Moradores de Rua
De Bobeira!
Na janela do tempo,
Vendo a vida passar,
Na rua a poeira,
Um senhor sentado em uma cadeira,
No muro um casal falando besteira,
E ao longe, você..., forasteira,
Alheia aos meus devaneios,
E eu...,
Simplesmente encantado,
Com o seu meneio,
E mesmo cheio de receio,
Desci correndo a escada,
Justamente onde,
A minha coragem acaba,
E da porta de madeira te vi partir,
Mas não antes de te ver virar,
E sorrir!
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LUA DE PRATA
Estou eu sozinha na rua
Ninguém como minha companhia
Só minha adorável lua
Que sempre me acompanha
Ilumina-me e me guia
Não me preocupo com nada
Sei que nunca me abandona
Lua de prata
Fonte de amor
Leva-me e me guarda
Por onde eu for
Lua de prata
Luz e calor
Libera Minh ‘alma
Só quero um amor
"Devagar como se o mundo fosse parar
lá no fim da rua
adormece a lua
com seu jeito infinito de amar
e sua sensibilidade de iluminar"
Há alguma coisa em meu peito
a sobra ou a falta de algo em meu peito
Como se a borboleta da rua
viajasse por meu pranto quente
e salgado
e justificado
Como se a vida tenha oferecido mais
do que pude mastigar
e precisei cuspir o que não sabia o gosto
As mãos continuam trêmulas
as minhas e as tuas
Eu continuo correndo em direção ao sol
como se o pote de ouro fosse certo
e a respiração eterna
o ar colorido
Ainda encarcerado nos beijos de amores
que se desencontraram
eu luto com o mundo
que vive dentro de mim
ainda lutando com o mundo que vive lá fora
e gente
e bares
e cigarros
e cervejas
Ainda permaneço correndo para lá
para lá do meu sonho que não morre
porque se morre
morremos
Porque se eu não correr
minhas pernas atrofiam
e meus músculos desligam
e meu cérebro padece por falta
por falta de mim
Porque eu marquei o encontro comigo mesmo
e lá no horizonte
eu me espero
eu seguro um copo de vinho
um cigarro aceso
navegando no canto da boca
eu me espero com as roupas
que troquei todos os dias
e com o sorriso que o mundo não arrancou
e com a angústia do lado
bêbada
por não ter sucesso
Eu continuo, amor
Eu continuo amando
e devendo - com prazer
para toda a humanidade.
Quando as estrelas brilham
Quando seu apareces na rua
Quando seu sorriso ilumina o lual
Quando as estrelas brlham
Quando simplesmente você diz te amo
Quando as estrelas brilham.
Você pode ter a fé que quiser, mas quando chega a hora de atravessar a rua, eu sei que você olha para os dois lados.
No '' mundo da lua ''
Sempre distraída
olhando pra rua
procurando uma saída
''do mundo da lua''
E devo dizer
que é impossível tentar fingir
que não da de esquecer
e nem mesmo fugir
De cada pensamento
de cada tentação
de cada momento
de cada razão
Como fugir e não pensar?
em cada emoção
devo tentar parar
de perder tanta atenção
Seguindo lhe até esconder o corpo antes da ultima curva.
Desfilam neste pedaço de rua onde meus olhos
Pede para sua cabeça virar, antes da outra rua,
Para lhe fazer um aceno.
Ao invés de ficar olhando pro traseiro da moça que passa na rua,
olhe mais para sua mulher, por inteiro,
nos olhos, na alma, na mente,
no corpo e no coração.
Faça isso com carinho e você verá que a cada vez
que ela sentir o teu olhar,
ela ficará ainda mais linda
- e mais gostosa também.
E o melhor de tudo:
ela não está passando na rua. Ela é sua.
Só sua.
Só tenho algo a lhe dizer,
eu não tenho nada!
Ando pela rua,
postes poluem o ambiente,
pareço conhecer todos.
Remanesço e creio de me encarregar,
desse karma que me faz delirar...
Triste se existir triste.
EU SÓ OBSERVEI
Estava na rua
Quando parado observei:
As pessoas caminhando
Com passos firmes
Outros com passos largos
E eu parado.
Uns vendendo
E outros comprando.
E eu parado.
Estava eu observando, a quem passava por mim.
A brisa soava na minha face
E o vento me trouxe em pensamento
Que um passo diferente
Muda um dia!
Uma vida e ate uma historia.
E eu parado
Percebi
Que quem só observa não vive,
Pois para observar tem-se que parar.
Bom dia!
Uma pequena homenagem as equipes de corrida de rua e seus organizadores que nos proporciona tanta alegria e novos amigos a cada prova.
Hoje " Sócorro" eu e os meus "Amigos Runners" ficamos " Viciados em corridas de rua" são " Atletas suando a camisa" uma verdadeira equipe "Sem juízo, maluco do asfalto" .
A cada km conquistado somos alegremente fotografados por nossos queridos " O Corretor Corredor, Rafael Fotográfico, Daniel Rodrigues Vieira e muitos outros talentosos amigos.
Próximo a linha de chegada sentindo o vento no rosto, o suor pelo corpo os " Robertões" gritam abre espaço que as " Divas que correm" querem passar e elas gentilmente respondem " Corre Brasil" mas " Sem Boleto"
Sergio Fornasari
Não devemos pensar que só porque estudamos somos melhor que um menino de rua
Não devemos pensar que o tudo se resorve com dinheiro
Não devemos pensar que todo mundo tem um preço
Não devemos pensar que so por que temos um nivel academico mas alto somos mas imteligentes do que os outros
Vamos pra rua manifestar nossos direitos como cidadão, vamos pra rua busca nossa paz, nossa justiça, nosso país que está entregue a esses políticos ladrões... A mudança tinha q ser, não só na presidência, mas tb em todos os Estados e municípios. Chega de tanta rataria. Não esqueçam de filmar e fotografar tudo, pois assim não deixamos a Globo editar nada contra nós... Não somos bardeneiros, somos cidadãos querendo seus direitos. Somente seus direitos!
Bom dia vida
Diluvio E Rotina
A lua cobria o telhado
Molhado ainda da chuva,
E chovia ainda na rua
Porque barulho ainda se ouvia
Dos pingos pingando lá fora
Como se fossem na pia
A lama jorrava na porta
Sujando meus pés e a cama
O vento trazia de longe
Um cheiro de café e de cana
Era o dia já amanhecendo
E pra lida muita gente descendo
Era Joana coando o café
E José cortando a cana
Depois Joana ia varrer o chão
E José ia comprar pão.
Parar no meio da rua, olhar pro lado direito, olhar pro lado esquerdo e mesmo assim atravessar, como se fosse igual cortar um pedaço de pão com a mão.
Maravilhas do meiofio?
A Chegada
Morei em muitas casas.
Prédios altos, cortiços,
hotéis baratos e até
dormi na rua.
Todas as paredes
eram meu lar.
Fiz incontáveis viagens
pela vida.
Praia, campo, estradas...
Mil histórias tenho
para contar.
Fotos encaixotadas
no pensamento.
Dias de felicidade,
noites de muito frio.
Meu agasalho era o mundo.
Banhei meu corpo
pelos rios,
Roubei flores de jardins
que nunca sementes plantei.
Pulei muros de
corações vazios.
Eu cheguei aqui!
E não importa em quantos
lugares eu more.
Quantas casas eu visite.
Quantas pessoas
eu conheça.
Ou quantas vezes
eu vá embora.
Minha mente é o meu lugar...
