Moldura
A lua chorou ao ver minhas lágrimas de tristeza atrás das grades. e eu percebi que a pior moldura é o ferro, que corta em fatias o céu que um dia foi meu por inteiro.
MOLDURA HUMANA
É ilusório pensar que ás adversidades da vida, nalgum instante não moldar-nos-á. Seres mutáveis estão susceptíveis a serem moldados, logo, a nossa sanidade estará em constante teste.
Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.
Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.
Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.
E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.
Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.
Que você fique —
não apenas na moldura dos meus dias,
mas na essência silenciosa do que sou,
no espaço entre um pensamento e outro,
onde mora tudo o que ainda não sei dizer.
Fica nos meus planos desajeitados,
nas promessas que faço ao vento,
nos caminhos que invento só para ter
a desculpa bonita de segurar sua mão
como quem segura o próprio destino.
Fica nas minhas manhãs apressadas,
no café que esfria enquanto penso em você,
nas noites em que a saudade sussurra seu nome
e transforma ausência em esperança,
distância em vontade de abraçar.
Mas, acima de tudo, fica no meu coração —
faz dele teu abrigo, tua calma, tua certeza.
E se o mundo lá fora for tempestade,
fica…
porque é em você que encontro lar.
A moldura para uma obra de arte, não é uma escolha simples como muitos pensam, só uma questão de gosto. Na verdade é uma harmônica união, que valoriza e acompanha a obra toda vez que for exposta ou mesmo em um local fixo para apresentação. A escolha certa da moldura só valoriza o trabalho e o profissional fechamento, evitará que a obra se desgaste com o tempo e precise sofrer por restauro e intervenções.
Aceitar a nova moldura não significa desistir da pintura; significa entender que a arte mais bonita da vida é saber se refazer.
Tic tac, tic tac
Faz o relógio quadrado, de fundo
verde-agua e moldura branca na parede.
Tic tac, tic tac
Seu som é alto e um pouco abusivo
para um marcador do tempo, dentro do quarto.
Tic tac, tic tac
Vozes se confundem, com
o som de música inaudíveis pela
distância que certamente estão.
Tic tac, tic tac
Um cão late sofrido, talvez por fome, solidão, abandono ou pelos 11º que faz lá fora.
Tic tac, tic tac
Carros passam pela rua e o barulho é reforçado, pelo atrito dos pneus sobre o asfalto rudimentar molhado pela chuva.
Tic tac, tic tac
O som de alerta, do guardinha da noite, que roda pelas ruas do bairro, anunciando sua vigilância.
Tic tac, tic tac
O coração bate em compasso, em sintonia com a respiração, esperando o sono chegar.
Tic tac, tic tac
Os pensamentos sobre o dia de amanhã, se envolvendo com o cansaço físico e mental.
Tic tac, tic tac
As letras se distorcem e os sons ficam menos perceptíveis...
Tic tac, tic tac
Talvez... tac
Amanhã tic
Tic tac, tic tac
Tic tac... tic
Tac... Tac...
Tic
Tic...
Pintura deslumbrante, ao vivo e sem moldura, em uma exposição emocionante do Artista Divino entre cores e texturas, onde cada detalhe é expressivo e formam uma linda estrutura.
O corpo agora é apenas a moldura de uma tela , fomos colonizados pelo ruído e hoje assistimos a nossa própria vida como quem olha através de um vidro sujo.
O Toque do Verso (Novas Nuances)
A semideusa,
ao ver o encontro,
não quis ser apenas moldura,
e teceu, num instante pronto,
uma nova e intensa textura.
Com as mãos feitas de infinito,
derramou sobre nós o seu mel,
transformando um romance bonito,
num incêndio que rasga os céus.
Ela trouxe o ciúme dos astros,
a paixão que devora e conduz,
e deixou nos humanos o rastro,
um desejo que queima e traduz.
Já não basta o abraço perfeito,
há um fogo que a deusa soprou,
que palpita e domina o peito,
e em delírio nos coroou!
O flash se apaga,
mas o encanto consagra,
A moldura eterna que o tempo não desfaz.
A foto guarda o mistério que nela habita,
E o mortal, para sempre, perdeu sua paz!
A solidão é um espelho sem moldura onde somos obrigados a encarar cada ruga da nossa alma, sem o filtro das interações sociais que nos distraem do essencial. É um encontro desconfortável, mas necessário para quem deseja saber quem realmente habita sob a pele.
💕✨️...não faz mais parte destes momentos...fica guardado na moldura do tempo...no quadro emoldurado pela saudade do brilho do seu olhar...sempre brilhando...sempre..."✨️💕
Passei anos tentando fazer meu quadro caber em uma moldura que mudava diariamente de acordo com o seu humor. Quando algo passava da marge, eu cortava sem pensar duas vezes.
E se a
Finitude da Vida for aMoldura Invisível que valora tudo o que vivemos?
Talvez seja justamente porque a vida acaba que cada instante carrega algum valor.
Se tivéssemos tempo infinito, talvez os abraços pudessem esperar, os encontros poderiam ser adiados, os pedidos de perdão ficariam para depois e os sonhos jamais precisariam sair do papel.
A finitude nos lembra, e muito silenciosamente, que não existe um estoque ilimitado de manhãs nem amanhãs.
É ela que transforma um café com quem amamos em memória, uma conversa despretensiosa em lembrança, um olhar em saudade.
É porque sabemos que as pessoas podem partir — e que nós também partiremos — que certas presenças se tornam tão preciosas.
Estranhamente — aquilo que nos apavora — também pode nos ensinar a viver.
A consciência de que o tempo é limitado deveria nos tornar menos econômicos com o afeto, menos orgulhosos diante do perdão, menos preocupados em vencer discussões e mais interessados em não desperdiçar encontros.
Talvez viver bem não seja tentar encontrar uma maneira de escapar da finitude, mas aprender a fazer dela uma razão para estar inteiro no que ainda existe.
Porque, no fim, não é apenas a quantidade de tempo que valoriza a vida.
É a consciência de que ele não volta.
E talvez seja por isso que algumas coisas tão simples — um abraço demorado, uma mesa compartilhada, uma risada inesperada, um “eu te amo” dito sem esperar motivo — valham tanto.
A vida não precisa ser eterna para ser imensa nem intensa.
Talvez baste que, enquanto durar, a gente tenha coragem de realmente vivê-la.
- Relacionados
- Raízes
