Morre Lentamente Marta Medeiros
Depois que olhei nos olhos do amor vi que ele não dá frio na barriga. Ele te envolve lentamente, te abraça, te conforta, te faz melhor, te faz cúmplice, te ensina que a força vem da simplicidade do gesto e do carinho. O amor é calmo e simples. Não complica. O amor não tem ex, não tem pedra no caminho. Ele flui naturalmente. Como a água.
Logo à tardinha quando o sol lentamente se
põe no horizonte, anjos começam a acender
estrelas para marcar com brilho e claridade
celestial o caminho dos seus sonhos.
Teu planeta é tão pequeno, que podes com três passos, dar-lhe a volta. Basta andares lentamente, de modo a ficares sempre ao sol. Quando quiseres descansar, caminharás, e o dia durará quanto queiras
pela minha paz, eu aprendi a desaparecer lentamente
dos lugares que me apertam,
das pessoas que me diminuem,
das situações que me roubam a luz.
mas antes de tudo, eu fico.
eu faço questão de ficar.
eu dou sinais.
eu converso.
eu explico o que dói.
eu mostro onde machuca.
eu tento ajustar o que ainda pode ser salvo.
não parto na primeira falha.
não desisto no primeiro silêncio.
não abandono no primeiro conflito.
eu permaneço enquanto há respeito.
enquanto há tentativa.
enquanto há reciprocidade.
eu já insisti demais.
já expliquei demais.
já tentei salvar o que não queria ser salvo.
e quando percebo que só eu estou sustentando,
quando meus sinais viram incômodo,
quando minha dor é tratada como exagero
eu começo a me recolher.
não faço alarde.
não anuncio partidas.
não bato portas.
eu apenas recolho o que é meu:
meu tempo,
minha energia,
meu afeto.
há quem chame de frieza.
há quem chame de orgulho.
mas só eu sei o quanto custou permanecer quando tudo em mim já pedia silêncio.
porque permanecer onde preciso me diminuir
é uma forma lenta de me abandonar.
e eu já me abandonei o suficiente em nome de amores,
de expectativas,
de pertencimentos que nunca foram casa.
pela minha paz, eu desapareço devagar
não por fraqueza,
não por indiferença,
mas porque aprendi que quem se ama
não permanece onde dói.
e se um dia eu for,
saiba:
antes, eu tentei ficar.
Acho que nunca te contei sobre os meus medos. Mas eu os sinto, como se caminhassem lentamente em minha direção. É como estar em um sonho perfeito, sentindo que um terremoto pode acontecer. Acho que nunca te disse que as vezes sinto medo quando o assunto é nós. Sim, eu tenho lá meus receios. Tenho medo que apareça alguém mais interessante pra você, por mais que isso seja fora de mão, eu sinto medo que você se apaixone por mais alguém. Acho que nunca te contei também, que eu sinto medo de me apaixonar, mesmo que isso seja praticamente impossível, não quero pensar em mais ninguém que não seja você. Acho que nunca parei pra te falar que eu sinto medo dessa distancia, por mais que isso seja só mais detalhe, eu tenho medo que ela nos afaste além dos quilômetros. Tenho medo sim, mesmo que eu sempre te diga com clareza tudo o que sinto por você, sempre haverá um medo no meio de tanta certeza. Tenho medo te perder, e nenhuma palavra contraditória conseguiria me fazer pensar diferente. Isso não me abala, mas me faz pensar. Você foi a minha maior solução até hoje, mas medo eu sentirei, até o dia que te encontrar.
Sou o veneno mais forte
E que te mata lentamente
Sou a droga que não sai da sua mente
Sou um pouco de tudo e a cada segundo me torno menos ainda por isso
Você volta procurando mais
Não tenho respostas pras suas perguntas
Seu sorriso não me amansa mais
Sou única
Mesmo que você me compare com as outras
Você jamais vai achar alguém que te faça chorar
Porque eu sou o perfume da flor que você não pode tocar
eu sou alguém que você quer amar, mas não sabe por que!
Sem mentiras, nem doces ilusões
Sem querer construindo algo que jamais seria quebrado...
Virava as páginas lentamente, há muito tempo antes, e não me surpreendia nem me atemorizava pensar que muito tempo depois estaria da mesma forma de mãos dadas com um outro eu amortecido — da mesma forma — revendo antigas fotografias. Mas o que me doía, agora, era um passado próximo.
