Morre Lentamente Marta Medeiros
"Gordas moscas erravam lentamente naquele muro de carne, zumbindo. O fruto maduro do dia tornava-se sorvado, apodrecia, e no ar cansado, ja corroído pelas prumeiras sombras da noite, o céu, o cruel céu de Napoles, tão puro, tão terno, lançava uma suspeita, um remorso, um comprazimento triste e fugitivo. Mais uma vez o dia morria. E, um a um, voltavam a refugiar-se na noite, como veados, gamos e javalis na selva, os sons, as cores, as vozes, esse sabor de mar, esse cheiro de louro e de mel, que são o sabor e o cheiro da luz de Napoles."
A PELE
Sou como uma fotografia, me revelo lentamente, sem pressa, geralmente saio do escuro imersa em um líquido precioso e necessário chamado lágrima.
A mesma força que faz na crisálida a lagarta transformar-se lentamente em borboleta, faz da minha alma uma metamorfose contínua.
Entre maus e bons momentos
Caminho
Que apesar de lentamente, tento
Que apesar de cair as vezes sozinho
Sozinho também me levanto.
Perdeu a bússola mental
Sentiu o brilho da sua alma
sendo sugado lentamente
Seus sentimentos passaram
de brilhantes gotas cristalinas
à um mar escarlate
Enquanto sua existência sumia
em um horizonte incandescente.
Nossos sonhos nos esperam, muitas vezes, em atitudes que não vem, fazendo-os morrer lentamente de tristeza.
Amar sem ser correspondido é uma das piores mortes, pois é morrer lentamente, sem de fato nunca chegar o seu fim.
o tempo constrói lentamente
um monumento entre nós
seus meandros são um mistério
tua figura solar se delineia contra o desconhecido
tua figura solar encarna por vezes o inexplorado
em que lar repousa teu pensamento
e quanto perdeu-se de ti
pelas veredas que a muito contento
teus olhos vislumbraram
de mim, quanto havia em ti
do meu amor,
quanto ficou pelo caminho
quanto ainda resta
quanto é necessário
quanto havia no teu pensar
quanto havia na tua ideia de lar
quanto havia na tua volta
tua figura solar me faz lembrar
dos pássaros, do pássaro que parte
para norte ou sul, indelével
e que nunca é o mesmo quando volta
Lentamente
E todos os dias eu me mato
Aos poucos
Em uma morte
Que permanece viva
Talvez até mais
Que o meu próprio viver.
O meu coraçao doi
E tudo o que doi eu sinto
É como se eu estivesse a desmoronar
Lentamente vai se partindo em milhares de pedaços
E eu sei que ninguem vai la estar
Para me amparar
E eu vou cair
E me afundar
Neste mundo onde nada faz sentido
Eu caminho so
E lentamente
Tentando encontrar paz
Para o meu pobre coraçao
Que tanto sofre sem razao
Aparentemente sou so fraco
Mas tudo tem uma razao
E esta é apenas uma desilusao.
Versos de um reverso...
Caminho lentamente, renitente
Pisando pedras gastas, seculares
Molhadas pela fina chuva que cai
Lavando ladeiras, sequer me distrai
Sigo sem atenção por cada esquina
Encontro um pouco do eu que já fui
Um guerreiro sem guerras a lutar
Canoeiro que não aprendeu a pescar
Disparo olhares a lumiar neblina
Companhia fria, cinza, arredores sem som
Teço em mim um viver de desejos
Que enseja na chegada, ter seus beijos
Mas, se já não estiveres a minha espera
Apenas viajo em seu olhar e me vou
Me atenho na ponte que me presenciou
Talhar dois corações onde tudo começou
VEM
Vem me amar como se o amanhã não existisse
Me faz cavalgar lentamente enquanto ouço seu sussurro de amor e prazer
Vem me mostrar que sou sua, q o desejo é recíproco e q o amor é verdadeiro
Me ama pra sempre e sua serei eternamente amante do seu amor e prazer.
ERMA
Você sabe quando sua amizade virou amor, quando aquilo que te sufocava começa a te matar lentamente.
Morremos lentamente pelo sofrimento interno,que enfraquece a alma deixando-a escura e presa , somente a força da mente para poder se liberta , como um pássaro,que vivia preso e que agora voa livremente !
Primitivo No. 1
Nossos desejos nos devoram.
E lentamente devoram o cérebro,
o coração e os olhos.
Pronto! Agora somos irracionais.
Primitivo e lutando irracionalmente
pelos frutos de nosso desejo.
Talvez isso seja só um transe
e logo vai acabar.
Será? Um desejo hipnótico que nos devora
e permanece. Nós somos primitivos.
Nos devoramos uns aos outros
com o propósito de alimentar nossa imaginação.
Frio, primitivo e agressivo.
Sendo devorado pelo desejo.
SOUSA, Rodrigo. 2019
O mundo não é mais o mesmo,
Precisamos proteger o que nos resta e não matar lentamente nossa única fonte de vida.
O Mundo é uma Tartaruga Gigante que se move lentamente. Alguns são tripulantes, outros, apenas passageiros a viajar. Alguns Tripulantes querem que ela avance. Outros não querem saber para onde ela vai. Em cima da Tartaruga, que é o Mundo, somos todos gente. Um dia a Tartaruga vai chegar ao seu destino. O destino é aquele que os passageiros acreditam ser a felicidade. Os Tripulantes também. Mas alguns andam distraídos. Precisamos de todos. Todos queremos o mesmo.
