Moral
Nenhum país cresce alimentando a violência: defender a lei e a moral é o único caminho para a verdadeira liberdade.
A moral e a responsabilidade social são os alicerces de uma pátria forte, onde quem faz o bem merece prosperar.
A verdadeira vitória é aquela conquistada com honestidade, apoiada na lei e na moral que elevam o cidadão brasileiro.
É divergente, contraditório e desprezível encontrar atos, hábitos e frases que contrariam à moral ou a espiritualidade dos bons costumes, graças à gnorância das tradições, religiões e facções estranhas de seus ancestrais; porém, continuar operando com um coração submisso e obediente a Deus.
Corrija sua consciência moral antes que surja algum constrangimento decorrente da manifestação da ignorância mental.
Quando alguém escolhe atacar a sua moral em vez de debater o argumento, é porque os fatos incomodam mais do que a retórica.
Esquecer a moral e a ética para transformar a universidade em um quartel general de oposição a Deus mostra a ruína espiritual de quem usa a cátedra para combater Jesus.
Celebrar mortes em qualquer circunstância ou zombar da saúde de alguém têm o mesmo peso moral e espiritual.
Quem exibe seletividade e manifesta este tipo de atitude não tem apreço a própria vida.
Espero que o assassinato do Charlie Kirk que era herói para uns e anti-herói para outros sirva de evolução para a consciência coletiva a não mais repetir mais este tipo de atitude.
Toda a vida importa, gostemos ou não.
408🙏🌹 O perdão é o instrumento de cura e libertação físico, moral e espiritual, toda dor e sofrimento se dissipa abrindo caminho para o amor e equilíbrio espiritual, mas tem que ser profundo, vindo do nosso consciente... quando vem da alma, do coração, ferido magoado e destruído por pior que tenha sido a agressão sofrida por ambos, é um profundo remédio libertador, onde o reencontro do sublime sentimento da luz volta a florir nos corações atingidos, basta que deixemos de nutrir em nós a ira, raiva, rancor, ódio e mágoa expurgando da mente e do coração todo o lixo que absorvemos em nossas existência pretérita e presente, assim a dor se vai e a ferida se fecha e a paz aflora e nos confortar, ensinamento do nosso mestre e irmão Jesus Cristo... essa reflexão serve para todos nós no presente... É dentro de nossas famílias que estão os maiores desafetos de todas ás nossas existências, amar um familiar que temos uma aproximação natural, afins é bonito, mas o desafeto é a nossa maior luta, assim acabar com ás indiferenças entre ambos, onde entra o mediador afins nos aconselhamentos de todos, isso é um legado muito profundo deixado por aquele que pereceu na cruz pela humanidade, por nós ... 🌹🙏 BOM DIA FAMÍLIA... AYACHE VIDAL.
428🙏🌹Quando a transformação do ser acontece, a ética e o moral nos abraça de tal forma que o orgulho se dissipa sentido na alma a mudança interior do ser, e traz de volta a essência do amor onde a plenitude da paz habita a vida da criatura... Esse é o agir de Deus em nossas vidas que nos mostra o verdadeiro caminho para a regeneração, sentindo a presença viva do criador na consciência no coração, que nos direciona no bom caminhar, na humildade, na prática do perdão em nós, ao próximo, e deixamos para traz a velha vestimenta, a couraça do orgulho, da prepotência,trazendo o novo que se aloja n"alma num despertar interior incrível, sentindo às vibrações do amor, da caridade, do perdão ao próximo e em si mesmo, e assim sentir a libertação do mal, da escravidão e a cura espiritual de nossos vícios carnais que estavam impregnado na alma libertada, deixando para traz a dor, o sofrimento e mazelas, onde a renovação íntima nós traz de volta a vida...🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.
