Monstros

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Quando crianças nós acreditávamos em monstros debaixo da cama, no armário. Quando crescemos, vemos que os monstros estão em nós e na nossa mente.

Quando éramos crianças, achávamos que os monstros estavam embaixo da cama e no armário. Depois que crescemos, vemos que os monstros estão em nós mesmos.

Quem passa a mão na cabeça da incompetência, cria monstros inescrupulosos.

Monstros


Sinto um nó na minha garganta, minha voz falha ao sair
Tudo abaixo do céu é perigoso, turbulento
por mais que eu tenha fogo no olhar
nem sempre é o suficiente pra vencer o tormento
Eu não tenho amigos, todos são monstros
eu não tenho com quem contar
não tenho namorada
muito menos família
então entenda, mesmo que eu pareça uma ilha
focado no meu próprio mundinho
eu ainda tento amar
por que meu coração é puro
puro sofrimento, pura solidão.

A maioria daqueles que clamam por liberdade são monstros desejando a liberdade de escravizar a humanidade inteira.

Justiça Injusta


Demétrio Sena - Magé


Quando monstros detém os tribunais,
outros monstros terão impunidade;
quanto mais injustiças na justiça,
mais verdades pra dentro dos bueiros...
Se nos fóruns estão os mentirosos,
a mentira não perde pra ninguém,
porque são enganosos os processos,
todo bem é vencido pelos maus...
Há juízes de mais com mau juízo;
muito guizo indicando quem dá mais
pra colar inocência em sua culpa...
Magistrados gulosos e tiranos
tiram anos de vida do inocente;
dão mais vida e direitos aos culpados...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

"Estranho é perceber agora que crescemos, que os monstros imaginários que atormentavam nossa infância existem de verdade, mas na forma humana."

-Aline Lopes

⁠Até os Monstros precisam ser protegidos da Monstruosa sede de justiça
de parte do povo.


Há uma perversidade silenciosa que se instala quando a justiça deixa de ser um princípio e passa a ser um espetáculo.


Nesse instante, já não importa a gravidade do crime, a complexidade dos fatos ou os limites civilizatórios que deveriam nos conter.


O que passa a seduzir muita gente é o prazer de assistir à queda, ao sofrimento, à humilhação daquele que foi eleito como a encarnação do mal.


E é justamente aí que mora um dos principais perigos: quando a repulsa ao monstruoso nos autoriza a flertar com a própria monstruosidade.


Proteger até mesmo os monstros não é um gesto de ingenuidade, cumplicidade ou fraqueza moral.


É, antes de tudo, uma declaração de compromisso com aquilo que nos separa do abismo.


Porque uma sociedade que só respeita direitos quando simpatiza com quem os possui não acredita, de fato, em direito algum — acredita apenas em preferência, vingança e conveniência.


Hoje, o alvo pode parecer merecedor de todo suplício; amanhã, bastará mudar o humor das massas, a narrativa dominante ou o interesse dos que manipulam a indignação coletiva.


A sede de justiça, quando se desfigura em desejo de punição exemplar a qualquer custo, costuma se apresentar com vestes nobres.


Fala em defesa da moral, em proteção dos inocentes, em resposta à dor social.


Mas nem sempre quer justiça: muitas vezes quer catarse.


Quer sangue simbólico e/ou literal.


Quer a delícia primitiva de ver alguém reduzido à condição de coisa descartável.


E quando isso acontece, pouco importa se o condenado é culpado ou inocente, porque o que satisfaz não é a verdade, mas a sensação de poder exercida sobre um corpo odiado.


É fácil defender garantias, dignidade e direitos quando se trata de alguém com rosto humano aos nossos olhos.


O teste real da civilização, porém, começa quando o acusado desperta em nós asco, medo ou fúria.


É nesse ponto que se decide se a justiça será um freio contra a barbárie ou apenas sua versão institucionalmente aplaudida.


Porque, se até os Monstros não forem protegidos contra os excessos do ódio coletivo, então não restará proteção confiável para ninguém.


