Morte de um Amigo
Um minuto no Céu equivale a um ano na Terra,
Quem parte, não sofre com a espera.
Nos reencontraremos, na nossa melhor forma!
E se nos amamos aqui, nos amaremos lá, mil vezes mais!
Enquanto meu corpo não trair meu espírito eu seguirei.
E sem fraquejar, estarei em pé no mundo que eu desenhei.
E como em um sonho de amor, rogo para que os dois, corpo e espírito, permaneçam fiéis até o fim. É onde mora minha fé: na esperança da imaginação estar certa.
E assim caminho quieta para que nenhum mal me encontre, nem a arrogância me atropele.
Apenas no dia da minha morte saberei:
Me abandonastes ó Pai? Ou me resgatastes pelos pensamentos?
Ao Criador das flores, dos bichos, dos mares, dos campos, do céu, do Sol e de todos os astros, confio meu destino.
Quero estar no curso de quem sabe fazer beleza; não na boca dos enfermos a rastejar.
Como podem entender de Ti, se não enxergam teus olhos, doces a marejar? Sim, fizestes o mundo! E a terra na qual me deito, pequena a existir, eu sinto seu cheiro na manhã que nasce, é o cheiro do ar frio com o sol gelado e para o lugar onde ele me leva. Como eu não vou te amar?
Eu rejeito tudo que é feio e mal e me recuso a viver a vida como se não houvesse magia na nos sentidos e na natureza.
Enquanto a sorte quiser repousar no meio peito, eu serei brisa, até que ela me absorva e sejamos uma.
Mas a certeza, caro Pai, sei que não me pertence. A minha fé é um castelo de cartas e meu Ser a iminência de assisti-lo cair ou ficar.
O que fazer se a verdade é vento? Quem o pode controlar?
Assim, eu imploro: permita que eu morra em teus braços a te amar. E mesmo que não nos vejamos, existiremos.
Passará a Vida
Tal qual o mundo gira
Somos nós aos minutos atravessar;
Passará o corpo, como a carne que ingerimos
Soterrado ou queimado, em cinzas a se espalhar;
Passará o cansaço e a euforia;
a tristeza e a alegria
Os medos a nos vigiar...
Passará tudo;
Só não as palavras que queremos acreditar.
O verbo, fica no mundo,
Tal qual o próprio mundo
Que gira sem acabar;
Finitos nós somos,
Demarcados como os pedaços de terra
Com início, meio e fim;
Mas a essência que a alma carrega,
É como gás atravessando mil céus
As palavras ficam e lá, vamos nós
Para o nada, nutridos de Deus...
Difícil acreditar que tenhamos alguma
Importância nessa Terra, mas se a Aurora
É bela, é para nós...
Passaremos, mas vivemos
Somos o impossível espaço
Amar é como uma queda.
Desde a felicidade de voar,
ao ponto em que gritar
não vai adiantar e
é impossível
voltar atrás.
Amor é uma queda,
acabar é morrer.
Atraia o podre e o velho que senta, atraia o pobre, também ao filho alimenta. Atende a chamada, socorre! A ti primeiro, pro mal sejas menino pro bem sejas guerreiro. Escreve a fala do teu pensamento, compete a ti ser justo, no seu julgamento. Carrega teu choro procure o vazio, faz dele um coro, que venha arrepio, abrace; seu pai, a mãe, e o tio, a vida se vai pra morte um fio. Se dela espera com muita esperança, você fica velho, que senta se tranca. Atende a chamada, socorre! A ti primeiro.
(Letras minhas)
A vida é tão bonita para quem dar amor/ a vida é mais vida quando se, sente dor.
A vida passa rápido pra quem não sabe, esperar/ Na vida, não adianta reclamar.
A vida tem um poço diga quem não foi/ a vida se compara quando se têm, outros ou dois.
A vida é existência pra quem quer viver/ na vida, tem que viver e morrer.
A vida é uma pausa para poder viver/ a vida só tem vida após de morrer.
A vida só dar vida se plantar amor/ a vida é exemplo de flor.