A ORIGEM DO BEM E DO MAL: A LEI DIVINA, O LIVRE-ARBÍTRIO E O PROGRESSO MORAL DO ESPÍRITO
UMA REFLEXÃO À LUZ DE ALLAN KARDEC EM
“A GÊNESE”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre os grandes questionamentos da humanidade, poucos despertam tanta reflexão quanto a origem do bem e do mal. Desde os tempos antigos, o ser humano busca compreender por que existem o sofrimento, as imperfeições morais, as injustiças e as dores que acompanham a trajetória terrestre.
Allan Kardec, em A Gênese, apresenta uma análise profunda e racional desse problema, afastando tanto a ideia de um Deus criador do mal quanto a existência de um princípio eterno destinado exclusivamente à maldade. Para a Doutrina Espírita, Deus é a inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas; sendo infinitamente perfeito, justo e bom, tudo aquilo que procede de sua vontade traz em si a marca de sua sabedoria.
O mal, portanto, não pode ter origem em Deus.
DEUS E A IMPOSSIBILIDADE DO MAL COMO CRIAÇÃO DIVINA.
Se o mal fosse atribuído a um ser independente e eterno, haveria a necessidade de admitir uma potência contrária a Deus. Existiriam, assim, dois princípios absolutos em constante oposição: um voltado para o bem e outro destinado ao mal.
Essa concepção, porém, seria incompatível com a harmonia observada na criação, pois significaria aceitar uma disputa permanente entre forças equivalentes. A ordem universal, entretanto, revela unidade, equilíbrio e finalidade.
Se, por outro lado, esse ser fosse inferior a Deus, teria necessariamente sido criado. E, nesse caso, o problema permaneceria: Deus teria criado um Espírito destinado ao mal, o que contrariaria sua bondade infinita.
A visão espírita conduz a outro entendimento: o mal não é uma criação divina, mas consequência das imperfeições do Espírito em sua marcha evolutiva.
O MAL E SUAS CAUSAS.
Kardec distingue dois grandes grupos de males que atingem a humanidade:
aqueles que independem diretamente da vontade humana, como os fenômenos naturais;
aqueles produzidos pelo próprio homem, através de suas escolhas, paixões e imperfeições.
Muitas vezes, o ser humano julga determinados acontecimentos como injustos porque observa a realidade apenas sob uma perspectiva limitada. Sua compreensão alcança somente uma pequena parte do conjunto dos acontecimentos.
A criatura humana vê o momento presente; Deus contempla a totalidade da evolução.
Aquilo que parece sofrimento sem finalidade pode possuir uma função educativa dentro das leis divinas. A dor, quando compreendida espiritualmente, não representa abandono ou punição arbitrária, mas instrumento de aprendizado e transformação.
A DOR COMO INSTRUMENTO DE PROGRESSO.
A inteligência humana recebeu recursos para enfrentar as dificuldades da existência. Ao longo da história, as necessidades estimularam descobertas, desenvolveram conhecimentos e impulsionaram o progresso.
As dificuldades despertam a capacidade de pensar, criar e superar obstáculos.
Sem desafios, o Espírito permaneceria estacionado. A experiência dolorosa, embora muitas vezes difícil de compreender, impulsiona o desenvolvimento das faculdades humanas.
A dor funciona como um chamado à renovação interior.
Ela revela limites, corrige caminhos e desperta valores que permaneceriam adormecidos.
AS VERDADEIRAS RAÍZES DO MAL.
Segundo Kardec, grande parte dos sofrimentos humanos nasce das próprias imperfeições morais.
O orgulho, o egoísmo, a ambição desmedida e a busca exagerada pelos interesses pessoais estão na origem de muitos conflitos individuais e coletivos.
As guerras, as injustiças, as opressões e grande parte dos desequilíbrios sociais têm como fundamento o afastamento do homem em relação às leis divinas.
Deus estabeleceu leis perfeitas, cujo objetivo é conduzir o Espírito ao bem. Essas leis estão inscritas na consciência humana e são constantemente recordadas pelos ensinamentos dos grandes mensageiros espirituais.
