Morango Doce
Insaciável,
olha a fera!
O teu cupido
lhe fertou;
Foi preciso
um copo d'água doce,
deve ser nostalgia
ou ouro de tolo,
a minha vez
com menos por quês
mantendo-se sóbrio
mas se teu coração dilata
tenho gigantesca certeza:
Tô morto
de novo!
Amor e Respeito
Amor é respeito.
É silêncio quando o outro precisa falar,
é palavra doce quando o coração quer gritar,
é presença que conforta,
mesmo quando o corpo está distante.
É olhar e entender sem precisar perguntar,
é segurar a mão quando o mundo desaba,
é esperar o tempo certo de cada emoção,
sem pressa, sem cobrança,
porque o amor verdadeiro não corre — ele floresce.
Amar é cuidar sem prender,
é estar junto e deixar o outro ser livre,
é querer o bem mesmo quando o caminho se separa,
é sorrir com o sorriso do outro
e se calar quando o silêncio fala mais alto.
Respeito é a alma do amor.
É ele quem dá base aos dias difíceis,
quem ensina que o amor não é domínio,
é parceria, é troca, é compreensão.
É saber pedir desculpas,
é ter humildade para reconhecer os erros,
é entender que ninguém é perfeito,
mas que o esforço de amar já é um milagre em si.
O amor não grita, ele conversa.
Não fere, ele cuida.
Não impõe, ele convida.
Ele é carinho no toque,
educação no olhar,
delicadeza nas atitudes pequenas
que, juntas, constroem eternidades.
Amar é plantar confiança todos os dias,
regar com gestos e paciência,
e colher o fruto do respeito —
doce, maduro e verdadeiro.
É enxergar beleza até nas imperfeições,
é rir das diferenças e celebrar o encontro,
é caminhar lado a lado,
sem que um precise se esconder na sombra do outro.
Porque o amor é luz.
E o respeito é o caminho por onde essa luz se espalha.
Quando há respeito, o amor cresce.
Quando há carinho, o mundo muda.
E quando há educação entre duas almas,
nasce algo que o tempo não apaga:
a certeza de que amar é, antes de tudo,
respeitar.
Graziela...
De voz aveludada
O sorriso de menina
O olhar que invade a alma
Os lábios doces que adoçam a minha vida
A pele macia que deslizam sobre a minha
As belas e insinuantes curvas de teu corpo
A beleza em ser Graziela
"Caio Camara Cesar"
O quê é uma lágrima?
É a tempestade da tristeza é a doce e breve chuva da felicidade seguida de um arco-íris
"Caio Camara Cesar"
Linda mulher de lábios doces..
Oh, linda mulher de lábios doce, Teu sorriso brilha mais que o sol. É como a praia de Itapuã, beleza rara, única e sem igual.
Teus olhos, me envolvem como as ondas que banham a praia. Teu corpo, como as areias douradas, me faz sonhar acordado, sem destino.
Teus beijos, doçura que embriaga, são como a brisa fresca do mar.
"Caio Camara Cesar"
Os mais belos hinos e poesias foram escritos na tribulação, e da harpa a doce melodia se ouviu no meio da escuridão.
Você se alimenta de doce espiritual, mas recusa o alimento sólido. E depois não entende por que não cresce.
A festa te anima. A doutrina te revela. Por isso você corre de uma e foge da outra.
O amor é a mais doce forma de negligência, onde a lucidez se despede, as dúvidas se calam e a alma, cega e entregue, se lança no abismo acreditando no que se resume em incertezas. Amar é desconhecer o significado das dúvidas, é o sentimento mais transcendental que existe e só o compreende quem, um dia, amou verdadeiramente.
Quando o coração, ferido pela distância, mal pode sussurrar um clamor, é a doce voz do Mestre que encontra a alma exausta, transformando o choro do deserto na festa indescritível do Seu redil.
A nostalgia é um veneno de sabor doce que a gente toma todas as noites, acreditando que o ontem era melhor apenas porque o hoje dói de um jeito novo. Ficamos viciados no que fomos, enquanto o que somos se desfaz como fumaça entre os dedos cansados.
