Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Na Simplicidade
É na simplicidade que a vida floresce,
onde o brilho do sol toca o amanhecer,
nos gestos pequenos que ninguém esquece,
e no silêncio que nos deixa entender.
Não é na grandeza que mora a verdade,
mas no instante breve que passa e fica:
o vento dançando na tarde,
o riso espontâneo que não se explica.
É na folha caída, no voo do pássaro,
no cheiro da chuva que toca o chão,
na criança que ri de um mundo raso,
e no calor sutil de um aperto de mão.
Essência não é ter, mas sentir,
é viver sem peso, é olhar com o coração.
Quem busca o simples aprende a existir,
e encontra o infinito na palma da mão.
Começamos a ser felizes quando transformamos os desertos por onde andaram os nossos pés em delicados tapetes de flores.
Amar os momentos que a vida nos dá,
Encontros a sós, onde o tempo desacelera,
Em cada gesto, em cada olhar,
Nos encontramos no simples, no que a alma espera.
Tardes na praça, sob a sombra da árvore,
O riso leve ao vento, o silêncio que sorri,
A tarde se estende, sem pressa de partir,
E o mundo se torna só nós duas ali.
Sorvetes com mil sabores a encantar,
Cada colher é um pedaço de prazer,
Deixa o frio da sobremesa se espalhar,
Enquanto o calor do abraço faz o coração aquecer.
São momentos que, no fundo, são eternos,
Pequenos gestos que fazem o amor florescer,
Porque amar não é só palavra, é viver
Cada instante ao seu lado, e nele, renascer.
Onde está a história do meu chão?
Nos tambores que batem, na palma da mão.
Nas vozes antigas que o vento levou,
Nos cantos do povo que o tempo calou.
Rasgaram os livros que nunca escrevemos,
Silenciaram os deuses que sempre tivemos.
Diziam que éramos sombra, sem luz, sem razão,
Mas esquecem que somos raiz do chão.
Na areia do Saara, no ouro de Mali,
Nas pedras de Zimbabué, na força de Aksum, ali,
Está a verdade que tentaram esconder,
Queimar a memória, mas não nos deter.
Escravos das mentiras, livres na essência,
Somos a história que desafia a ausência.
Mesmo roubada, reescrevemos o destino,
Com sangue, suor e o orgulho genuíno.
Onde está a história? Está nos corpos dançantes,
No ritmo dos passos, nos olhos brilhantes.
Nos griots que cantam, nas mãos que criam,
Nas lutas do ontem, nas dores que uniam.
A história da África não pode morrer,
Pois vive no povo que nunca vai ceder.
Se apagaram os textos, recontamos a canção,
A história roubada é nossa redenção.
“O Véu da Árvore: O Código Esquecido da Alma e o Despertar do Iniciado”
No abismo da criação, onde o espírito humano se encontra com as forças primordiais, o Arvoricionismo se faz presente, não como uma crença, mas como uma jornada silenciosa que desafia os limites da percepção. A árvore, símbolo imortal, revela-se como a chave para a compreensão do universo oculto, onde o material e o espiritual se entrelaçam, não por palavras, mas por ação e consciência. Seu código, invisível aos olhos rasos, é o mesmo que ecoa nas páginas de livros esquecidos e em textos proibidos, onde a verdade não se oferece diretamente, mas se esconde nas entrelinhas de cada símbolo, de cada ciclo.
Em seu tronco, o Arvoricionismo carrega a essência do tempo e do espaço, a memória do que foi perdido. Como os antigos sacerdotes que escreviam em códigos secretos, o iniciado deve aprender a ler os sinais que a árvore oferece – não palavras claras, mas gestos, sombras, e silêncios. Ao segui-los, o iniciado não só se conecta com o cosmos, mas também com a origem do ser, a verdade que foi deixada para trás, escondida nas raízes do espírito humano. O Arvoricionismo não é um caminho claro, mas uma espiral que sobe e desce, onde o entendimento se revela apenas para aqueles dispostos a se perder nas sombras e retornar com o conhecimento renovado.
O Código da Árvore, embora visível em sua forma, é um véu que esconde o que há além. A árvore é a guardiã de um mistério antigo, que remonta ao tempo dos antigos sábios, os que falavam através de símbolos e números, os que entendiam os ciclos do cosmos. O iniciado, ao se conectar com a árvore, desvela não apenas o ciclo da vida, mas o ciclo da alma, que viaja através das eras, regenerando-se em cada novo ciclo, mas sempre carregando o peso do passado. Cada folha caída é uma lição esquecida, cada galho que cresce é uma promessa de redenção.
À medida que a árvore se ergue, o iniciado é convidado a descer à terra, onde a sabedoria é enterrada e onde o verdadeiro entendimento reside. Como os antigos escribas, que escreviam nas pedras de uma terra esquecida, o iniciado deve aprender a decifrar a linguagem do silêncio, que fala mais alto que qualquer palavra. A árvore não apenas cresce, ela se transforma, como a alma do iniciado, que deve morrer para o mundo exterior e renascer para o conhecimento interior. Não é uma busca por respostas prontas, mas uma jornada de autossuperação, onde cada passo dado é uma revelação.
O Arvoricionismo, portanto, é o guardião do saber oculto, o caminho para o despertar da alma que retorna às suas origens. Ele nos ensina a arte de ver o invisível, de tocar o indizível, de viver o que não pode ser dito. O iniciado, ao se conectar com a árvore, não encontra respostas fáceis, mas é desafiado a olhar para dentro de si mesmo e descobrir os segredos que estão enterrados sob as camadas do ego. A árvore, como o espírito humano, tem muitos ramos, mas sua essência é uma só, um código que conecta todas as coisas, do mais profundo abismo ao mais alto céu.