Jesus, como guia e modelo da humanidade, apresentou o caminho da renovação moral através do amor, da humildade, do perdão e da caridade.
O MAL COMO AUSÊNCIA DO BEM.
Uma das mais profundas afirmações de A Gênese está na compreensão de que o mal não possui existência própria como força independente.
Assim como o frio representa a ausência do calor, o mal representa a ausência do bem.
Não existe uma essência criada para o mal. Existe o afastamento voluntário do bem.
Quando o Espírito escolhe caminhos contrários às leis divinas, experimenta naturalmente as consequências de suas próprias escolhas.
O sofrimento decorrente das más decisões não representa vingança divina, mas resultado educativo da própria lei de causa e efeito.
Deus não condena o Espírito; oferece continuamente oportunidades de aprendizado e renovação.
O LIVRE-ARBÍTRIO E A RESPONSABILIDADE MORAL.
Uma das maiores dádivas concedidas ao Espírito é o livre-arbítrio.
Deus poderia ter criado seres automaticamente inclinados ao bem, sem possibilidade de erro. Porém, nesse caso, não haveria verdadeira conquista moral.
A perfeição adquirida pelo esforço próprio possui valor superior à perfeição recebida sem participação consciente.
O Espírito progride porque escolhe, aprende, corrige-se e transforma-se.
A responsabilidade pelo mal praticado pertence ao próprio ser que, utilizando sua liberdade, escolheu caminhos contrários à lei divina.
AS PAIXÕES E O PROCESSO EVOLUTIVO.
Kardec explica que as paixões, em sua origem, tiveram uma função necessária no desenvolvimento humano.
Nos estágios iniciais da evolução, o instinto de conservação predominava. A busca pela sobrevivência era uma necessidade natural.
Entretanto, aquilo que foi útil em determinado estágio pode tornar-se prejudicial quando permanece sem controle em fases superiores.
O problema não está na existência das tendências naturais, mas no abuso delas.
A inteligência deve conduzir os impulsos, elevando o Espírito acima das necessidades exclusivamente materiais.
O progresso espiritual ocorre quando o ser aprende a dominar suas inclinações inferiores e direciona suas forças para o bem.
CONCLUSÃO:
O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO INTERIOR.
A origem do mal, segundo o Espiritismo, não está em Deus, nem em uma força exterior criada para corromper o homem.
Ela encontra-se nas escolhas equivocadas do Espírito ainda em processo de evolução.
Mas, ao lado do mal, Deus colocou o remédio: a consciência, a inteligência, o aprendizado, a experiência e a possibilidade permanente de renovação.
O mal não é o destino do Espírito. É apenas uma etapa superável no caminho do aperfeiçoamento.
A criatura humana carrega dentro de si a capacidade de transformar-se. Quando compreende as leis divinas e decide praticar o bem, inicia a verdadeira libertação interior.
A grande vitória do Espírito não é jamais ter enfrentado dificuldades, mas ter aprendido, através delas, a escolher conscientemente o amor, a justiça e a fraternidade.
FONTES.
KARDEC, Allan. A Gênese — Os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo. Capítulo III — “O Bem e o Mal”.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Terceira — Das Leis Morais.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo V — “Bem-aventurados os aflitos”.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina segundo o Espiritismo. Capítulo IX — “Os Demônios”.
É tanto Feminicídio com Suicídi0 e Fratricídio, que a Moral e a Psique do braço armado do Estado estão precisando de reavaliação rigorosíssima com urgência.
Quando aqueles que deveriam representar proteção passam a protagonizar episódios de destruição, algo mais profundo do que casos isolados está em colapso.
Não se trata apenas de números crescentes ou manchetes recorrentes, mas de um sintoma coletivo que aponta para uma falência silenciosa — ética, emocional e institucional.
