Morre Lentamente Marta Medeiros
“Quem paga o pecado é quem vive com o pecador".
Tanto faz para o Vampiro se Você morre.
Depois que sugar todo seu sangue, deixa-lhe a culpa por não satisfazê-lo.
“Não vejo tirarem fotos com um parente morto, deve ser por causa da tristeza, por isso que vou morrer sorrindo”.
Nascemos neste mundo é a partir do momento que compreendemos as coisas percebemos que morre um pouquinho da gente a cada despedida de um querido ente. E os que vencem as barreiras do tempo sente o pesar da partida de tantas pessoas queridas, que nos deixam boas lembranças mas carregam um pedaço de nós. Porque ficamos diminuidos, sentindo um determinado vazio existencial daqueles os quais aprendemos a amar e considerar de uma forma incondicional.
Vida e morte digladiam numa constante, E nasce e morre a todo instante. Vidas lutam pelo porvir, vidas sucumbem e tem que partir.
A pétala cai, mas não morre.
Ela volta como lágrima do céu.
Quem sangra pela beleza,
Sabe que o templo está dentro.
Pobre homem que nasceu do barro e morre feliz como ele quer: os vermes agradecem aos coveiros pelo serviço, o fogo dança e devora a carcaça e as águas do mar repartem cuidadosamente a porção da carne com seus habitantes e a sua memória jazz no esquecimento da humanidade.
Quem morre contaminado recebe a biópsia da morte; e quem for condenado pela contaminação de seus pecados já fica sabendo a biópsia da alma para sofrer eternamente no fogo.
O inferno é o lugar onde o verme não morre queimado, o fogo não se apaga e o extintor de incêndio é derretido ao cheiro do enxôfre.