Toda vez que o povo se apaixona pela crueldade em nome do bem, uma rachadura se abre na ideia de humanidade.


A punição deixa de cumprir sua função ética e jurídica para servir ao apetite emocional de uma multidão ferida, manipulada ou ressentida.


E multidões, quando intoxicadas por certezas morais absolutas, percebem raramente o quanto podem se tornar semelhantes àquilo que dizem combater.


O monstro de fora se torna álibi para alimentar o monstro de dentro.


Talvez uma das verdades mais duras de aceitar seja esta: o valor da justiça não se mede apenas pela firmeza com que pune, mas pelo limite que impõe a si mesma ao punir.


Uma justiça sem freio, sem forma, sem critério e sem humanidade deixa de ser justiça — vira revanche com linguagem jurídica, linchamento com aplauso cívico e selvageria fantasiada de virtude.


Por isso, até os monstros precisam ser protegidos.


Não por merecimento afetivo, mas por necessidade moral de quem julga.


Nem para aliviar seus horrores, mas para impedir que o horror deles contamine, normalize e conduza o nosso.


No fim, a maneira como tratamos aqueles que mais odiamos revela, com uma sinceridade brutal, o que realmente somos quando nada nem ninguém mais nos obriga a parecer justos.

O sono, para mim, é apenas um campo de batalha onde os monstros do dia trocam de roupa para continuar o cerco sob o véu da noite.

Hoje vivemos em um conto de fadas mais real...
Onde os monstros são mais reais do que na
Imaginação de quando eu era criança,
Estão no menino que nunca tivera inocência,
Roubada ainda no ventre da sua mãe,
No jovem que barganha a própria vida por um
frívolo prazer,
Na mãe que chora por não saciar a fome do
filho que chora,
Dos filhos, abandonados pelos pais, abandonados
Pelo mundo, que já não sabem mais chorar...

Inserida por Jardimpoesia

Sonhos... trazendo nossas repressões a tona, de volta para o nosso consciente, como monstros marinhos, que se deslocam do fundo de profundezas de um imenso oceano de águas agitadas, pulando sobre um expendido luar, tendo uma parição rápida e chocante, e em seguida, mergulhando de volta no infinito da inconsciência.

Inserida por raizesdoser

Quando/Se eu tiver um filho o educarei dizendo a verdade, que monstros não se escondem em baixo da cama, e sim em Brasília.

Inserida por marciomotor

Sou alvo dos meus piores monstros.Na maioria das vezes me deixando de lado para suprir a necessidade de outras pessoas.E em certos momentos,este ato de solidariedade se transforma num erro enfadonho,me obrigando a lutar contra mim mesma e abandonar qualquer forma de recuperação.

Inserida por ludylora

O tempo faz o monstros. Os espelhos e banheiros os revelam. Os cemitérios os sepultam

Inserida por riale

Presa. Com os monstros. E sem você.

Inserida por miamoreira

E durante a noite nascem os monstros,
assim que a razão se deita:
do sono da razão
vivem
os mistérios,
as lanças que sangram,
as espadas que se partem,
os graais.

Inserida por DouglasLemos

Aqueles momentos aonde a razão não existe, e a emoção do momento nos torna monstros invisíveis, as atitudes sucumbiram dentro de nós até podermos perdoar, não a outra pessoa, mais a nós mesmo, por ter permitido...

Inserida por vitinhorj

Todos nós somos uma espécie de "Monstro"!
Mas só serão felizes os ''monstros'' com espelhos quebrados, porque mesmo sem saber qual a sua aparência serão felizes apenas por serem quem são e não pelo que parecem.

Inserida por Linelife

Máscaras (...) todo mundo tem a sua .
Os monstros que existem de cada um , nosso dever diário é lidar com eles.

Inserida por icegirls

Ela poderia dar a Dark as chaves para sua vida anterior, fazer dele novamente um caçador de monstros.

Inserida por pandavonteese