A farda, que deveria simbolizar equilíbrio e responsabilidade, parece, em muitos casos, tornar-se um peso mal distribuído sobre indivíduos que não foram preparados para sustentar o que ela de fato exige.
E talvez aí resida uma das principais negligências: formar agentes para agir, sem antes cuidar de quem precisa suportar o agir.
A violência que explode para fora quase sempre começou implodindo por dentro.
Feminicídios cometidos por quem jurou proteger, suicídios que revelam sofrimentos ignorados e fratricídios que denunciam a ruptura entre pares…
Tudo isso desenha um cenário medonho onde o inimigo já não está apenas lá fora, mas infiltrado nas estruturas morais e emocionais de muitos dos próprios agentes.
O resultado é um ciclo onde a dor não tratada se converte em dor causada.
Reavaliar a moral não é apenas reforçar regras ou endurecer discursos.
É questionar: que tipo de humanidade está sendo cultivada dentro dessas instituições?
É reconhecer que disciplina sem suporte psicológico pode produzir obediência, mas dificilmente produzirá equilíbrio.
E equilíbrio é tudo que separa autoridade de abuso.
A psique, por sua vez, não pode continuar sendo tratada como detalhe ou fraqueza.
Ignorá-la tem custado muitas vidas — de quem se oferece para vestir a farda e de quem é alcançado por quem está sob ela.
Cuidar da mente desses indivíduos não é um luxo progressista, é uma necessidade urgente de Segurança Pública.
Talvez o maior desafio seja admitir que a força sem consciência é apenas potência desorientada.
E, quando essa potência está armada, o risco deixa de ser individual e passa a ser coletivo.
No fim, a pergunta que não se atreve a calar não é apenas sobre quem vigia, mas sobre quem cuida de quem vigia.
Porque quando o guardião adoece, o que se perde não é só o controle — é a confiança de toda uma sociedade desapaixonada.
No meio polarizado quem se enverniza de moral para usar o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover consegue vender até a chave do céu.
Em tempos de paixões acirradas, a aparência de virtude muitas vezes vale mais do que a própria virtude.
Não são poucos os que descobriram que vestir a linguagem da fé, da moralidade e das boas intenções pode ser uma estratégia poderosa para conquistar seguidores, blindar críticas e ampliar influência.
Quando a polarização domina o ambiente, o julgamento sereno costuma ser substituído pela identificação emocional.
Nesse cenário pervertido, basta que alguém se apresente como defensor dos “bons” contra os “maus” para que muitos deixem de avaliar suas ações e passem a consumir fervorosamente suas narrativas.
A coerência perde espaço para o espetáculo, e a devoção à verdade é frequentemente trocada pela devoção à personalidade.
O problema não está na fé, nem na espiritualidade, muito menos em Deus.
O problema surge quando o sagrado é transformado em ferramenta de marketing pessoal, escudo contra questionamentos ou palanque para ambições humanas.
Afinal, quem utiliza o nome de Deus para servir ao próprio ego não está elevando a fé; está instrumentalizando aquilo que deveria inspirar humildade.
A história repetidamente nos mostra que os maiores abusos raramente se apresentam como abusos.
Eles costumam chegar embalados em discursos nobres, promessas redentoras e certezas absolutas.
Por isso, a prudência recomenda observar menos os slogans e mais os comportamentos; menos as declarações de pureza e mais os frutos produzidos.
Talvez uma das formas mais maduras de preservar a própria consciência seja desconfiar daqueles que fazem questão de anunciar constantemente a sua superioridade moral.
A verdadeira integridade não precisa de holofotes permanentes, nem de certificados públicos de santidade.
Ela se revela silenciosamente na coerência entre palavras e atitudes.
No fim, quem aprende a distinguir fé de propaganda, convicção de fanatismo e espiritualidade de autopromoção torna-se menos vulnerável aos vendedores de certezas.
Porque, no mercado das paixões humanas, sempre haverá alguém tentando vender até a chave do céu.
