Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Bebi até a última gota do suposto amor que ela dizia sentir. Só que eu não sabia que eu estava me envenenando a cada gole.
Naquele momento, você não sabia bem o que queria fazer. Na verdade, você estava perdido, porque, até ali, a vida não passava de um amontoado de obstáculos que você tinha de superar. Resistir fazia parte da sua vida e você nunca havia se questionado por que as coisas eram assim.
Planeta Terra
Onde a água dá a Vida
Onde brota uma beleza infinita
O único em todo Sistema Solar
Que permite a sobrevivência humana
Somos feitos da poeira de estrelas
E moldados no barro
No ventre terreno
Solo onde tudo que se planta,
é Frutificado
Fertilidade Divina
A mãe terra que nos gerou
acolhe em seus braços
E nos nutre com seus frutos
E nos educa, ensinando o caminho da nossa evolução
A terra que cura
Quando pisamos descalços
O solo que alivia
O fardo mais pesado
Como o colo de uma Mãe
Somos filhos de Mae Gaia
Terra Mãe
Onde experienciamos o
caminho da iluminação
E de cada vida levamos na alma um pedaço
De cada passagem
Que sem tem seu fim no pó
Ganhando da mãe Terra o último abraço
Meu corpo pertence à ti Mãe Terra
Mas meu ser é do Espaço
O guerreiro marcha enquanto outros andam.
Está em vigília enquanto outros dormem.
Seu esforço o fará ir além, sua atenção o mantém no caminho.
Não conduz o exército, inspira-o.
Não motiva porque treina para o ataque, mas porque ensina a proteger.
Onde se esperava um líder, ele se faz guia; onde se esperava um guia,
Ele se faz Estrada.
A tristeza chegou quando você partiu. Agora foi embora, deu lugar para a saudade. Pra sempre será meu amor eterno, minha rainha, diamante que Nosso Senhor lapidou, na Terra mandou,um dia recolheu, para no céu cantar glória e louvor...
Minha cidade Natal
Natal, cidade de praias lindas,
de lindas mulheres desfilando pelas calçadas,
Provocando paixão aos homens com seus olhares.
Natal capital do sol brasileiro,
Festas de reis e do carnatal, de euforia sem igual,
Reunindo foliões por toda a madrugada de Natal.
Natal de belas praças,
Avenidas, viadutos e a Barreira do Inferno,
Temos o mais belo estádio, o Arena das Dunas.
Natal de grandes prédios,de arquitetura moderna
Bem armados em seu concreto,
De fachadas com arquitetura de causar inveja.
Natal, minha casa,
Longe dela sinto que o tempo passa,
Por desejá-la, gostaria que o passado voltasse.
Minha terra Natal ÉVORA que me viu nascer. Viver, brincar, correr, amando cada espaço que pisava. Casando nesta me enlaça... para sempre e nela de certo morrer!!!
Minha Terra
Baependi, cidade antiga
terra de tradição
Casa, lar, mãe e amiga
te guardo no coração.
Contemplo-te ao longe
A Rosário e a Matriz.
ouço o murmúrio de um povo,
que em ti repousa feliz.
Elevo a Deus uma prece
Guarde a tua população,
A Serva de Deus "Nhá Chica"
E a Senhora da Conceição.
Existem magníficos lugares na Terra
Entretanto, em dois deles, em especial,
Jamais alguém poderá tirar Você de mim:
No meu coração e no meu pensamento.
Neles, Você é só minha,
Toda minha,
De mais ninguém...
(Jufrei)
A fala é,
A pergunta que jamais vai querer calar.
Porque?
Porque querem destruir a nossa Mãe Natureza... Porque o dinheiro e as coisas são mais importantes que a árvore de pé respirando pra nós, respirarmos.
Como maldizer ou condenar nossa mãe?
Como ser algo que não; a Gratidão a ela nossa mãezinha a terra.
Ensinemos as nossas crianças a idolatrar e adorar a natureza.
A rosa é mais bela na roseira.
A árvore é muito mais útil quando já não tiver utilidade.
E assim tem que seguir o planeta e suas criaturas.
Obrigado mãe terra.
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
Terra de minha mãe,
Terra do gado e do pequí,
Terra do Sol,
Terra de Anápolis e São Patrício,
Terra onde meu coração se superabundou.
Terra dos Basílios,
Terra minha,
Terra Goiás.
Eis que parto,
Mas hei de voltar,
Pois tu, ó Goiás,
Tens em teu povo o meu coração.
MINHA TERRA
Minha cidade, um cromo mineiro
Ruas largas, a Matriz, árido chão
Maritacas na praça, povo faceiro
Pasmaceira, tudo calmo, ramerrão
Curicacão em bando no ar, ligeiro
Os sonhos além duma porteira, vão
O tempo no seu tempo corriqueiro
E o passado descascado no casarão
No alto da planície, cerrado e serra
Araguari, das Gerais, a minha terra
Altaneira, hospitaleira, bela cidade
Cada canto um encanto de sensação
Do meu peito canta numa só emoção
Já ida a mocidade, aboio de saudade!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 dezembro, 2021 – Araguari, MG
Oh! que saudades da minha terra,
Marliéria, cidadezinha do interior,
Dentre montanhas e muita serra,
Pedaço de Minas de grande valor.
Onde têm grandes matas e lagoas,
Onde quem conhece não esquece jamais,
Onde a gente olha a natureza numa boa,
Neste pedaço de chão das Minas Gerais.
Olhando os montes deste lugar,
E observando com jeitinho o parque florestal,
Onde os lobos uivam ao doce luar,
Ao coração chega um romantismo magistral.
À noite é maior o brilho das estrelas,
A lua chega de forma majestosa,
o canto da coruja encanta a natureza,
E aí vem o amanhã de forma valorosa.
Não sei como ainda hoje está
A escola padre João Borges Quintão,
Onde conheci o primeiro baba,
Escrever e ler a primeira lição.
Na escola secundária Liberato de Castro,
Na adolescência aprendi de certa maneira,
Hastear olhando firme no mastro,
Cantando hino nacional e o hino da bandeira.
É nesta cidade do interior,
Marliéria, dentre vales e colinas,
Onde nasci, cresci e aprendi dar valor,
À vida, ao amor a esta parte de Minas.
Eu sabia que não seria fácil, mas hoje minha risada tem um tom de ironia,
Você chora de saudades e eu na boa, na minha.
Assim como a Lua é o satélite da Terra, o ódio tem seus próprios satélites. Suas altas expectativas, sua fé, e seu carinho por uma determinada pessoa estão todos interligados. Mas quando algum desses elementos sai de órbita ou retrógrado, pode se transformar em ódio.
Ter ou não ter namorado
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.
