Morrer
A natação é um esporte confuso, porque às vezes você o pratica por diversão e outras vezes o pratica para não morrer.
Se você tem alguém que julga amar, proteja ela como for, e não meça esforços pra isso, pois o amor é a única coisa que verdadeiramente vale a pena lutar e consequentemente morrer.
Todos me vêem, todos vêem meu sorriso, e acha que isso é tudo que eu tenho. Mas na verdade eu sou uma máscara, pois por trás de tudo isso existe alguém realmente cansado de viver. Alguém cansado de enfrentar tantas mágoas, alguém que só quer um ponto final. Mas não um ponto final sequencial, mas o final de história. Não quero mais ter que acordar e voltar a me ver assim, tão sozinho, tão triste, embora esse seja realmente a pessoa que eu sou por dentro não quero mais ser assim. Quero ser minha máscara, vestir e ser a minha máscara, sem ser apenas uma ilusão de minha pessoa.
A chuva cai torta
Como as minhas lágrimas
Na direção do vento
Escorrendo pelas calçadas
As pétalas voando
De um buquê de flores
Que eu nunca ganhei
E não fico esperando
Passaram lindas
Girando como em uma dança
E leves como o coração
De uma criança
O meu choro era pesado
Pesava mais que uma nuvem carregada
Porque levava a tristeza
Que também escorria pela calçada
Um dia daqueles
Que o sol já não brilhava
Que meus olhos não sorriam
E o silêncio dominava
Dominava até mesmo
O barulho dos trovões
Que caiam do céu com raiva
Mas eu só via os clarões
Iluminavam os meus olhos
Me faziam pensar mais
Será que existe outro caminho?
Ou só cair como a chuva faz?
"Em 2014 em morri muitas vêzes.
Mas em 2015 eu me prometo a não morrer mais tanto!"
☆ Haredita Angel
Se você me diz que resiste, eu aceito o desafio. Vou te provocar até morrer, de cansaço ou de tesão. Torço para que seja a segunda opção.
Morrer é pouco, é fácil; mas ter vida
Delirando de amor, sem fruto ardendo,
É padecer mil mortes, mil infernos.
MEDO DE AMAR
Quantas vezes devemos morrer
Para novamente renascer?
Quantas vezes temos que temer
Para mais tarde, limitações, reconhecer?
Quantas vezes temos que amar,errar,esquecer,chorar?Sinto lá fora, o todo em que desejei crer.
Toda a fortaleza a retornar.
Encolho-me, coajo-me, não pode ser!
Quisera eu, não em delírios, acreditar,
Nos anseios cortantes, suplicantes do ter.
Mas o medo cruel é imenso a arrebatar
Impedem-me de esta infinda dimensão, ver.
Pensando nas teias que o universo teima em armar
Mesmo com o coração acelerado a bater
Insanamente perco-me, pensando em recuar.
Brumas densas e espessas,
Quiçá, anunciando o sofrer?
Não quero mais sangrar!
Não quero mais ter que esquecer!
Desejo imensamente libertar
Este coração que busca o aquecer
Que só sabe inteiro se entregar
Mas possui o terror infindo
De novamente, se perder!
Quem poderá fazer, aquele amor morrer, se o amor é como um grão. Morre, nasce trigo, Vive, morre pão.
Hoje vou sair sozinha
Vou dançar até morrer
Hoje vou ficar na minha
Hoje eu quero enlouquecer
Hoje eu quero alegria
Capoeira, sexta-feira
Eu vou ver raiar o dia
Acabar com a calmaria
Hoje eu vou ficar sozinha
Hoje eu vou sair da minha
Cheguei ao ponto em que tanto faz viver ou morrer. O mundo continuará a girar sem mim. O que tem de acontecer, acontece, e, de qualquer forma de nada adianta tentar resistir. Confio na sorte e só faço trabalhar, esperando que tudo acabe bem.
O dia desperta mais uma vez para morrer ao final da tarde... Cabe a mim contemplar esta sucessão de nascimento e morte!