Mas a sabedoria começa quando percebemos que aquilo que tem valor espiritual genuíno jamais pode ser transformado em mercadoria.
O problema não é ter alcance. É transformar alcance em autoridade moral, intelectual ou existencial sem responsabilidade pelo que se provoca nos outros.
Quando a influência não está comprometida com verdade, consequência e propósito, ela não forma pessoas, ela apenas aliena.
E isso, na maioria das vezes, é só charlatanismo disfarçado de virtude.
Fazer o bem é mais do que um acto, é uma responsabilidade moral.
Por vezes, o ser humano deseja ajudar, mas não dispõe dos meios; noutras, possui todos os meios, mas falta-lhe a vontade. Assim, o bem não depende apenas das condições exteriores, mas sobretudo da liberdade interior que move a decisão de cada um.
Furucuto, 2025
MÉDIUNS VERDADEIROS E FALSOS MÉDIUNS: QUANDO A MEDIUNIDADE SE AFASTA DA LEI MORAL.
A RESPONSABILIDADE ESPÍRITA DIANTE DOS NOVOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Aos queridos amigos e irmãos em Doutrina Espírita Shirley De Siqueira e Artur Felipe Ferreira. Com votos de muita paz sempre por tua dedicação e zelo por nossa doutrina inalienável.
Na atualidade, com os meios de comunicação cada vez mais ativos, rápidos e abrangentes, as antigas advertências da Codificação Espírita ganham uma dimensão ainda maior. Aquilo que antes permanecia restrito a pequenos círculos pode hoje alcançar milhares de pessoas em poucos instantes, tornando a responsabilidade moral diante da divulgação espiritual muito mais ampla.
Diante desse cenário, surge uma pergunta inevitável: nós, espíritas, cruzaremos os braços ou voltaremos as costas diante dos procedimentos que deturpam a mediunidade e confundem aqueles que buscam amparo para suas dores?
O silêncio, quando a verdade precisa ser esclarecida, pode transformar-se em uma forma indireta de colaboração com o erro. O Espiritismo jamais ensinou a agressividade, a condenação precipitada ou o julgamento pessoal, mas igualmente nunca recomendou a omissão diante da mistificação, do abuso da fé e da exploração da fragilidade humana.
O bom senso, princípio tão valorizado por Allan Kardec, deve permanecer como guia permanente do espírita consciente. Não foi sem razão que Camille Flammarion, em seu discurso por ocasião da desencarnação de Allan Kardec, em 31 de março de 1869, destacou essa característica fundamental do Codificador, ao referir-se a ele como “o bom senso encarnado”.
Esse bom senso não representa frieza ou indiferença; ao contrário, significa unir razão e sentimento, compaixão e discernimento, respeito e responsabilidade.
Defender a mediunidade verdadeira não é atacar médiuns; é proteger a própria dignidade da faculdade mediúnica. Esclarecer não é perseguir; é exercer caridade para com aqueles que podem ser conduzidos ao engano em momentos de profunda vulnerabilidade.
A mensagem espírita não teme o exame, porque a verdade não necessita de artifícios para permanecer de pé. Quanto maior for o alcance dos meios de comunicação, maior deve ser também o compromisso dos espíritas com o estudo, a prudência e a fidelidade aos princípios ensinados pelos Espíritos superiores.
A mediunidade, segundo o Espiritismo, não é um título de superioridade espiritual, uma marca de santificação ou uma autorização para exercer domínio sobre consciências fragilizadas pela dor. É uma faculdade humana, concedida como instrumento de auxílio, esclarecimento e progresso moral. Entretanto, quando essa faculdade é contaminada pelo orgulho, pelo interesse pessoal, pela vaidade ou pela exploração da fé alheia, transforma-se em terreno perigoso, capaz de produzir sofrimentos profundos.
