Morre Lentamente Marta Medeiros
Do que vale a vida ser poesia?
Se o poeta morre todo dia.
Que realidade vazia, onde
um livro não me ajuda na terapia.
É real essa solidão! Tão sórdido de alguma fantasia. Minhas certezas, viraram neblinas, só consigo ver alguns raios do sol, nascendo no meio dia.
Me interno na internet, é assim que encaro
mais um dia. Vejo as notícias, que me trarão um labirinto, antes do apocalipse.
BN1996
*****"Minha voz se fará ouvir além... de mim partir!! Porque o poeta não morre!!!
Por si ficam as suas obras! Gratidão e Carinho é o meu lema... " *****
(Luísa Zacarias)
O peito dói
A cabeça pensa
Por horas e horas
Na solução
Largar tudo e tentar a sorte?
Ou morrer nessa enorme conjunção?
Viver uma vida ganha?
Ou correr os perigos de uma colisão?
Tudo machuca, essa indecisão
Me cala a boca... pão
Até quando terei?
Mas será que vou viver assim?
Inserta? De mim?
Olhando pra trás? Juntando os pedaços que deixei cair?
Caindo como eu nos braços de amores
Que juntando os fatores
Nunca foram pra mim
Na real quando choro, é apenas uma afirmação
Está chegando o fim...
Asas
Morre plantado quem veio gente,
mas se esqueceu de dar um passo à frente
(talvez devesse ter nascido árvore).
Atravesse suas divisas e se confronte
diariamente
e lembre-se que só é humano realmente
quem é capaz de sonhar
e só é feliz verdadeiramente
quem está pronto para mudar.
E é preciso seguir adiante, sempre.
Para tocar o céu com a mão
basta ter asas no coração!
Quem tem uma amiga de verdade,
não morre em mar aberto, no meio de tempestades e de ondas gigantes,
terá sempre uma bóia de salvação,
um amanhã sorridente.
Não somos máquinas, mas já viemos programados. Nascer, crescer, estudar, trabalhar, procriar e morrer. Aqueles que ousam mudar esse destino, são taxados de loucos.
E, sim, dor de amor é como luto. Porque você morre, porque seu futuro morre e você dentro dele… e existe esse tempo ferido. Ele dura muito.
"Quando morre um ÍDOLO a humanidade chora...Quando estava morrendo Cristo eles fizeram festa.
QUE VERDADE VIVEMOS?"
—By Coelhinha
Eu faço versos como quem morre. A Poesia brota no lodo da minha tristeza. É como a flor que um ser invisível usa para içar- me desse pântano escuro.
O grito de angústia se lança em pensamento, logo despertam e florescem versos...
A verdade
Descobri que se morre por alguém
Que se mata por alguém
Não uma morte física
E sim a morte da alma
Porque você não consegue aceitar a perda
Porque você não consegue aceitar a traição
Você não sente mais vontade viver
Sua alma se corroe por dentro
É como se tivesse tomado soda
Porque queima
Você perde a fome
E não consegue enxergar
Que existem mais pessoas ao seu lado
Que te ama e precisa de você
Você perde o interesse em tudo
E a vida fica vazia
Você chega a desejar a morte
Poderia morrer com uma bala perdida
Então você chora
Até ficar vazio sem lágrimas
E somente aquela dor avassaladora
Sabendo que você perdeu
Mas o tempo
Ele cuida pra deixar no passado
Toda sua dor desilusão
O tempo cura tua alma
E você percebe
Que perdeu um precioso tempo
Por não aceitar ter perdido
Enfim
Não existe receita para superar
A traição
Mas existe a vida
E o Sol brilhando sempre lá do alto
E as pessoas ao seu lado
Seus pais
Seus filhos
Seus amigos
Que mesmo não podendo arrancar de você
A dor da traição
Irão segurar a sua mão
E chorar a sua dor
E limpar suas lágrimas
Então olhe para o lado
Levante e viva
