Monstro
Espelho monstro
Tenho raiva do espelho.
Quem dera ele não existisse
E só da minha ilusão eu formasse minha imagem.
Mas não há como dele fugir.
Ele é onipresente
E me vejo refletido em cada esquina,
Cada canto.
Eu não sou aquele no espelho;
Não quero ser.
Não são minhas aquelas rugas,
Nem é minha aquela cara de preocupação.
Ahhh, monstro cruel!!
Vou preferir sete anos de azar.
**O Monstro que Rouba a Infância: O Celular**
Em um mundo cada vez mais conectado, um monstro silencioso e sedutor tem invadido os lares e roubado algo precioso: a infância das crianças. Esse monstro não tem garras afiadas nem dentes pontiagudos, mas carrega consigo uma tela brilhante e um poder hipnotizante. Ele se disfarça de entretenimento, de companhia, de ferramenta indispensável, mas, na verdade, é um ladrão de tempo, de criatividade e de experiências genuínas.
O celular, esse monstro moderno, promete mundos infinitos ao alcance dos dedos, mas, em troca, exige um preço alto. Ele rouba as risadas despreocupadas das brincadeiras ao ar livre, substituindo-as por horas de isolamento em frente a uma tela. Ele sequestra a imaginação fértil das crianças, que antes criavam castelos com caixas de papelão e histórias com bonecos, e as prende em mundos virtuais pré-fabricados, onde a criatividade é limitada pelos algoritmos.
Enquanto o monstro celular avança, as crianças perdem a capacidade de se maravilhar com o simples. O contato com a natureza, o cheiro da grama molhada, o sabor de uma fruta colhida direto do pé, tudo isso vai sendo substituído por likes, notificações e vídeos curtos que passam rápido demais para deixar qualquer marca significativa. A infância, que deveria ser um tempo de descobertas, de erros e acertos, de aprendizado através do tato e da experiência, está sendo engolida por uma realidade virtual que não permite erros, mas também não permite crescer.
E o pior é que esse monstro não age sozinho. Muitas vezes, somos nós, adultos, que o entregamos de mãos beijadas às crianças, por comodidade, por cansaço, ou até por uma falsa sensação de segurança. Achamos que, com o celular, elas estão entretidas e seguras, mas não percebemos que estamos as deixando à mercê de um ladrão de sonhos.
É preciso reagir. É preciso resgatar a infância das garras desse monstro. Como? Oferecendo alternativas reais, incentivando brincadeiras que estimulem a criatividade, o convívio social e o contato com o mundo ao redor. É preciso ensinar às crianças que a vida não se resume a uma tela, que há um universo inteiro esperando para ser explorado, cheio de cores, texturas, sons e emoções que nenhum celular será capaz de reproduzir.
A infância é um tesouro que não pode ser roubado. E o celular, esse monstro sedutor, precisa ser domado antes que seja tarde demais.
Me ame pra saber se eu gosto
Nem tudo que sinto é o que mostro
As vezes me sinto como um monstro
Por não cativar o que demonstro
Ser diferente hoje em dia é como ver um monstro. Mas a coragem que você tem de ser diferente é o que todos temem. Por isso, seja diferente...
Inveja e Família
As pessoas falam de inveja como se ela fosse um monstro que devora. Como se só coubesse em carros, casas, viagens ou móveis planejados. Mas ninguém fala sobre a inveja mais silenciosa, aquela que não grita, só aperta. A inveja de quem tem o que o dinheiro nunca vai comprar.
Eu não invejo mansões. Eu invejo mesas cheias. Eu invejo quem almoça junto todos os dias, rindo, brigando, mas junto. Invejo a casa que nunca fica vazia, que tem vozes, discussões e reconciliações. Eu invejo os abraços dados sem motivo, as palavras ditas para consertar os cacos antes que eles cortem. Invejo a união de quem, mesmo nos piores dias, não solta a mão.
Eu tenho saudade de algo que nunca mais terei. Saudade do passado, do que eu chamava de lar. Daquele amor que era tão natural que nem parecia especial — até ele ir embora. Eu sinto falta de me sentir amado sem precisar merecer. Sinto falta do acolhimento que não cobrava nada em troca. Do cheiro de café no fim da tarde e das risadas que ecoavam sem esforço. Sinto falta dos olhares que me diziam “você pertence aqui”.