Não são poucos os casos em que pessoas, diante da perda de um ente querido, de uma enfermidade ou de uma angústia existencial, procuram respostas em indivíduos que se apresentam como médiuns. A fragilidade emocional do momento torna o sofrimento ainda maior quando encontram alguém que, utilizando-se de uma suposta autoridade espiritual, oferece falsas certezas, mensagens inventadas ou promessas que alimentam ilusões.
O problema não está na mediunidade; está naquele que a utiliza sem responsabilidade moral.
O CRITÉRIO DE JESUS E A QUESTÃO 624 DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
Allan Kardec, ao organizar os ensinamentos dos Espíritos, não deixou a análise dos médiuns entregue ao fascínio dos fenômenos. Ele estabeleceu um critério superior: a moralidade.
A questão 624 de O Livro dos Espíritos pergunta:
“Qual o caráter do verdadeiro profeta?”
E os Espíritos respondem:
“O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus. Podeis reconhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos. Impossível é que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade.”
Essa resposta é uma das mais severas advertências da Codificação. Ela não afirma que o verdadeiro mensageiro deve ser alguém sem imperfeições humanas, mas estabelece que suas atitudes devem confirmar suas palavras.
A denúncia espiritual contida nessa questão é clara: não existe legitimidade divina em quem mente, manipula ou utiliza o sofrimento alheio para benefício próprio.
O discurso religioso pode impressionar; a aparência pode convencer; os fenômenos podem despertar curiosidade. Porém, para o Espiritismo, o julgamento deve repousar sobre a conduta moral.
JESUS COMO MODELO SUPREMO — QUESTÃO 625
Na sequência, a questão 625. pergunta:
“Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?”
A resposta é direta:
“Jesus.”
Kardec demonstra que a referência maior da humanidade não é o fenômeno, mas o amor; não é o poder, mas a renúncia; não é a fama, mas o serviço.
Jesus jamais transformou sua missão em comércio espiritual. Curou, consolou e ensinou sem exigir recompensa material. Sua autoridade vinha da harmonia absoluta entre aquilo que ensinava e aquilo que vivia.
Por isso, todo médium que pretende representar o mundo espiritual precisa confrontar sua própria conduta com esse modelo.
A OMISSÃO HUMANA DIANTE DA QUESTÃO 932.
A questão 932 de O Livro dos Espíritos apresenta uma reflexão profunda:
“Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?”
Resposta:
“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”
Essa questão revela uma realidade que ultrapassa a mediunidade: muitas vezes, o erro prospera não apenas pela força de quem engana, mas pelo silêncio daqueles que conhecem a verdade e permanecem inertes.
É lamentável que essa advertência ainda pese pouco na consciência coletiva quando um falso médium, aproveitando-se da dor de uma família enlutada, produz uma segunda morte: a morte da esperança verdadeira, substituída pela mentira.
A primeira dor é a perda física do ser amado. A segunda é ser enganado no momento em que a alma está mais vulnerável.
O silêncio diante desses abusos favorece que a influência dos maus continue predominando.
KARDEC E OS MÉDIUNS QUE DESVIARAM SUA MISSÃO.
Allan Kardec jamais tratou os médiuns como figuras intocáveis. Pelo contrário, examinou profundamente os perigos que envolviam aqueles que possuíam essa faculdade.
Na Revista Espírita de março de 1859, no artigo “Médiuns Interesseiros”, Kardec alerta contra aqueles que transformavam a mediunidade em fonte de lucro ou vantagem pessoal.
Para ele, o problema não era apenas receber dinheiro diretamente. O interesse podia assumir várias formas:
desejo de fama;
necessidade de admiração;
busca de poder sobre os outros;
criação de dependência psicológica;
exploração da credulidade pública.
O médium que usa a faculdade mediúnica para alimentar o próprio ego afasta-se do objetivo espiritual da mediunidade.
Kardec esclarece que os Espíritos superiores não se associam a intenções mesquinhas. Quando o orgulho e o interesse dominam o instrumento mediúnico, abre-se espaço para mistificações e comunicações inferiores.