Qual o sentido da vida?
A vida é uma pausa de todos os sentidos, os quais experimentam as dores e se concretizam com a morte.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu chorar e eu lhe vi sorrindo.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu crescer e suas rugas eu nem tinha percebido.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu lhe responder e eu te vi compreensível.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me ensinou a viver e eu entendi o mundo contigo.
A sua falta me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu chegar e eu só lhe vi partindo.
Situações nos surpreendem, pessoas causam mágoas, os ventos mudam o clima, que as tristezas escoem quais águas.
Da vida nada mais quero, dos amigos que mais espero? A riqueza das pessoas é o falar sincero.
A morte ninguém aguarda, não tem hora certa, nem adianta guarda, eis a única certeza dos civis e dos que usam farda.
Quem se importa com uma vida torta, esperando a porta se abrir?
Quem desentorta, ou salva uma vida morta, que perambula por sair?
E veio a mim a inspiração, com as letras misturadas em gritante confusão. E tudo parecia entorpecido em meio a escuridão.
De repente, brilha uma luz, e as palavras que outrora inefáveis, a um caminho me conduz.
Foi então como um fluir das inserções, que se aglutinaram em diversas composições.
Já não mais me dominei, tão somente me rendi, as palavras me entreguei, e novos versos escrevi.
Já não me faltava inspiração, e um poema então citei, do fundo do meu coração, para quem eu tanto amei.
E o amor não acabou, mas tão fraco eu fiquei,
pouca força me sobrou, não desisti, mais eu lutei.
E assim findou a lida, de alguém que tanto sonhou, nas agruras de uma vida, findou o espetáculo e a cortina por sobre ele enfim fachou.
A cada instante vou me despedindo dessa vida. Não me levem a mal, faz parte do natural. E cada momento único vou vivendo, tendo grande responsabilidade ante minhas ações e omissões. Não sou perfeito, tento levar do melhor jeito. E entre erros e acertos, procuro errar no varejo, e acertar no atacado, para não ser achado em falta quando aferido for pela metrologia do destino, quando prestarei contas, dos últimos atos, desde quando era menino.
Então, vou seguindo, entre lagrimas e risos, plantando e colhendo, esperançoso de ter feito o máximo de boas ações e ter garantido meu reservado e diminuto espaço em muitos corações.
O que temos de concreto é a vida nesse plano. Todo resto é especulação. Milhares delas. Certas ou não, mas nada além de especulações.
soneto da frase sobrando: O poeta esta morto
O poeta calou-se depois do meio dia
Inúmeras informações sem afeto
Datas, nomes, números(informação fria)
Senta-se na calçada, taciturno
Nada falava, nada sentia
Miríade de comentários floresciam
Foi a mão desumana e hipócrita
Ordinária mão do meio dia
Razão pela qual o poeta calou-se
Amar já não era a política que via
Temer a ambição da matilha sedenta
Emergente ação pacífica
Melhor calar-se e observar a volta
Enquanto a ternura retorna vívida
Ruas gritam pela volta da poesia
Todos os dias quando acordamos temos um dia a mais para viver, para tentamos viver da melhor forma que pudermos, para tomarmos decisões importantes e fazermos escolhas.
Todos os dias em que acordamos, temos mais um dia, mas, também temos menos um dia...
Nosso tempo está acabando...
Seu tempo está acabando...
Ao nascer de novo diante daqueles que morreram, praticando o pecado, levante a sua cabeça e ponha de novo o seu espírito para trabalhar com pureza, a sua alma para aprender coisas sadias e a sua mente para trabalhar com uma consciência limpa, tranquila e saudável, fazendo agora o melhor para não morrer distraído diante das bobeiras da vida.
Nenhum de nós está pronto para morrer sem propósito, deixando vidas feridas para trás ou os nossos próprios corações sobre o poder da morte.
Aqueles que gritam o nome do seu time, morrem por ele ou causam prejuízo à concorrência; só não dá tempo de saber por quais motivos, exatamente.
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