Morrer
Que a nossa Criança Interior não pode morrer — é um fato; que ela não pode matar a Criança dos outros — é outro.
Há uma certa beleza em conservar dentro de nós a capacidade de brincar, sonhar, acreditar, rir de coisas simples e se encantar com o que a vida, aos poucos, vai tornando comum.
Crescer não deveria significar abandonar completamente a criança que fomos.
Talvez amadurecer seja justamente aprender a carregá-la pela mão.
Mas existe uma diferença entre preservar a nossa criança interior e permitir que ela governe todas as nossas escolhas.
Porque a criança que existe em nós também pode ser ferida, carente, impulsiva, possessiva…
Pode querer tudo para si, não saber ouvir um “não”, confundir desejo com direito e liberdade com ausência de limites.
E, quando deixamos que essas feridas conduzam nossas atitudes, corremos o risco de transformar nossas dores em feridas para os outros.
É aí que a reflexão do Dia das Crianças ganha um sentido ainda maior.
Não basta dizer que amamos crianças.
É preciso perguntar que mundo estamos construindo para elas.
Que palavras estamos ensinando?
Que exemplos estamos oferecendo?
Que tipo de adulto estamos sendo diante de seus olhos?
Uma criança aprende muito mais com aquilo que presencia do que com aquilo que lhe ordenamos ou ensinamos.
Ela aprende quando vê um adulto pedir desculpas.
Aprende quando percebe que uma diferença não precisa virar desprezo.
Aprende quando testemunha respeito, generosidade, honestidade e limites.
Mas também aprende quando vê humilhação, intolerância, mentira, violência e pessoas usando sua própria dor como justificativa para ferir alguém.
Por isso, talvez preservar a criança interior seja também assumir a responsabilidade pelo adulto que nos tornamos.
Que nunca percamos a capacidade de brincar, mas que aprendamos a não brincar com os sentimentos alheios.
Que continuemos sonhando, sem destruir os sonhos de ninguém.
Que tenhamos coragem de defender nossa criança interior, sem transformar nossas frustrações em condenação das crianças que estão chegando.
Porque cada criança que nasce traz consigo uma possibilidade: a de que o mundo seja um pouco diferente amanhã.
E talvez nossa maior obrigação não seja apenas impedir que a criança dentro de nós morra, mas impedir que ela se torne tão ferida, tão egoísta ou tão amarga que passe a matar, nos outros, aquilo que um dia também tivemos: a esperança.
Feliz Dia das Crianças — às que ainda brincam, às que já cresceram e, principalmente, aos adultos que não se esqueceram de que toda criança merece encontrar um mundo um pouco mais gentil do que aquele que encontramos.
VERSOS DE ANANINDEUA
TRABALHAR DURO
NÃO É TRABALHAR PRA MORRER.
TRABALHAR DURO
É PARA TER O QUE COMER.
E SONHANDO
SE VAI LONGE...
BEM MAIS LONGE.
O homem vive para matar e morrer por tudo aquilo que não conseguirá manter , e muito menos levar... ou para o céu ou para o inferno. O caminho fica no mundo.
A coragem e a capacidade que você tem para encontrar razões para morrer são as mesmas para encontrar razões para viver.
Buscando sempre você, querendo sempre seu bem mesmo que para isto eu tenha que morrer todos os dias.
Se você tem medo de morrer, obviamente tem medo de viver; não perca tempo com fantasias que sua cabeça produz somente para te atrasar, viva sem medo... viva!
Eu sei tudo pode acontecer eu sei nosso amor não vai morrer
vou pedir aos céus você aqui comigo vou jogar no mar flores prá te encontrar...
Quando eu morrer deêm meu corpo aos passarinhos,
pois eles,bicando-me aos pouquinhos me levarão
aos céus devagarinho...
Se eu tiver que ver, meus preciosos amigos morrerem... não conseguirei morrer em paz, não importa quantas vezes forem.
Se você pensa que viver de orgulho é lucro, experimenta morrer de saudade e de arrependimento de nunca ter sido generozo consigo mesmo.
O grande medo da humanidade não deveria ser o medo de morrer.
O grande medo da humanidade deveria ser o de não sermos lembrados.
Saudade...
Que todos os dias me faz morrer
Que deixa meu mundo tão devagar
Como uma nascente que não para de correr
É tanta saudade que chega a transbordar
Viver é apenas existir sabendo que vai morrer e se acabar, sabendo que estar errado não é de fato querer errar.