Não, recuso-me a mais esse fardo. Não desejo, nem por um instante, saborear a doce paixão de amar e ser amado outra vez, a dor da saudade que se veste de doçura. No fim de sua missão, ela partiu, levando consigo metade da minha essência; minha alma, agora um caco de vidro, viu sua outra metade arrancada e levada embora. Contudo, guardo a certeza de que ela levou essa fração de mim não para nos separar eternamente, mas para que, no além, onde as sombras se dissipam, nossos destinos se entrelacem novamente, fundindo-nos em um único corpo completo, perfeito e indivisíveil.
Fernanda Soares Labre (in memoriam)
BOI TALUDO
Da minha infância doce e dolorida, lembro-me dos fatos, alguns inesquecíveis. Esse que aqui início a contar é lindo e incrível, fala de um boi aqui no sítio nascido.
Refiro-me ao Boi Taludo, o maior e mais querido, forte e manso, mas bravo se seus donos são agredidos.
É o Sanção dos animais do sítio. Protetor, amigo de todos os animais da região. Recebe carinho e amor como forma de gratidão.
Forte e valente, no trabalho não dá mole não. Arar a terra pra ele é moleza; ouvi falar que Taludo já puxou um caminhão.
Lobos e raposas não chegam perto do sítio, não. Porque Taludo fica sempre na guarda e de prontidão.
Muitos querem lhe levar para os rodeios, mas ele não vai, não. Dócil e manso, não serve para esse tipo de apresentação.
Seus donos, que o conhecem bem só para desfilar e fotografar. Nisso Taludo é bom, conquistando sempre o primeiro lugar.
Era assim a vida de Taludo, pacata e simples, de inverno a verão. Amado por todos, que lhe devotavam muita admiração.
Num certo dia, choveu muito na região. E a casa do sítio, que era antiga, com seu velho telhado, não iria aguentar toda aquela agitação.
Houve um grande estrondo, e as madeiras foram ao chão. Todos correram para se proteger, mas Taludo não.
Ficou segurando o peso do telhado, dando tempo pra saída da família do patrão. Quando todos se retiraram, o telhado veio ao chão.
Nesse dia, morreria o boi mais forte da região. Taludo deu a vida para salvar a família do seu patrão.
Construíram uma estátua de Taludo na entrada do sítio, homenageando o boi mais forte e valente de toda a região.
Doce dor, definho-me junto ao céu perante lágrimas, e tu o céu, outrora junta-se a mim a esses prantos
sozinha
já não é ausência
amadurece em silêncio
quase doce
quase liberdade
penso no que nasce
quando ninguém atravessa
minha produção sem ruído
sem moldura alheia
sem o peso do olhar que mede
o que surge de mim
talvez seja mais cru
mais meu
descubro
sou eu
Lilian Morais
Mariazinha da Praia das Conchinhas 🐚
é a doce menininha,
Erê protetora da linha das águas de Iemanjá,
que traz na pureza do sorriso
o encanto do mar
e a leveza de brincar na areia.
Ode a Mariazinha da Praia das Conchinhas🐚
Óh, pequena dona da praia
e da espuma,
menina-flor
que brinca na beira da maré!
Seus pezinhos descalços
desenham na bruma
o rastro de estrelinhas
que ilumina o meu viver.
Na Praia das Conchinhas,
teu manto é azul
e o teu colar é de nácar
e de pérolas raras.
O vento te embala
num doce lençol,
enquanto as gaivotas
te acenam num ritual de paz.
O tempo suspende a pressa
e o choro,
quando ouve o teu canto
de brisa e mar,
se desfaz.
O que o quebra-mar traz
é o tesouro no teu amor de criança
que vem me acalentar e alegrar.
Guardiã das conchinhas,
estrela pequenina,
doçura que alivia qualquer dor
ou pesar, faz dengo manhoso
e tira o penar
trazendo a benção de Iemanjá.
Salve a tua meiguice,
salve a tua pureza,
que enche de encanto
a minha caminhada!
Mariazinha, doçura e beleza,
eterna companheira
da minha caminhada.
Gratidão por ser a minha menina Guardiã! ❤
✍@MiriamDaCosta
Noite Primaveril
É noite.
O vento traz consigo o perfume
Da doce e encantadora primavera.
É tempo de buscas
E de lutas por entender —
Entender esta luta,
Estes momentos de encantamento.
Momentos que não entendemos,
Mas que sentimos profundamente.
Do Livro: Nas Asas da Poesia
Seu amor é o doce afeto que ilumina meus dias e aquece meu coração. Em cada sorriso seu, encontro a certeza de que a vida fica mais bonita quando estamos juntos.
