Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
As lágrimas são as correntezas onde só a alma nada
Mas onde a gente se pergunta por que tanta perca de esperança em viver uma vida injustiçada já acostumada?
Me sentindo perdido na escuridão
Como em uma noite escura e fria
Onde só se via escuridão e neblina
Então encontrei a luz
Essa luz tem um rosto e um jeito perfeito
Invadiu meu coração e não sai da minha mente
Sorriso que irradia, olhar penetrante
Abraço envolvente e um beijo ardente
Jeito manhoso e dengoso,
Misterioso e bondoso
Um brilho no olhar que causa inveja as estrelas
Mulher forte e delicada
Guerreira, mas uma dama honrada!
ÁG
Eu não sei o que me espera. Só sei que Deus já está lá, onde eu ainda nem cheguei. Talvez o que venha não seja o que pedi em silêncio, mas será o necessário. Entreguei tudo a Deus. As vontades, as pressas, as urgências que construí como escudos, e todas as certezas que forcei até virarem fardos. Deus não se atrasa, Ele só espera a gente cansar de fingir que dá conta sozinho. Tem algo incrível acontecendo mesmo quando não compreendemos. Não sei se é resposta, milagre ou recomeço, talvez tudo junto. Mas sigo com uma esperança bonita, uma fé quieta de quem sabe que o tempo de Deus faz tudo acontecer no momento certo. Nenhum milagre chega antes da hora. Há portas que já começaram a ranger nas dobradiças e, quando Deus decide girar a maçaneta, não há nada que impeça o novo de chegar. Há bênçãos atravessando distâncias que nem saberia explicar, e há algo dentro de mim que reconhece: Deus está prestes a fazer algo lindo, e mesmo sem compreender os contornos do que virá, permaneço aqui: de alma aberta e vontade de agradecer por antecipação. Porque fé, às vezes, é isso: uma espera de mãos dadas com o que ainda nem chegou, mas já tem gosto de recomeço.
Os privilégios
Em um país onde milhões de brasileiros vivem com um salário mínimo que mal cobre as despesas básicas, é revoltante saber que existem servidores públicos recebendo salários que ultrapassam em muito o teto constitucional. O que era para ser uma exceção se tornou uma regra não escrita: a de burlar a lei com criatividade, penduricalhos e benefícios disfarçados de indenizações.
A Constituição Federal é clara: o teto salarial do funcionalismo público está limitado ao valor recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. No entanto, na prática, esse teto virou uma ilusão. Auxílios diversos — como moradia, alimentação, transporte, e até mesmo o "auxílio livro" ou "auxílio creche" — são usados como artifícios para inflar os contracheques. Não são salários? Sim, são. Mas são mascarados para escapar da regra.
Esses penduricalhos são verdadeiros insultos à população. Em muitos casos, juízes, procuradores e outros altos servidores recebem mais de R$ 100 mil por mês, enquanto professores, enfermeiros e policiais convivem com salários baixos, jornadas exaustivas e pouca valorização. O mais absurdo é que esses benefícios muitas vezes não são taxados, o que representa uma distorção fiscal ainda mais grave.
Trata-se de um privilégio institucionalizado, sustentado por uma elite burocrática que legisla, interpreta e se beneficia. Não há como falar em justiça social ou em equilíbrio fiscal enquanto os maiores salários da República são pagos com dinheiro público e em total desrespeito à lei maior do país.
Enquanto isso, governantes pedem "sacrifício" da população, promovem cortes em serviços essenciais e dizem que "não há dinheiro" para áreas como saúde, educação e segurança. A realidade é que o dinheiro existe, mas está mal distribuído — concentrado no topo de uma pirâmide de privilégios inaceitáveis.
E o mais grave é que os mais penificiados por esses privilégios, são aqueles que deveriam fazer cumprir a lei, a constituição.
Se queremos um Brasil mais justo, precisamos começar por respeitar a Constituição. E isso inclui cumprir, com rigor, o teto salarial. Acabar com os super salários não é apenas uma questão de economia, mas de justiça, decência e respeito ao povo brasileiro.
Renato Jaguarão.
Se não tiver-mos um espelho onde nos refletir.
Voltemos atraz enganamos-nos no caminho!
Devemos voltar atraz e encontrar nosso abrigo.
Emanuel Andrade
Contemplando cada segundo da vida percebo estar preso no labirinto da existência onde a única saída é a morte mais isso não me desanima pois apenas eu me olho no espelho e vejo o mal sobre o reflexo das sombras obscuras do meu ser interior é eu sou assim perverso e com a sabedoria das profundezas do mundo obscuro assim eu me formei e fui treinado a ser um ser de luz onde minha arte é o assassinato e a pura poesia de onde surge as criatividades da fantasia e imaginação
O lugar perfeito é aquele onde você estando, não sente vontade de sair, não importa se existem outros que são cobertos de elogios, pois o que te prende a ele é, justamente, o que buscamos quando ficamos mudando de lugares.
Na dança das horas, o tempo se esvai,
Um ciclo incessante, onde tudo se vai.
Risos e lágrimas, em roda a girar,
A vida é um jogo, sempre a nos chamar.