Despiu-se lentamente. Abriu o chuveiro e deixou que a aguá morna corresse farta por todo o corpo, na esperança de talvez lava-lo por dentro, limpando aquela tristeza tão imensa.
A vida estava me ensinado que o avanço e a mudança vêm lentamente. Não em dois anos, não em quatro anos, nem mesmo numa vida inteira. Estávamos plantando as sementes da mudança, e talvez nunca víssemos seus frutos. Precisávamos ser pacientes.
Lentamente, como eu faria com um a animal ferido, estico a mão e acaricio alguns fios de cabelo em sua testa. Ele fica paralisado diante de meu toque, mas não o rechaça. Então continuo acariciando delicadamente os cabelos dele. É a primeira vez que o toco voluntariamente desde a última arena.
– Você ainda está tentando me proteger. Verdadeiro ou falso? – sussurra ele.
– Verdadeiro – respondo. A resposta parece requerer mais explicações. – Porque isso é o que você e eu fazemos. Protegemos um ao outro.
O amor possui dois inimigos principais:
A indiferença, que vai matando lentamente...
E a desilusão, que o termina de uma vez.
- Eu sinto falta dele.
- Por que que você não o procura?
Ela, lentamente, respondeu: - É que algumas dores e algumas saudades a gente simplesmente guarda. Ninguém precisa saber.
Um passo adiante na convalescença: e o espírito livre se aproxima outra vez da vida, lentamente sem dúvida, quase recalcitrante, quase desconfiado. Fica outra vez mais quente ao seu redor, mais amarelo, por assim dizer; sentimento e simpatia adquirem profundeza, brisas de degelo de toda espécie passam por sobre ele. Quase se sente como se somente agora seus olhos se abrissem para o perto. Está admirado e se senta quieto: onde estava? Essas coisas próximas e muito próximas: como lhe parecem mudadas! Que plumagem e feitiço adquiriram nesse meio-tempo! Ele olha com gratidão para trás - grato a sua andança, a sua dureza e estranhamento de si, a seu olhar à distância e a seu voo de pássaro em frias altitudes. Que bom que ele não permaneceu, como alguém delicado, embotado, que fica em seu canto, sempre "em casa", sempre "junto de si"! Ele estava fora de si: não há dúvida nenhuma. Somente agora vê a si mesmo - e que surpresas encontra nisso! Que arrepio nunca provado! Que felicidade ainda no cansaço, na velha doença, na recaída do convalescente! Como lhe agrada sentar-se quieto sofrendo, urdir paciência, estar deitado ao sol! Quem entende igual a ele, de felicidade de inverno, de manchas de sol sobre o muro! São os animais mais gratos do mundo, e também os mais humildes, estes convalescentes e lagartos semi-voltados outra vez à vida: - há entre eles os que não deixam partir nenhum dia sem pedrar-lhe um pequeno hino de louvor na orla do manto que se afasta. E, falando sério: há uma cura radical contra todo pessimismo (o câncer dos velhos idealistas e heróis da mentira, como é sabido -), no modo de esses espíritos livres ficarem doentes, por um tempo permanecerem doentes e então, ainda mais longamente, mais longamente ainda, ficarem sadios, quero dizer, "mais sadios". Há sabedoria nisso, sabedoria de vida, em receitar-se a saúde mesma somente em pequenas doses.
🌷Bom dia! O quarto dia do mês de setembro vai amanhecendo lentamente... A natureza não esquece de dar seus sinais... A primavera já começa a despontar... Que saibamos ser ‘primavera’, mesmo quando as coisas não fecham, não se resolvem, não acontecem... Que floresça fortemente a esperança, o perdão, a ética e o amor ao próximo... Feliz sexta-feira!
Tempo
Eu quero apenas amar-te lentamente
Como se o tempo fosse nosso
Como se todo o tempo fosse pouco
Como se nem sequer houvesse tempo
“Musico”
Vendendo as entradas
De suas doces palheta - das
Conduzidas lentamente
Cantando que o amor não mente
Sobre as margens do entardecer
Na superfície do céu até as cores do amanhecer
Em suas melodias e doses de harmonia
Encontrando um caminho prematuro
Longes de dor, extensos de amor.
