Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Uma prisão não se enquadra apenas em quatro paredes ou atrás das grades, vivemos em um mundo onde nosso cotidiano é a real prisão.
Na fase infantil somos limitados a determinadas coisas, por não termos maldade ou não ser a vontade dos nossos pais, assim bate aquela vontade de ser como eles, adulto, mas antes de chegarmos a essa fase tão sonhada, passamos pela adolescente, um período incrível, cheio de sonhos, mistérios e muito perigo, aliás, a vida como um todo e perigosa, como já disse o cantor Roberto Carlos "É preciso saber viver", essa frase se encaixa perfeitamente em todas as fases de nossas vida, acredito que muitos vivem por viver, alguns sobrevivem e poucos vivem com sabedoria, retornando ao assunto da adolescência, essa fase é um preparatório ou uma introdução a vida adulta, começamos a trabalhar, ganhar nosso próprio dinheiro e mantendo as nossas brincadeiras sem perder o lado infantil, e como se tivéssemos começando a descobrir um novo mundo, enxergandoascoisas além de um simples olhar de criança, por ser tudo tão novo, achamos tudo tão genial, até começarem a questionar nosso estilo de vida, assim vem a pressão do mundo com as perguntas de o que você querser no futuro, qual faculdade vai cursar, qual área deseja atuar,todas essas e outras várias perguntas em cima de um adolescente de 15 anos, gera uma confusão psicológica enorme, fazendo um jovem que viveu apenas 1/3 de sua vida, faça escolhas para o restante de sua vida, se prendendo a determinadas atividades que alguém disse que vai ser bom no futuro.
Enfim chega a fase adulta, tão desejada, tão sonhada, sempre com aquelas ilusões que agora será livre podendo fazer o que quiser, não depender de mais ninguém e etc... Dependendo do estilo de vida escolhida pela pessoa, sim, essas ilusões podem se tornar realidade, porém acredito que não seja a realidade da maioria de nós, nessa fase adulta a prisão ainda existe e de uma forma mais complexa, agora temos que submeter a trabalhos que não gostamos, seguir determinados estilos de vida para se encaixar na sociedade, viver os dias como uma rotina enlouquecedora, e algumascoisas que queríamos fazer antes, como serlivree viajar com os amigos, hoje percebemos que ainda falta algo, dinheiro, amigos ou tempo, os amigos não são mais os mesmo,o tempo e limitado e o dinheiro até temos, mas infelizmente só isso não é suficiente, estamos sempre trabalhando dia e noite em busca do dinheiro para ser livre e feliz, mas cada vez ficamos mais presos a isso.
Ah, e a fase da melhor idade não sei o que dizer ainda, nem sei se realmente é a melhor idade, mas espero chegar lá e poder completar esse texto.
Na longevidade desta vida, trago meus sentimentos em forma de diário, é por ele onde desembalo minhas emoções vividas ao seu lado irmã amada, embora passado algum tempo, vejo apenas escuridão pela sua ausência, não quero me ferir, não me ajudaria mas sinto dor nos meus pensamentos, talvez quem sabe pode ser um bom remédio.
Oh! mãe africa, sinto-me vergonhoso por nascer num país onde és livre, enquanto não for funcionário do estado, logo que consegue uma vaga de emprego, procura-se saber qual é a sua filiação política, caso não pertença nenhum partido, será colocado num lugar onde caberá, por se só se unir uma filiação política para puder ter um cargo relevante, mas há um porém se se juntar a um partido que não está no poder corre o risco de ser excluído das oportunidade que merece como um cidadão.
Vivemos numa sociedade de medíocres, onde quando alguém tenta trazer uma outra realidade daquilo que não existe no nosso mundo, pensamos que este está a destruir os bons valores.
O tempo que se passa é feito palheiro, onde eu deveria encontrar qual foi o melhor dia que poderia ter sorrido.
A vastidão do horizonte impede de medir o tamanho de uma dor, onde se mistura junto com uma saudade.
Imaginacão pura e fugaz, se verdade nasce a paz, já é construído edifício, seguro, onde tudo é puro.
Longe dos olhares do mundo, às vezes sonho com sítios onde não estive, como se eu própria me abandonasse e fosse outro ser que não sou.
Um dia me perguntei, quem sou, de onde venho, o que fazer. Alguém respondeu, não sou, somos; não vim, sempre estive; silencio, escute suas intuições.
Esclarece(a)dor
Esclarecedor e esclarecer a dor.
Dor do corpo? Dor da alma?
Onde se esconde?
Esclarecedor, esclarecer a dor.
Escale a dor.
A PROCURA DA FELICIDADE
Felicidade, onde encontrá-la? Não é fácil dizer o que é, nem onde encontrar a felicidade, porque às vezes ela está tão perto que não podemos percebê-la. Mas, afinal de contas, o que é a felicidade? "Felicidade é a realização do ser consigo mesmo". Ou seja, ela está dentro de cada um de nós! O problema é que uns permitem que ela se manifeste e outros não. Convido você, de uma vez por todas, a ser feliz! Se aceitar, o segredo é: reconheça o que você é, o que tem, e o que você faz. Você - uma jóia raríssima, única em um universo de 7,8 biliões de pessoas. O que você faz? O que você faz determinara o seu futuro. E o que você tem? Você tem a oportunidade de, quem sabe, recomeçar tudo de novo. Só que agora o seu diferencial será a felicidade com o que você é, com o que tem, e com o que faz.
Permita-se ser feliz!