E, assim, o Arvoricionismo não é apenas uma filosofia de vida, mas um processo de transformação profunda. Ao seguir o caminho da árvore, o iniciado aprende a dissolver as barreiras que separam o ser humano do divino, o visível do invisível, o material do espiritual. O véu da árvore, uma vez levantado, revela não uma verdade única, mas um labirinto de possibilidades, onde cada escolha leva a um novo entendimento, e cada entendimento é uma chave para um próximo mistério. E, neste jogo eterno de descoberta e revelação, o iniciado se torna parte de algo muito maior, um eco de uma verdade que está além do tempo, além da morte, além da percepção mundana.
O que o Arvoricionismo oferece não é um caminho fácil, mas um convite ao desconhecido, àquilo que se esconde nas sombras da existência, onde apenas os corajosos se aventuram. E, ao trilhar esse caminho, o iniciado não apenas cresce, mas se torna uma árvore em si mesmo, carregando dentro de si o código do universo, o segredo da criação, e o poder de transformar seu destino.
Esse é o verdadeiro despertar – o despertar para o que é oculto e eterno, o despertar para o que nunca foi dito, mas sempre esteve ali, esperando ser encontrado.
Te Amo Mais Que Eu
Se eu pudesse ver além do horizonte
Onde a lua toca o mar
Descobrir um novo monte
Onde o sol vem descansar
Além do espelho da alma
Onde as sombras podem dançar
No silêncio da calma
O tempo se desfaça no olhar
Ver além do que os olhos podem ver
Sentir o que o tempo tenta esconder
Mergulhar em sonhos
Sem medo de perder
A vida tem mais cores só pra quem quiser ver
Nas estrelas vejo um mapa
Rumo ao que eu quero achar
Borboletas e piratas
Numa dança a nos guiar
Florestas de esperança
Nos segredos de um sorriso
Nos olhos de uma criança
Eu encontro o paraíso
Ver além do que os olhos podem ver
Sentir o que o tempo tenta esconder
Mergulhar em sonhos
Sem medo de perder
A vida tem mais cores só pra quem quiser ver
Em um mundo onde a visibilidade define o valor, está cada vez mais difícil distinguir o genuíno do impostor.
Onde buscar do impossível o "despossível" o possível eu vou encontrar, pois não há separação entre eu e o possível. Tudo é possível!
Embora tudo seja possível, nada é certo.
John Oliveira (2017)
A simplicidade não é falta, mas plenitude; é enxergar a essência onde os outros veem apenas o supérfluo.
há uma ficha desligada
onde antes não havia nada
uma luz apagada
no meio duma escura estrada
há um triste receio
mesmo aqui no meio
longe do fim e do início
neste lugar feliz e feio
onde é só mais um desperdício
fui à procura do cansaço
mas ele não me encontrou
Já não percebo o que faço
nem mesmo onde estou
Pareço um triste palhaço
sem saber por onde vou
Tento encontrar espaço
onde alguém já procurou
Passo-lhe um traço
e a busca continuou
apertada com o laço
que alguém cá deixou
Oceano dos nossos olhos
Onde viajo na profundidade
Cativado espero abraçar cada detalhe
Navego no horizonte em busca de um porto seguro.
A música clássica é a tradução do que não pode ser escrito ou falado, onde o sentimento se transforma em música, onde você de forma inconsciente começa a reger uma orquestra ou tocar um instrumento invisível, sem qualquer conhecimento ou intimidade.
O Brasil é uma colônia gigantesca, onde o povo é explorado, e os seus governantes nem perceberam ainda.
As piores cicatrizes, as que devemos nos preocupar,
Estão sempre onde ninguém pode ver...
É sobre elas que devemos sempre ponderar,
Refletir e buscar sempre os traumas vencer...
O propósito da Teoria da Consciência Integral é elevar o nível de consciência de uma nação, onde cada indivíduo se torna parte ativa na construção de uma sociedade mais justa, harmoniosa e sustentável.
Não me procure em baladas, festas e bar. Me procure nas ondas, nas areias do mar, um lugar onde a alma se conecta e cria a perfeita harmonia. Olhar o mar é perceber o quão pequenos somos diante da grandeza de Deus.
MEU MARANHÃO, MEU CHÃO, MEU CORAÇÃO TE AMA
Meu Maranhão, meu chão, onde o sol desponta,
Em cada canto, uma história que se conta.
Das praias de Lençóis ao verde do sertão,
Em cada pedaço, sinto a força da paixão.
Teus rios serpenteiam, como veias a pulsar,
E a brisa que soprou é um canto a embalar.
As cores vibrantes das tuas festas são vida,
E em cada sorriso, a alegria é sentida.
Meu Maranhão, meu chão, com tuas tradições,
O tambor do bumba-meu-boi embala corações.
O cheiro da comida, o sabor do amor,
Em cada prato servido, há um mundo de sabor.
A cultura que floresce, a arte que resplandece,
Em cada verso e rima, meu orgulho se tece.
As lendas e os contos que o povo faz viver,
São raízes profundas que me fazem querer.
Meu coração te ama, por tudo que és,
Pelas lutas, os triunfos, e o que ainda virás.
Teus campos e florestas, tuas gentes tão belas,
Em cada esquina, uma história que revela.
E mesmo quando a saudade às vezes me aperta,
É teu calor que me abraça, é tua luz que me certa.
Meu Maranhão, meu chão, és parte do meu ser,
Em cada passo que dou, sempre vou te trazer.
Assim, celebro contigo, com amor e gratidão,
Meu Maranhão, meu chão, meu eterno coração.
E enquanto houver vida, enquanto eu respirar,
Teu nome em minha alma sempre vai ecoar.
Poeta: IVAN GUEDES BLACK JÚNIOR
