas sem poder reagir, e por quê? Por quê você gosta de me ver sofrer? Eu já tentei não gosta de você, achei que era capaz, mas é impossível te esquecer, mas por quê? Se só me faz sofrer, se só me faz querer morrer.
No começo, no fim e durante tudo, eu só quis te ver feliz, dar meu tudo, minha alma, meu amor, elogiar, compor, mas por quê? Por quê eu não paro de gostar de alguém como você? Eu ainda não sei, talvez nunca saberei, mas momentos de felicidade sempre apagam os de tristeza e dia após dia, eu continuo a ser engando por mim mesmo, em um looping quase eterno, que só será quebrado por você ou pelo meu enterro.
Estou onde estou mas
não onde quero estar
falo o que digo sem falar
Sou a indecisa que dissidio ficar
no silencio a observar
Cada dia que passa
passa mais um dia
A noite fica mais fria
e o dia mais quente
mas aquela do canto
nunca será consciente
Os minutos passam a correr
os segundos a voar
mas a menina do canto
apenas os vê a passar
Será isto justo?
ou a injustiça disfarça´
Que a menina do canto
faz parte da minha farsa
A vida é um jogo em que eu estou perdendo o tempo todo. É um jogo onde estou sendo destruída porque eu não sei jogar. E eu não posso dar reset pra começar de novo, então a única opção é desistir e me matar.
"A pior sensação que podemos ter é quando nos sentimos mortos, ainda que estejamos vivos, pois a partir dessa realidade já não se pode mais viver."
"A mente atormenta durante a noite fria,
a paisagem congelada ocupa o espaço na mente vazia
o pensamento vaga em várias direções em busca de uma resposta
já não posso mais suportar essa falta de ar que me sufoca.
Preciso respirar mas em cima do meu peito há o mesmo peso na qual a minha mente esboça.
Será esse o meu fim?
A minha alma dói na possibilidade de perder o amor que sentem por mim."
CULPADA!
Pensou, pensou e pensou...
Mas sequer o fez.
Deixou passar,
quis a solidão,
mas nunca se sentiu tão só.
Perdida em meio a culpa solitária,
não soube viver.
Das mais escuras nuvens, cultivara.
Pelas mais escuras nuvens, morrera.