E agora? Agora o Natal é só mais um dia. O Ano Novo é só um relógio marcando um tempo que não traz nada de volta. Esses dias que deveriam ser feitos de alegria são só lembretes do que eu perdi. Sentado entre os poucos familiares que restam, eu me pergunto: é isso? É assim que se vive agora? Esse vazio que ninguém preenche, essas cadeiras vazias que gritam mais alto que qualquer música?
Eu queria que fosse diferente. Queria que minha família fosse como aquelas que vejo de longe, que enfrentam os problemas juntas, que comemoram vitórias como se fossem de todos. Mas não é.
E, enquanto todos olham para o futuro, eu me prendo ao passado. Às memórias que machucam porque são lindas demais para serem esquecidas. E talvez seja isso que rasga o peito: o contraste entre o que foi e o que é. Entre o lar que me amava e o silêncio que me resta.
Eu invejo famílias. Não as perfeitas — porque sei que elas não existem. Eu invejo as que têm coragem de tentar. As que não desistem. As que ainda são um lar. E essa inveja não é raiva. É só um buraco dentro de mim, onde a saudade mora e o amor antigo ainda respira, sufocado pelo tempo.
Nem todo mundo que parece um herói é um herói, nem todo mundo que parece um monstro é um monstro.
A sociedade me transformou num monstro, frio, apático, sem sentimentos
e ainda por cima egoísta. Culpa eu não carrego até porque me feriram e pisaram em mim. Chorei, me quebrei, me reconstruí e estou aqui moldado
a base do que eu vivi. Lhe contando detalhes, foi tudo muito nebuloso, cansativo, esvaiu minhas forças. Quando vi eu já estava irreconhecível.
Quando dei por mim, estava fazendo tudo somente com base no meu interesse pessoal. ''O que eu sou?'', é minha pergunta atual...só digo uma coisa eu não me reconheço e ainda por cima me temo.
Poema- O monstro do polisomem
Para acabar com bruxas, monstros e lobisomens, utiliza-se bala de prata, diz a lenda dos homens!
Mas não se ofenda, esses monstros todos, não são lendas!
Eles estão entre nós, é preciso que se desvenda esse mistério, que proponho a vós!
- Bruxas, monstros, lobisomens? Quanto desamor! Isso me parece mais um filme de terror!
Sem nenhum temor, não é ficção! Ainda que isso cause muita reação e dor, partimos para a ação, uma explicação!
- O lobisomem, como sabemos, é um lobo em forma de homem, é um ser muito visado!
O que temos é o polisomem, muito mais perigoso, pois está disfarçado e é mais valente!
É polivalente: É meio político, meio homem, meio lobo, meio bom, meio mal, é ambíguo, ambivalente e fatal!
O polisomem nunca está contente, precisa convencer muita gente, ele é intransigente e nunca combate o mal!
- Na real, esse polisomem, parece um Super Homem!
Não se iluda, ele não é folclore, más dizem que até não morre!
- Então, qual a principal arma para acabar com essa criatura?
Porventura, seria uma bala de prata?
Bala de prata é mito, não mata e ainda o tiro pode sair pela culatra!
Então não mente e nem omita, dá uma solução distinta e conveniente!
Que mata essa aberração é deixa todos contente!
Bala de prata é o voto consciente, que mata o polisomem , que nunca dorme!
Por isso, não se omita VOTA! Senão o polisomem volta e Ressuscita!
(Marcos Müzel- 25/10/2022)
" O câncer! É monstro noturno, assustador e canibalesco, não habita armários nem debaixo de camas, seu mundo é sobre a cama. Um devorador de sonhos protelados, de desejos abandonados, de prazeres esquecidos. A fera diabólica, supridora de vida, sua face aterrorizante nunca vista, me assombra. A ladra da alegria, roubaste todo e qualquer sorriso que agora só em fotos e memorias possa ser visto. Como presa oprimida e encurralada não tem outra saída senão enfrentá-lo em vida até a morte".
(Sandro Pio).
Para um sonho que desfez numa noite fria em que seus olhos cerraram pela última vez a luz que vinha lhe guiar no caminho de ficar. O trem da vida tem paradas rápidas e viagens longas, até um dia em alguma estação, posso confiar que ouvirei os gritos pelo meu nome vindo do tamboriar do seu coração.