A MEDIUNIDADE NÃO É PROFISSÃO.
Em O Livro dos Médiuns, capítulo XXVI — “Da Gratuidade da Mediunidade” — Kardec reafirma o princípio ensinado por Jesus:
“Dai de graça o que de graça recebestes.”
A mediunidade, sendo uma faculdade concedida por Deus, não pode ser transformada em instrumento comercial.
A cobrança direta por comunicações espirituais, consultas ou revelações representa uma inversão do sentido da faculdade.
O médium não é proprietário da mensagem espiritual. É apenas intermediário.
Transformar o sofrimento humano em oportunidade de ganho é uma grave distorção moral.
O PERIGO DA CARIDADE USADA COMO JUSTIFICATIVA.
Um dos pontos mais delicados analisados por Kardec é a falsa aparência de bondade.
Alguns indivíduos podem realizar ações aparentemente caridosas e, ao mesmo tempo, manter práticas de exploração espiritual.
A verdadeira caridade, conforme a questão 886 de O Livro dos Espíritos, não está apenas na ação exterior, mas na pureza da intenção:
“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas.”
A caridade não pode ser usada como máscara para justificar manipulação, vaidade ou interesse.
O bem verdadeiro não precisa de propaganda para provar sua existência.
O MÉDIUM E SUA RESPONSABILIDADE DIANTE DA DOR HUMANA.
A maior responsabilidade do médium não é produzir fenômenos; é preservar a verdade e o consolo legítimo.
Uma mensagem espiritual deve conduzir ao equilíbrio, à esperança, à reforma íntima e à confiança em Deus. Quando cria dependência, medo ou submissão cega, afastou-se do Evangelho.
O verdadeiro médium não se coloca entre a criatura e Deus como dono das respostas. Ele auxilia o próximo a encontrar dentro de si a força espiritual necessária para caminhar.
A mediunidade elevada não escraviza consciências; liberta.
CONCLUSÃO.
O Espiritismo não condena a mediunidade; denuncia seu desvio, ainda mais quando esta não é autentica e usada sob a bandeira do Espiritismo. Porque o espiritismo não é isso. O Espiritismo tem uma identidade própria denotada por seu codificador.
Allan Kardec ensinou que o médium deve ser avaliado pela moral, pelos frutos e pela coerência de sua vida. A faculdade mediúnica sem vigilância moral pode transformar-se em instrumento de engano; porém, quando orientada pelo Evangelho, torna-se caminho de auxílio e esclarecimento.
A questão 624 permanece como um marco de discernimento:
Deus não se serve da boca do mentiroso para ensinar a verdade.
E a questão 932 permanece como uma advertência coletiva:
O mal avança quando os bons se calam.
Diante da dor humana, a responsabilidade não pertence apenas a quem engana, mas também àqueles que, conhecendo a verdade, deixam de defendê-la.
FONTES.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questões 624, 625, 886 e 932.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Capítulo XXVI — Da Gratuidade da Mediunidade. 1861.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Março de 1859. Artigo: “Médiuns Interesseiros”.
KARDEC, Allan. Revista Espírita. Março de 1859. Artigo: “Estudo sobre os Médiuns”.
KARDEC, Allan. Regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Revista Espírita, maio de 1858.
Moral e ética, não é falta de respeito muito menos de onde vem, caso acreditares, és um monstro, erro que deveria ser eliminado. Pois, ao longo dos anos, o presente é por duro estudo e crediblidade à uma humanidade com valores e crediblidade. Então,criticar a moral e a ética, também é criticar o passado.
"UMA COISA PRIMORDIAL NA MINHA VIDA EU APRENDI: Nunca dê sua atenção (MORAL) para quem não quer e muito menos contar sua vida para quem não interessa saber suas dores mais na hora do milagre, na hora da benção está ai e quer que você comparta. SAIBA SER SELETIVO."
—By Coelhinha
