Monólogo
Já percebeu que normalmente quem discute a relação não discute, apresenta um monólogo a uma plateia muda que se faz de surda?
Tem uma alma branca nos meus manos!
(Monólogo)
Quando eu era pequena
Eu sentava na Beira da calçada
Todos tinham patins
Todos comiam sorvetes eu comi o meu primeiro Magnum na vida em 2017, entrei no cinema aos 18, pisei no shopping aos 16, entre roupas e sapatos que podíamos ter usados, adquiri um problema sobre to nem ai se tenho o que vestir ta bom. Sabe aquela sensação de ir a loja com grana e escolher o que quer eu já estive com a grana na mão E não quis comprar. Eu entendi que tudo isso que não tive vem de um passado de exclusão, que por falta de sentimento e humanização fomos jogados ao que dá...
Sabe pras manas é mais difícil é ver as meninas receber bilhetes, flores, convites de encontro e receber apena proposta indecentes, sim, pois elas vem sem um pingo de respeito muito menos sentimento, como quem recebe favor em ser comida.
Sabe aquele jantar em família pra te apresentar, planos, amigos... pois é... Não existe privilégio em ser objetivada, não existe privilégio em ser hipersexualisada... Não existe privilégio em não ser tocada e sim ser apalpada como uma fruta na banca da feira...
A história é sempre a mesma...
Pra que dar mão atrapalha pra andar...
Pra que conhecer todo mundo basta saber o que se tem
Sentimento carinho pra que? Se não parar vai me perder... farei como todos te deixarei...
E tudo que as manas ouvem sobre não fazer por não gostar, por não importar, por ele dizer eu sou assim... coisas humanas, as manas veem eles praticarem com outras... sim outras que não sejam como elas...
É tanto mano levantando bandeira e dando rasteira naquela que eles usam na encolha... que humilham, que desumanizam, que zombam e ameaçam de uma solidão monólogo quando já abandonaram a dois a tempos...
Que ha com os manos que veem suas irmãs, filhas, mães, matriarcas sangrando e ao invés de aprender com elas, aprendem com o algoz e repete repete repete...
Não existe ativismo e amor afrocentrado de faixada, que alimente a alma de uma mulher negra... ela não quer ser como a branca, nem muito menos branca...
Ela quer ser amada, poder amar, na verdade ela não procura amor por ai... ela quer viver apenas o que sente, como gente.
(Rogéria Cardeal Hta )
TEM UMA ALMA BRANCA NOS MEUS MANOS!
De Rogéria Cardeal Hta
(Monólogo)
Quando eu era pequena
Eu sentava na Beira da calçada
Todos tinham patins
Todos comiam sorvetes eu comi o meu primeiro Magnum na vida em 2017, entrei no cinema aos 18, pisei no shopping aos 16, entre roupas e sapatos que podíamos ter usados, adquiri um problema sobre to nem ai se tenho o que vestir ta bom. Sabe aquela sensação de ir a loja com grana e escolher o que quer eu já estive com a grana na mão E não quis comprar. Eu entendi que tudo isso que não tive vem de um passado de exclusão, que por falta de sentimento e humanização fomos jogados ao que dá... Somos frutos de racismo...
Sabe pras manas é mais difícil é ver as meninas receber bilhetes, flores, convites de encontro e receber apena proposta indecentes, sim, pois elas vem sem um pingo de respeito muito menos sentimento, como quem recebe favor em ser comida.
Sabe aquele jantar em família pra te apresentar, planos, amigos... pois é... Não existe privilégio em ser objetivada, não existe privilégio em ser hipersexualisada... Não existe privilégio em não ser tocada e sim ser apalpada como uma fruta na banca da feira...
A história é sempre a mesma...
Pra que dar mão atrapalha pra andar...
Pra que conhecer todo mundo basta saber o que se tem
Sentimento carinho pra que? Se não parar vai me perder... farei como todos te deixarei...
E tudo que as manas ouvem sobre não fazer por não gostar, por não importar, por ele dizer eu sou assim... coisas humanas, as manas veem eles praticarem com outras... sim outras que não sejam como elas...
É tanto mano levantando bandeira e dando rasteira naquela que eles usam na encolha... que humilham, que desumanizam, que zombam e ameaçam de uma solidão monólogo quando já abandonaram a dois a tempos...
Que ha com os manos que veem suas irmãs, filhas, mães, matriarcas sangrando e ao invés de aprender com elas, aprendem com o algoz e repete repete repete...
Não existe ativismo e amor afrocentrado de faixada, que alimente a alma de uma mulher negra... ela não quer ser como a branca, nem muito menos branca...
Ela quer ser amada, poder amar, na verdade ela não procura amor por ai... ela quer viver apenas o que sente, como gente.
(Rogéria Cardeal Hta )
O silêncio
Pratique com muita reflexão e humildade o monólogo do silêncio !!!
Ele faz muito bem ao nosso corpo e alma .
Me vejo em espirito a imagem e semelhança de Deus. Em silencio monologo intensas conversas sobre a vida e sobre a morte, como também sobre tudo que ilusoriamente, damos maior valor, por um tempo relativo que não existe. Afinal, somos eternidade.
É impressionante como a pessoa consegue ser tão criativa. É capaz de inventar um monólogo inteiro sobre o que eu disse, sem ter ouvido uma única palavra.
[Pequeno monólogo sobre a atuação de Deus, em meio ao "difícil"]
Perdoem-me minha simplicidade, no que ora tentarei discursar. Mas olhando as mentes adversas daqueles que se dedicam em permanecer num "modus vivendi", como dito - adversos - em relação a fé, e principalmente à classe ateísta, pergunto-me o que fez Deus, como criador de mentes brilhantes, dá-lhes a cada qual, uma, se no entanto sua própria mente, ( a de desses brilhantes) , se conflagra numa espécie de "dificuldade" pra Deus entrar no coração de quem vive apenas à luz da razão?
Seriam os inteligentes ateus, porque na sua maioria são muito inteligentes, uma espécie de "máquina de aprimoramento cristão?
Digo "máquina de aprimoramento cristão", porque seriam eles, esses ateus inteligentes - nas mais variadas formas de inteligência, quer seja: escriturística, artística, musical, "oratorial" e etc - uma fonte de Deus em nós, para evoluirmos e assim atingirmos outro nível que sem eles, essas espécies de intelectuais, não atingiríamos?
Ou apenas uma passatempo de Deus, para dar a entender que real e "finalmente", houve, vamos por assim dizer, um equilíbrio, para que Deus não se deprima tanto?!
Afinal, saber muito, deprime; ainda mais quando uma mente NÃO encontra, já em tal nível elevadíssimo, a quem possa lhe superar.
Bem, perdoem-me minha declaração simplista mas, se a reles mortais com tais níveis de conhecimento, já se é deprimente não se ter nenhuma ou quase nenhuma dificuldade que se lhes supere.
Eis aí o porquê Deus criou o ateu, essa espécie super inteligente!
Porque afinal - para Deus NÃO existe impossível, e quando quiser, entrará no coração de qualquer ateu e, lhe provará que de fato, nada é sua inteligencia, comparada a daquele que a emprestou!
5 de abril de 2012 às 18:56 h
