Morre Lentamente Marta Medeiros

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Vivemos em um tempo em que o desrespeito por uma risada vale mais do que o respeito por causa do amor.

⁠Se a vida fosse somente flores, talvez não se chamasse vida... quem sabe o nome fosse jardim.

Quanto mais cedo a gente aprende que os obstáculos são como espinhos melhor.
Dói ao tocar neles? Sim!
Mas com o tempo você se torna mais resistente e aprende como não deixa-los mais te ferir.

Só o tempo trás experiência. E tudo se resume ao tempo.

Aprenda também que até os jardins tem diferentes tipos de flores.

E que a flor que mais ouve, muitas vezes também é a que mais fala.

A que mais julga é a que tem mais medo de ser julgada.

A que mais faz barulho é a que por dentro vive em silêncio.

E as que você menos dá atenção ou é indiferente são as mais essenciais para a beleza desse jardim.

Mas todas elas são importantes.
Juntas formam uma biota.

Você só precisa lembrar... a vida não é só flores, mas mesmo que fosse jardim, até você sendo rosa teria espinhos.

...

Inserida por Suyanne12346

⁠Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. (...)
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem passa os dias reclamando do seu azar ou da chuva incessante. (...)
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar.

Martha Medeiros

Nota: Adaptação de trechos da crônica "A Morte Devagar", de Martha Medeiros. Muitas vezes é erroneamente atribuída a Pablo Neruda.

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Certa vez em minha viida eu quis acreditar que somente
quem amava era os tolos, porque afinal que sentimento era esse
que me fazia chorar, sofrer...eu não queria mais amar...foi quando eu
te conheci e descobri que na verdade eu nunca hávia amado ninguém, que
aquilo que eu acreditava ser amor, era loucura, era persistência em um
relacionamento fracassado, era costume, era uma mistura de muita coisa, menos de amor...Porque amor mesmo eu descobri quando te conheci, quando eu passei a perceber que para amar não precisa estar grudado, quem ama não tem sentimento de posse, quem ama confia, quem ama quer bem ao outro, mesmo que para isso tenha que abrir mão de algum conceito, quem ama mesmo distante leva o outro no coração e a certeza de que tudo vai ficar bem!
Te amOo!

O AMOR que sentimos quando realmente gostamos de alguém, é tão igual a DOR que teremos quando perdemos esse alguém especial!

Caminho protegido por Exú ninguém atrapalha.

Laroyê

Não era amor, era melhor.

Martha Medeiros

Nota: Trecho de crônica de Martha Medeiros.

Sai dessa, companheiro
isso não é diversão
esse mundo é traiçoeiro
é caminho pra solidão
faz divisa com o inferno
o prazer só é eterno
se vier do coração

Eu sempre vou cuidar de você...
Mesmo estando longe, mesmo estando tão distante, mesmo que a gente nunca se veja, mesmo estando do outro lado do mundo, mesmo que a gente não se fale...

Minha mão eu sempre vou te estender, vou te apoiar em seus planos, vou te ajudar a planejar um bom futuro, vou te ajudar a levantar quando necessário, vou te animar, vou te fazer sorrir novamente...
E assim a gente vai seguindo em frente, sem pensar nos erros do passado, encarando a realidade de frente, sempre juntos e sempre unidos!

Nossa Cor

Que o preconceito não me atropele
que cada qual tenha o seu valor
que toda igualdade se revele
que o ódio não vença o amor
que eu admire a tua pele
que tu respeite a minha cor.

Espero que antes de encontrar a pessoa certa, você se encontre. Para que ao encontrá-la, não a sobrecarregue com ingrata responsabilidade de te fazer feliz. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

Martha Medeiros

Nota: Adaptação de trecho da crônica "Sacanagem" de Martha Medeiros. Por vezes o texto é atribuído, de forma errônea, a John Lennon.

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Orquídea

Brotavam flores amarelas
outras rosas e jasmins
margaridas foram aquelas
que eram feitas de cetim
entre tantas nasceu ela
uma orquídea em meu jardim.

Meses de distância..
Dias de saudade...
Horas de coragem...
Minutos de amor...

Pensando no meu amor
Rezando por ele
Amando-o a cada dia
Viajando nos meus pensamento
Curtindo as músicas que me levam até ele

As vezes me pergunto, quantas borboletas mais terei que ter em meu estômago, para que saibas que sou o seu jardim e adoro quando encontra a abrigo em mim.

Sou daqui.

Sou nordestino e te digo
o quanto orgulho me traz
quem fala mal eu não ligo
a minha resposta é a paz
a seca é um grande castigo
maior que ela é o perigo
que o preconceito é capaz

O melhor lugar do mundo é dentro de um abraço

Martha Medeiros

Nota: Paráfrase de trecho da crônica "Dentro de um abraço" de Martha Medeiros

Se pretende amar alguém, AME DE VERDADE e seja VERDADEIRO! Iludir um outro ser humano com palavras e falsos sentimentos é a pior covardia que pode existir!

Simplemente saudade de um abraço e um beijo que me completa
Um perfume que me embala e uma mão que me aperta!

Explosões

"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.

Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.

Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.

Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.

Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.

Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.

Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.

Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

Minto, tenho tudo a ver com explosões.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Coisas da Vida. Porto Alegre: L&PM, 2003.

Você não precisa ser perfeito, nem o mais bonito, ou o mais romântico, ou inteligente e nem o mais popular. Não precisa me fazer declarações mil, e nem nada dessas coisas de príncipe encantado. Não precisa fingir nada, mudar, trocar nada. Gosto de você assim, exatamente como você é. Porque é você quem me arranca suspiros, quem me rouba pensamentos no meio do dia… É quem me desperta sorrisos, quem me faz um bem que eu ainda não sei explicar. É você quem pinta o meu dia de todas as cores do arco-íris quando ele amanhece em preto-e-branco com apenas seu jeito de falar, de me olhar ou de sorrir. E o mais importante: você é real. Você existe na minha vida, e é você quem eu quero pra mim. É pedir muito?

Suênia Medeiros

Nota: Autoria não confirmada.