Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Eu arrisco. Sou ousada. Dou minha cara à tapa. Sou menina. Sou mulher. Faço o que bem quiser. Choro, mas também dou gargalhada. Sou taxada de metida. Mas também sou querida. Mas nunca me dou por vencida. Posso ser tudo. E posso ser nada. Depende o caminho na estrada. Sou loucura e razão num destino sem noção.
O que faço aqui então? Pois é, é tudo que eu queria saber, mas nem você tem a resposta pra me dizer. Sigo em frente sem nada a perder. Tento me desprender em fragmentos de palavras num rebuliço.O que é isso? Parece uma convulsão uma rebeldia de letras desconexas dentro do meu ser mas que eu precisava escrever pra você que me lê, que o tempo está passando nessa insanidade caótica onde nada nesse mundo tem lógica nessa vida que é morta, mas é reavivada na tua fé e isso que importa.
Estou numa fase em minha vida, que começo a sentir corpo e alma digerindo a resiliência em conta gotas todos os dias em forma de anestesia.
A criança que existe em mim desperta toda vez que lembro de minha mãe, e então, mergulho fundo na bolsa amniótica como se fossem um mar infinito e me firmo no cordão umbilical, e faço dele meu bote de salva vidas e ela sorri pra mim e vai me puxando pro céu...
Se o que planta se colhe, estou numa fase de minha vida que incansavelmente fico podando as arestas da colheita e retirando as ervas daninhas mais persistentes e enraizadas que meus algozes semearam em meu caminho para que a curva mais adiante seja frutífera para eles.
Eu não permito mais em minha vida energias ou situações negativas que obstruem a minha caminhada para meu crescimento moral. Se assim foi acertado que assim seja, mas que nada mais impeçam o propósito desse acerto, e que daqui pra frente anjos celestiais tapem meus ouvidos e meus olhos e silenciam minha voz para coisas, fatos e circunstâncias que não me acrescentem nada, querendo apenas minha falência psíquica e que eu só tenha olhos, ouvidos e voz para para o Pai...
Suspiro profundo e olho pro céu e aí observo o pássaro que parece ser cúmplice dessa minha introspecção e parece dizer-me que as vezes no silêncio também se vive...
Voltei ao passado e encontrei a poltrona vazia ...o girassol (minha essência) sempre foi e irá em busca da luz.
Aninho os meus sonhos no peito, e envergo minha alma para que se encaixe em meu corpo que aos poucos vai perdendo a elasticidade da juventude, e na penumbra do quarto saem pensamentos borrados que pintam vitrais disformes do tempo...
Lá fora, observo o horizonte que vou pincelando com nuances de minha memória...Aqui dentro, o meu mundo dá um mergulho no mar, e nessa introspecção um suspiro da vida se desprende no ar...”
O DESPERTAR DO SILÊNCIO
Adubei minha mente com sementes de esperança que ficaram muito tempo em hibernação. Agora, vejo pequenos brotos que timidamente florescem neste novo tempo, em que as palavras da matéria calam e o silêncio da alma fala, num sorriso tímido de libertação.
Lu Lena
UNIVERSO INTOCÁVEL
(Quando as letras dançam e o ego silencia)
Minha realidade não segue o ritmo dos cliques ou o glamour que alimenta o ego. Sou a plateia da minha própria introspecção, enquanto as letras dançam conforme a música gira na vitrola do tempo. Em meu universo intocável, eu apenas as observo.
Lu Lena / 2026
Se eu sei que Deus é minha segurança é nele que deposito a minha confiança, então depositei minha vida no lugar certo.
Não tenho tempo, desculpem aos que me invejam! Minha energia esta focada em ser útil para pessoas que precisam de ajuda, de fato quero me tornar melhor, não tenho tempo em notar um mundo que vive preocupado em aprovação e aceitação de um ego inflado e ao mesmo tempo um coração vazio.
A minha cor define os meus valores quando sei que a minha identidade está inserida nela.
Sei de onde vim, por que vim e para o que vim.
A minha cor, é uma forma de me dizer sobre o núcleo existencial de mulheres fortes e lindas da minha linhagem!
O racismo é sobre o outro truncado, que não enxerga a totalidade sobre os verdadeiros valores!
Entre Espinhos e Estrelas.
" Só senti as dores da minha rosa quando me feri nos seus espinhos. "
Antes disso, eu apenas a contemplava sem compreender que a beleza também pode ser uma forma de abismo.
Há perfumes que embriagam a alma antes de feri-la,
e há sentidos tão suaves que, quando se vão, deixam cicatrizes invisíveis.
A vida não se revela a cada dia mas a cada segundo.
Ela se insinua em lampejos, no intervalo entre um suspiro e outro,
quando o coração se distrai e o tempo aproveita para nos ensinar algo.
E o que aprendemos não é o que queríamos,
mas o que precisávamos para continuar respirando entre as dores.
Descobri que toda rosa carrega o peso do seu próprio espinho,
assim como cada amor traz consigo a possibilidade da perda.
Mas ainda assim quem recusaria o toque de uma rosa,
sabendo que ela é o instante em que o eterno decide ser belo por um momento?
Minhas lágrimas caem nas estrelas,
e o céu, compassivo, as recolhe como se entendesse o idioma do meu silêncio.
Há dores que não se dizem apenas cintilam.
Elas se transformam em luz quando a alma não encontra mais lugar para escondê-las.
E então compreendo: o que dói em mim não é apenas o espinho,
mas o amor que ainda pulsa, mesmo depois da ferida.
A rosa não me pertenceu e, ainda assim, foi minha,
porque me ensinou que a beleza é o instante em que o sofrimento decide florescer.
Há quem olhe para o céu em busca de respostas;
eu apenas observo as estrelas e choro nelas,
porque nelas reconheço o brilho das minhas próprias quedas.
E quando o vento passa, sinto que a vida
essa estranha combinação de dor e deslumbramento
ainda me sopra o perfume daquilo que perdi.
E é assim que sigo:
entre espinhos e estrelas,
entre feridas e perfumes,
aprendendo que amar é, talvez,
a mais bela forma de doer.
“Cada louco com a sua mania. A minha é claríssima, porque toda a vida estive voltado para a Parapsicologia, desde criança.”