Está vida e uma passagem como um caminho que fomos colocados e que seguimos neste caminho
Onde experimentamos o que vamos encontrando a beira da estrada da vida
Aprendendo com os tropeços a nós levantar
E continuamos por um tempo determinado
Tempo que desconhecemos
Sabemos que talvez nem chegaremos ao fim deste caminho
Mas a cada dia nos levantamos e seguimos em nossa jornada está que certamente não sabemos onde dará
Mas que precisamos seguir pelo tempo em que nós for permitido seguir...
Saia não quero escutar
Onde estou
Quem é você
Vá embora
eu vou me bater
Você vai parar de responder
Quem esta aí
Você vai me estremecer
E esses olhares ao entardecer
Me tire desse consultório
Não estou louco para enlouquecer
Não quero morrer ao lado de você
[sem título]
manhãs sem plateia também contam.
há um intervalo entre acordar e obedecer
onde ainda não se é função,
nem imagem,
nem ideia mastigada de beleza.
apenas corpo e respiração.
o que vem depois disso
é o que sustenta.
não o que produziu, entregou, agradou.
mas o que silenciou
o impulso de se esconder
no que já deu certo.
há dias em que o silêncio fede.
há dias em que a sombra
pesa mais que o vestido.
há dias em que nada encaixa.
e ainda assim, não se grita.
não se implode.
não se performa dor.
apenas se insiste.
não por heroísmo.
mas por uma espécie de pacto secreto com o próprio eixo.
o mundo não aplaude
quem não cede ao papel.
mas existe um tipo de vitória
que não sobe em palco:
aquela que acontece
quando o salto aperta
e, em vez de sorrir pra foto,
opta-se por tirar o sapato.
ninguém repara,
mas é ali que mora a liberdade.
no não contar.
no não provar.
no gesto pequeno de sair do personagem
sem pedir desculpa à narrativa.
não é sobre força.
é sobre não fingir mais leveza
onde se carrega concreto.
é sobre sentar-se reta na cadeira
sem torcer o corpo pra parecer menor.
é sobre encarar o espelho
e não ver projeto, nem fracasso,
só estrutura.
quando isso acontece,
quando já não se quer ser preferida, escolhida, notada
quando já não se mede valor pelo reflexo
quando não se escreve mais
pra ser entendida
mas pra não adoecer..
então sim:
há paz.
não como prêmio.
como consequência.
Juliana Umbelino
Eu acredito que, neste mundo, onde heróis são forjados pela confiança, mesmo um zé-ninguém pode se tornar um herói.
UM TEXTO QUE NUNCA SERA LIDO.
Eu não sei por onde começar, então vou começar pelo que mais pesa: eu sinto sua falta. E não é uma falta qualquer, é aquela que vem quieta, mas pesa o dia inteiro. É um eco do seu carinho, da sua voz me chamando de um jeito que ninguém mais chama. É a ausência do seu toque, do seu jeito de me amar como se o mundo todo coubesse ali.
A gente se machucou tanto, né? Foram idas e vindas que deixaram cicatrizes. E mesmo assim, quando penso em você, ainda sinto carinho. Ainda lembro do quanto você me conhecia, do quanto fazia questão de me ter por perto, mesmo quando tudo parecia desabar entre nós.
Talvez eu nunca tenha dito com todas as palavras, mas você foi e talvez sempre vá ser uma das pessoas mais marcantes da minha vida, O AMOR DA MINHA VIDA. com voce tudo foi real. Porque com você, mesmo nos erros, eu senti um amor que me atravessava.
Eu te ignorei naquela última vez. Não por raiva, não por desprezo, mas porque eu não sabia mais como te responder sem me perder de novo. Eu precisava me proteger. Mesmo que isso tenha parecido frieza, foi meu jeito de dizer adeus. Um adeus que eu não sabia como dar olhando nos seus olhos, porque eu sabia que, se olhasse, ia querer ficar.
Hoje, com a vida seguindo por outro caminho, percebo que tem coisas que a gente sente mas não pode mais viver. E essa é a parte mais dolorosa: saber que um amor pode ser imenso e ainda assim não ser possível. Entre a gente ficou muita coisa mal resolvida. Mas mesmo assim, quero que você saiba que eu te amei de verdade. Com tudo que eu tinha. E nunca vou esquecer isso.
Se algum dia você sentir saudade de mim, saiba que, em algum lugar aqui dentro, tem um pedaço seu guardado com muito carinho. Mas agora, eu preciso me deixar ir também.
VÉU DA NOITE
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Na noite envolta em véus, de trevas e luar,
Onde estrelas cintilam, em lágrimas a brilhar,
As ondas murmuram segredos de além-mar,
Em sombras dançantes, a alma a sussurrar.
O horizonte distante, em brilho espectral,
Reflete os mistérios de um mundo infernal,
Onde o vento frio carrega um lamento fatal,
De amores perdidos, num eco irreal.
As nuvens velam a lua, num manto de dor,
Que ilumina a praia, um palco de horror,
Onde as pedras, quais sentinelas do terror,
Guardam memórias de um antigo clamor.
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