Morre Lentamente Marta Medeiros
Morre-se de tudo e de qualquer coisa. Para morrer, aliás, basta estar vivo – assegura o dito popular. Mas a gente vai vivendo, vai insistindo em, apesar de tantos perigos, porque a vida vale muito a pena ser vivida.
Viver é o verbo mais gostoso de conjugar. Mais que verbo, é uma experiência. Mais que experiência, é uma aventura. Mais que aventura, é um milagre. Enfim, é uma arte – mistura de dom com (boa) vontade.
Porque a vida nos dá a oportunidade de fazermos coisas e, assim, de fazermos a nós mesmos. Mais e sempre, até o momento derradeiro... quando, normalmente, já deu tempo de fazermos uma porção de coisas – mais boas que más, de preferência, de sorte que a morte pode chegar, na surdina, e levar o que temos de mais precioso: a vida.
Quanta ilusão! A morte, na verdade, só abate uma parte ou uma terça parte de nós, porque, durante seu curso, a vida teve tempo de sobra para ramificar, de modo que, ao final, ficam os ramos que espalhamos por aí, contra os quais a morte não pode nada. Ramos de amizade, saudade, amor, hereditariedade, boa ação, bondade, alegria e família, contra os quais – repito – a morte pode muito pouco.
“Se você ama uma flor, não a colha. Porque, se você colhê-la ela morre e deixa de ser o que você ama. Então, se você ama a flor, deixe-a estar. O amor não está na posse. O amor está na apreciação.”
COMO FICA
E a gente como fica?
Se não tem amor
Acaba, morre, finda
Se tem amor
Perdura para toda vida
Vivemos para sonhar
Cheiro de algum perfume
Cheio de emoções
Nós dois
Só amor
Eu busco inspiração na luz!
Procuro meu lugar na luz!
caminho seguindo a luz!
Vivo na luz!
Morrerei na luz!
Renascerei para viver
eternamente na luz!
Sacerdote Jushon´.´
Ler me traz o saber,o saber me faz crer, agora
lúcido poderei escolher, se escolher errado-
morrerei no meu saber.
Quando morre um poeta, não é uma estrela a mais que vai brilhar no céu.
São milhares de palavrinhas reluzentes que vão deslizar do espaço poético e ficarão bailando frente aos nossos olhos.
Porque o que ele escreve fica eternamente à espera de corações sensíveis que se deliciarão com cada partícula publicada...
Manoel de Barros se foi, mas pérolas preciosas deixa-nos pra sempre.
mel - ((*_*))
