Morrer
Na Grande Tribulação,
os mesmos que matavam sem piedade
vão implorar para morrer.
Pois não poderão matar
Aquele que se assenta no Trono.
—Apocalipse 9:6
Sansão tinha tudo para morrer como homem de Deus. Morreu famoso, mas sua vida terminou marcada pela infidelidade.
Todo homem está predestinado a morrer. Portanto, o livre-arbítrio concedido por Deus é uma falácia da Bíblia.
Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".
A rigidez cognitiva do conservadorismo é o museu onde a inteligência vai para morrer; enquanto a ciência, a arte e a filosofia exigem a destruição das tradições para existir, o conservador permanece estático, incapaz de processar qualquer ideia que não tenha sido mastigada há dois séculos.
Um ser imortal não pode se sacrificar de verdade: quem pode morrer infinitas vezes nunca perde a vida, logo, Jesus nunca se sacrificou pela humanidade!
Embora eu não experimente mais o amor quando morrer, o amor provavelmente continuará vivendo sem mim
Jesus morreu por nossos pecados? Que conveniente… morrer apenas por 3 dias e virar um deus eterno. Eu faço melhor, eu morro todo dia de tédio e raiva com essa farsa.
Coitado de deus: condenado a existir para sempre, sem sequer ter o privilégio de morrer. Talvez ele tenha criado os humanos por pura inveja, porque nós temos algo que uma eternidade jamais poderá oferecer: um fim. A finitude dá valor à vida; o eterno é apenas um vazio infinito!
Quando o Estado transforma todo suspeito em inimigo, a presunção de inocência começa a morrer antes do processo.
Toda instituição começa a morrer quando seus membros descobrem que obedecer à regra custa mais do que violá-la.
“Quando o Direito esquece a existência concreta, a justiça pode sobreviver nos códigos e morrer nas pessoas.”
Talvez seja preciso morrer algumas vezes por dentro para entender que viver também é deixar para trás quem já não somos.
Talvez todo conhecimento profundo nasça de uma ferida primordial: saber que vamos morrer e, ainda assim, desejar compreender por que vivemos.
Há verdades que não precisam de censura para morrer: basta entregá-las a uma sociedade que desaprendeu a perguntar.
A democracia não morre somente quando se fecham as urnas; às vezes começa a morrer quando os cidadãos deixam de suportar que o outro pense diferente deles.
