Morango Doce

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Fazer doce com Belimbing
para te trazer para mim,
Minha história mais
linda de amor sem fim.

Conheço bem as tuas trapaças
para não me envolver contigo,
sou mais doce do que mil goiabas,
possuo autopercepção de valor
e os limites que mantenho claros
e cultivados para lidar com fatos.


Não nasci com nenhuma vocação
para ser troféu, caça ou recompensa,
virei refém da primeira impressão,
admito porque não consigo apagar
o teu olhar de desdém de quando
nos conhecemos naquele tal lugar.


Um olhar que expressou arrogância
não tem jamais a minha confiança
de que passou para a fase de me olhar
com outros olhos da noite para o dia.


Não te quero mal e não te quero meu,
nem por capricho nem por algo parecido,
sei que não nasci para ser o seu caminho,
por isso não avento hipóteses ou permito.

Encontrar um Ingá-doce
colher sementes,
fazer um bolo com café,
Ter um dia você do meu
lado ainda está de pé.

Em inefável palpitação crepuscular
quando está no teu doce arquitetar,
durante o teu paroxismo silente
que todos os dias está a aumentar.


No teu peito, na mente e na alma
estabeleci território de total pacificação,
Onde Súcubo e Íncubo ágeis como
fantasmas de carícias fazem habitação.


O quê tu buscava acabaste de encontrar,
depois do meu aroma de Pitanga-preta,
a tua ânsia não deseja por outro buscar.


A tua intuição tem produzido fino absinto
sensorial só pela miragem de meus lábios,
abrindo os nossos portais para o paraíso.

Cercada por estes bosques,
sou o doce e casto juramento
de abrir o vergel secreto
ao teu amoroso folgamento,
É o quê tenho desejado
a todo o momento sem temer
perder a minha razão,
Tornei-me inteira dentro de ti
a Framboesa-de-cipó saborosa,
o pertencimento sublime
e o amor de devoção
que o céu nem mais é o limite.

Versos Intimistas que ainda
hei de declarar para celebrar
a tua amorosa e doce vinda
sob a Sapucaia toda florida.


...


Versos Intimistas sob o Ingá
e eu olhando nos teus olhos,
É assim que dois boas-vindas
para você que mora nos sonhos.


...


Versos Intimistas sobre nós dois
sem clichês, sem mistérios
e sem deixar nada para depois,
declamações sob o Jequitibá-branco.


...


Versos Intimistas como buquê
eterno presenteado bem debaixo
do Jequitibá-rosa e uma história
surgindo entre nós toda venturosa.

Fique com o que enargeia,
inunda, delicia e incendeia.


Escute o meu doce canto
amoroso de flor de Babaçu
em companhia do vento.


Entregue faça Sol ou Chuva
o que tanto pleno deseja
em meio a Mata dos Cocais,
entre nós o que festeja.


Minha bonita manhã solar
que ilumina e com doçura
tem invadido provando --
que para amar não é tarde,
e me acendeu a sensualidade.

Com o coração despreocupado
sem pedir nenhuma licença,
tenho sido o tão doce hábito.


Que no teu coração floresce
tal qual Guamirim-ornado
no ameno Outono catarinense.


Não tenho receio ou pressa,
porque a glória do amor
está escrita e nos prepara,
tudo sobre ti me faz fascinada.


Com solenidade, poesia
confiança, entrega e alegria
que a Deus pertencemos,
e só para ele nos dedicaremos.


(Agradecermos a Ele o amor
caminho ter nos ensinado.)

Doce de Imbu vou fazer,


Só para te receber


de um jeito que você


não vai esquecer,


Por mim você vai


inteiro se derreter,


De outro sabor que


não for o meu bem


brasileiro você não


nem pensar mais querer.

A vida não é tão
doce assim,
sempre que algo
anda diferente,
faço um pudim
de tapioca para mim.

Quando a tua pele solar
unir-se à minha lunar,
como doce maldição,
irei nos braços embalar
contínua e implacável...


​No mar de amor, colada
ao teu coração
que pensava que ia brincar,
Sussurrarei elogios:
​— Os ais favoritos teus
que sempre serão advindos
do coração e da alma
unidos aos meus...


​Porque sou um mistério
que hemisfério nenhum desvendará,
E como um peixe experiente,
sei enfrentar tempestades em alto mar.


​Assim, os teus suspiros
serão capturados pelos meus,
Desse amor feito de laços infinitos...
convictos não iremos escapar.

Ter a doce, livre e leve posse sobre ti,
E o meu dedo indicador pousar
nos lábios mais lindos que já vi,
no afã intenso de angariar,
Após o beijo, a pausa amorosa.


Para o teu fino aroma respirar...
E em toques leves, em paz divina,
Curar qualquer dor que porventura apareça,
Sendo a tua envolvente endorfina
com o maior orgulho e toda a delícia.


Assim nos colocar em movimento
e rir quando o tempo não colaborar
ou mesmo até se estiver fechado,
Para o voto de amar não ceder
ao padecimento e ao esvaziamento.


Florir em tempo de julho invernal
com convicção guaçatunga,
ser existencialmente toda tua,
a cada sinal teu, que se inaugura,
compartilhar a mais alta ternura.

Voo imparável e com intenção.


Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.


Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.


Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.


Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.

Rodeio e o Pico do Montanhão: Raízes, Memória e Poesia


Na linda Rodeio, doce cidade,
onde há uma parte enraizada,
pois nela o meu avô foi frade.


Nunca estive de passagem,
embora tenha a herança da imigração,
que a resgato sempre com paixão.


Tenho morada e poesia fincada
com o coração sobre as linhas
do magnífico Pico do Montanhão.


Qualquer afirmação contrária
pertence somente a quem
desconhece de onde veio.


[Tenho certeza: não conhece
nenhum pouco a minha história direito.]

Teu corpo, que cobiço,


e que ainda não tenho,


põe um doce suplício


no ritmo de Kaseko,


em agitação máxima,


alucinante e contagiante,


diante do Rio Suriname.






Capaz de fazer o desejo


virar orgulho e assunto


na primeira página em Paramaribo,


por fina ironia do destino.






Sob uma palmeira-real,


fazemos juras de amor


neste continente austral;


nunca conheci alguém


capaz de fazer algo igual.

Quero respeito,
flores e revolução.


Doce veneração...

Clave de sol,
doce gemido
ao ouvido.

Doce interlúdio,
Busco o teu mel:


[[Eu te seduzo.]]

Doce contentamento partilhado
de apreciar na tua companhia
o primeiro ceibo desabrochado.


Pôr os nossos corações afinados
no ritmo do Candombe uruguaio,
e ajustar serenamente os passos.


Por fim, cruzar a Rua dos Suspiros
cumprindo a jura e o rito silencioso,
para durar o que há de mais amoroso.


[Não será preciso mais nada na vida,
para nos cobrir com fé, amor e poesia.]

Doce existência
e possante ritmo
que brincam comigo,
acendendo o desejo
como acendem
as luzes de uma cidade inteira
diante da vista romântica
de numa lagoa serena.