Monstro
Se cria um monstro,
ao combate de outro,
a visão, o raciocínio, a razão,
se fundem no regozijo do triunfo alcançado.
a sociedade, quando quer, ela consegue.
Se você fosse um monstro assustador como ele, o que faria? Se não puder fazer uma criança rir, você não tem futuro.
Hoje acordei assustado
Percebi que tenho oito anos
Há um monstro do meu lado
E outros dois nos meus sonhos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
Acho que o bicho-papão
Quer me todo comer
Hoje acordei cansado
Vi que tenho dezoito anos
Enterrei sonhos do passado
E realizei alguns planos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
O adeus ao meu namoro
Eu quero mesmo morrer!
Hoje acordei casado
Vi que tenho trinta anos
Tenho filhos ao meu lado
Do jeito que planejamos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
A minha conta de luz
amanhã já vai vencer
Hoje acordei solitário
Vi que tenho oitenta
E me cuida um voluntário
do asilo “Mais Sessenta”
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
Queria ao menos cinco minutos
Para de novo poder os ver
Mas hoje o tempo levou tudo
Deixando só a memória
Ando ficando meio confuso
Esquecendo de minha história
Quem é meu pai?
Quem é minha mãe?
Quem é você?
Quem sou eu?
(MURGH, Allan. Memória perdida. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 123).
MONTANHA expulsa monstro
Montanha é obra Divina
De esplendor imaginário
Um palco, um cenário.
Dado pela natureza
Árvore grossa, arbusto fino
Composta de réptil e canino
De fortaleza e fraqueza.
A montanha é um corpo
Não é um simples monte
Que realça no horizonte.
Ela tem sua história
Anos de evolução
E até distruição
Mas, também bela memória
Como longa cordilheira
De nascimento distante
Tem uma vida importante.
De enorme inspiração
Com semente a germinar
Planta, a frutificar
Pra sua renovação
Entre os que lhe dão vida
Têm aqueles que constroem
Mas, também os que destroem.
Como monstros assombrosos
Protagonistas de ruínas
Tem até, agressões creditinas
Com prejuízos espantosos.
Tem doença verdadeira
Alí, na raiz da montanha
Numa crueldade tamanha.
Para montanha um abalo
Com encosta destruída
Paisagem desguarnecida
E o monstro nela a cavalo.
O monstro vai ao cume
Reforça suas patas
Dá fim a bichos das matas.
Queima e solta fumaça
Trazendo um calor ardente
De temperatura efervecente
E a montanha se embaraça.
Daí, a cordilheira desperta!
Para o monstro expulsar
E nunca mais lhe atacar.
Combatendo sua maldade
Provando que é mais forte
E não vai temer a morte
Porque é fatalidade.
Assim agiu a montanha
Deixando de ser passiva
Portanto, mais proativa.
Pois o monstro no degredo
E com os recursos da terra
Fez declaração de guerra
Expulsou-lhe sem medo .
A montanha é uma metáfora
É meu corpo, é minha vida
É minha saúde abatida.
O monstro é um grande mal
Que chegou como freelancer
Trazendo-me um câncer
No período do lockdown.
Para lhe dar com o monstro é preciso de outro monstro criatura vs criatura, você precisa ser uma ameaça em potencial, alguém que apesar de ser capaz de ferir escolhe não fazer, o homem inofensivo não é um homem bom, um homem bom é um homem muito perigoso que mantém a sua força sobre controle, esqueça a idéia de pacifismo, se você em primeiro lugar quando necessário é incapaz de ferir, afinal um Leão sem garras não deve se orgulhar de nunca ter ferido ninguém, o homem impõe respeito na medida que é capaz da violência mais voluntariamente abdica dela, mais ela está lá dormente esperando para ser utilizada quando necessário, seja para brigar pelos seus valores e ideias quando ameaçados ou para disputar o seu lugar no mundo quando preciso. Lembre-se os dragões do caos existem, e estão do outro lado da muralha, e necessitam de um monstro para combatê-los, você está pronto para eles??!!!
Existe uma diferença entre ser e se tornar, não sacrifique quem você poderia ser por quem você é atualmente, você não é moralmente superior a ninguém por ser incapaz de crueldade, e as artes marciais nós ensinam isso, é preciso ser capaz de crueldade mas escolher não praticar essas crueldades…
Segurança não é uma meta, o obstáculo é o caminho
O seu monstro debaixo da cama, nunca apareceu aos seus olhos, porém ele foi imposto por mentes piores que a sua!
Sou bonita e gentil, mas veja como eu me transformo em um monstro.
"Procure eliminar o que está fazendo mal à sua mente. Elimine esse monstro psíquico, para que você possa deixar de ser escravo de seus pensamentos negativos e eliminar o inimigo que existe dentro de você ".
Emma sempre pensou na palavra tristeza como uma garra agarra de um monstro imenso e invisível, que se esticava dos céus e agarra você, arrancando todo o seu fôlego, deixando apenas uma dor impossível de se desvencilhar ou de evitar. E aí, só restava suportar o aperto da guarra enquanto durasse.
A Origem dos Monstros
O que é um monstro?,
Um ser corrompido por seu sofrimento?,
Alguem que das suas dores ninguém cuidou,
Como um herbívoro se alimentando de ervas venenosas,
Vindas de um herbifero que lhe prometeu a cura,
Como um ser horrendo comecei a ser olhado,
Por minha falta de crença crueldade em mim viram,
Só de migalhas apreendi a viver tendo sido destinado a ser um
soberano monarco,
Orgulho excessivo? Soberba?,
Apenas a qualidade que me faz estimavel eu vejo apenas isso
tentaram me tira,
Monstro! Monstro! Monstro!
E necessário ser um para seus criadores,
Pois como o monstro de frankstein maldade em ti não existia,
Apenas plantada por seu criador foi,
