Morre Lentamente Marta Medeiros
Entre dedos e suspiros,
me encontro inteira,
como quem abre lentamente
as cortinas de um segredo antigo.
A pele desperta em ondas,
cada toque acende um desejo,
um fogo íntimo que dança,
ardendo sem testemunhas.
Descubro templo e oferenda,
minha respiração descompassa,
o ventre vibra em silêncio,
num canto só meu,
um hino ao prazer sem culpa.
Ali, no silencio dos meus pensamentos,
me sinto por inteira,
me amo no ritmo da própria sede,
aprendendo que o êxtase
mora dentro de mim,
e que o corpo é universo,
e que sou dona de mim.
A história acontece aos poucos, lentamente. Ao percebemos as transformações que aconteceram no mundo, ficamos abismados com tantas mudanças que não tínhamos notado, apenas nos acostumamos a elas.
Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.
Enche meu espírito
O Sol esta se pondo lentamente, o entorno é modificado a cada passo dado,
As cores mudam significativamente, vejo o mar ganhar vários tons de azul é lindo,
O teu cabelo e a cor dos teus olhos verdes, parecem ganhar vida,
Dividido entre olhar para o descansar do Sol e apreciar a tua beleza, o poder do momento mágico enche o meu espírito com a mesma intensidade que a fotossíntese alimenta de energia a mãe natureza.
Gota de lágrima
Nos olhamos verdadeiramente e eu vi aquela gota de lágrima caindo lentamente do teu olho esquerdo,
Depois de anos eu ainda guardo nas minhas memorias essa gota de lágrima.
Era ela
Estava triste, cabisbaixo, as lágrimas escorriam lentamente pelos meus olhos; um vazio profundo. Mas, de repente, uma voz doce e suave me perguntou: por que choras, poeta? Por que choras, poeta? Ah, meu deus, era a moça do sorriso lindo! A moça das flores, a musa dos meus versos. Ah, meu deus, era ela! Era ela! Era ela!
O pecado alimentado pelo pecador mata a sua vida lentamente, enquanto que a graça de Deus rejuvenesce o seu espírito dia a dia.
Chovendo lentamente
sobre Camboatá-vermelho,
Com a palavra que me rege
a história no final eu escrevo,
Somente diante do Bom Deus
temo, respeito e me ajoelho.
...
A minha poesia
é Camboatá-branco
nas mãos da ventania
se espalhando toda
pelos campos da vida.
...
Tudo em mim tem
algo de Camboatá
com sementes a se espalhar,
Está para nascer quem
tem a coragem de me dominar.
...
Tapirirá florida
que com amor
concede poesia
à minha vista,
Diante sou
muito pequenina
com a minha escrita.
...
Debaixo da Pombeira
absoluta fiz a jura
de ser somente tua,
Se me amares,
retribuirei em dobro,
Algo diz que o sonho
haverá de ser cumprido logo.
...
Do caminho do tempo
sou nômade devota,
Do meu país por dentro
domino cada rota,
Nos braços de novembro
com fascínio me rendo
a floração das Tapirirás
a espera do momento
que está sendo escrito
com tudo àquilo que hei
de declarar no silêncio
que me permita escutar
o seu peito de amor batendo.
Uma tarde tão simples quanto intensa
O sol lentamente se vai, enquanto a gente pensa
Um momento que dura pouco na realidade
Mas do lado de dentro dura a eternidade
Era uma simples tarde, mas que já deixou saudade
LONGE DE VOCE
Meus dias passam, lentamente
Longe de você sinto um tédio
Que às vezes fico até sentimental
Lembrando – me de ti com saudade especial.
Eu me sinto inquieto sem você
Com os seus olhos nos meus
O céu para mim cobre – se de outras cores
E somos como um doce casal de beija – flores.
A cada dia ponho – me a amar – te ainda mais
Cada gesto que faz em mim semeia uma esperança
És como a vinda de uma nova primavera.
É por isso que te peço;
Fica um pouco sempre em minha vida
A sua ausência é solidão para o meu coração.
(Nelson Locatelli, escritor)
As horas passam lentamente, e eu continuo sentado nesse chão frio, ao som da nossa música...
São nesses momentos - quase - perfeitos, que eu procuro tentar entender o que eu fiz de errado, ou então o que você fez. Talvez bem no fundo isso não tenha tanta importância mais, só que essa ideia de 'não importar', assusta e dói um pouco. Eu poderia inventar milhões de teorias sobre isso, mas eu sei que não é a coisa certa a fazer. Tudo meio que perdeu o significado; as lembranças não são mais tão fortes, e eu sinto os poucos momentos que tive ao seu lado escorregando por entre meus dedos. E sendo assim, eu sinto que além disso, eu estou perdendo você... ou melhor, perdendo o pouco que você se permitiu entregar a mim. Tenho medo de que isso seja pra sempre, que essa sua ausência seja eterna. O pior é saber que eu não posso fazer nada pra mudar ou impedir, porque hoje eu consigo enxergar, e por mais que me doa admitir, que não era pra ser. " Nossas almas não eram iguais" .
Dizem que a verdade vem como um suave rio que começa a cortar novas terras, lentamente tudo vai se encaixando, e da mesma forma do rio, são as "verdades" humanas.
Tem dias que dá vontade de respirar bem lentamente ...
Só para sentir como é doce e suave ter a vida!
E de longe e lentamente vem essa solidão.
Uma solidão cortante que dilacera a alma, queima a pele e com ela vêem os pensamentos inconstantes e condenadores como andar em círculos com os olhos ao mesmo alvo sem mais opção entre olhares e o movimento repentino que traz a loucura do corpo e da mente!
Dias que passam, lentamente,
Seu lindo sorriso que não quer sumir da minha mente,
Te ofereço, um eu em rimas...