Existem pessoas que chegam até nós, vêm através não sei do que, por onde, como, e com uma simples palavra mostram a alma inteira, o coração todo. Nessas horas ficamos indefesos...indefesos diante da sinceridade, diante da transparência, diante do afeto. Por isso amo os diferentes reflexos... que meus olhos vêm, que constituem um prisma divino de cores e formas.
Flávia Abib
Floresça onde Deus te plantar...
A cada dia, a cada querer, a cada realizar... através de gestos simples, de ações empáticas, de causas defendidas com retidão, para
que com equidade prevaleça a verdade
em qualquer situação...
Flor&Ser, fazendo valer a justiça
a todo ser irmão.
24.06.2020
A Taça
Lá bem longe, onde o horizonte descansa e o vento faz a curva e a vista nunca alcança e imaginação descreve, tem uma cidade e no seio dela há um mercado que vende todas as intenções.
Há cheiros saborosos, paladares indescritíveis e ideias nunca despidas e negócios sem questão de pendências.
As portas se abriam ao último vento frio das madrugadas e se encerravam ao findar e ao tremular a última questão.
Junto ao burburinho ela adentrou a procurar algo mais que o destino guardara e o desejo não lhe proporcionara. Revirou não encontrou e na saída viu uma velha maltrapilha com uma taça cravejada de pedras preciosas, bordada com filigranas de ouro.
Teve piedade e se condoeu por ela, velha, sozinha e na sua bagagem somente a taça.
Foi depositar uma moeda em seu xale esparramado pelo chão e a velha sussurrou.
— Não preciso de esmola.
— Então me vende esta taça quanto custa? Quero ajudá-la.
— Quero uma morte digna, um teto cheio de palavras amorosas, ouvidos curiosos para que eu possa contar minha viagem e mentes sem julgamento para desdobrar minha bagagem.
— Mas o que esta taça guarda em segredo para que eu possa levá-la e a você em minha história?
— Se beber o que ela contém, terá a solução de todas as suas perguntas.
Respostas que nunca achará em livros e a inteligência de ninguém vai verbalizar para acalmar seu coração.
— Vou pensar, consultar as entrelinhas, volto logo.
— Estarei aqui, pode ir à diversidade desse mercado que não vai preencher seu coração.
Caminhou lentamente de coração vazio entre as sedas macias e esvoaçantes do mercado. Não se encantou com as suas cores alucinantes.
Colocou nos dedos anéis fabulosos de pedras facetadas e lapidadas mas que não contornavam nem de longe as curvas de sua insatisfação.
Observou os mágicos, mas sabia de todos os seus truques. Comeu quando o estômago desejou, mas não houve surpresa no seu paladar.
Sentiu o perfume absorvido de toda a ciência e alquimia, mas seus cheiros não descortinam nenhuma lembrança.
Ficou cansada, tinha que voltar, sua ausência estava expirando, voltou à velha:
— Eu compro esta questão.
E foram para casa e a viagem apenas começou.
Todas as manhãs, em sua cama profundamente macia em sua tenda com tudo o que era sua conquista, abarrotada de troféus dependurados e perfumados e os dedos cheios de anéis diplomados, bebia da taça e sua mente se abria, clareava e tinha a solução de todas as questões.
Mas o tempo soprou e as dunas mudavam de paisagem e o que era ontem, hoje tinha outra face e o que era absoluto ontem, hoje de nada valia e as questões iam e vinham, passavam mas não encontravam repouso, resolução não terminavam, caiam feito goteiras, cada dia em lugar diferente.
Ela se irritou; tudo tinha que acabar. Queria um mundo soprando fresco em sua face, absoluto, sem discussão de nada.
Foi à velha reclamar.
— Bebo da taça velha, todos os dias e quanto mais bebo mais goteiras perturbam minha calma, você iludiu meus pensamentos e minhas melhores intenções, onde mora a solução finita de todas as minhas angústias?
— Você tem que beber da outra taça.
— Onde está a outra taça?
— Eu bebi tudo o que nela continha e a manuseei tanto que ficou gasta, fina, transparente, trincou as bordas e a haste
esfarelou e virou areia que o vento do deserto sopra.
— Velha você me enganou e me vendeu ilusão. Qual a verdade que mora nesta taça ou vai me vender à prestações? Vá ao deserto agora e diga ao vento para juntar todos os fragmentos e monte outra taça porque eu quero beber dela.
— Isto é impossível! Não posso recolher palavras de uma vida, não posso relembrar de todos detalhes. Na verdade tudo que bebi habita comigo, me escute.
— Não tenho tempo.
— Então não tem sabedoria, "o saber” leva tempo saber: é uma consulta longa e o diagnóstico, a conclusão, é sem tempo exato.
— E o que faço com a senhora, a jogo nas esquinas?
— Eu sou taça, a sabedoria que você tanto procura não vai acalmar suas decisões e não vai ser taça se não me escutar. Vai ser areia triturada do deserto e nem vai saber onde ficar quando envelhecer: vai vagar, perambulando, rodopiando feito areia sem dar a ninguém o seu recado.
Tem que reescrever e solucionar todos os dias. Todas as horas. E o mundo vem, pisa em cima de suas intenções e você novamente reescreve. Deixa seu rastro. Sua Verdade. Sua Sabedoria. Sua persistência.
Por que quem vive muito, rejuvenesce nos ouvidos de quem escuta.
E o ou vinte amadurece.
Alcança cheiros, sabores, paladares indescritíveis, amadurece na procura e aprende que além dessa taça existe outra e esta não está à venda mas dela todos podem beber se você tiver fé na sua sabedoria.
Dentro dela há a esperança que encurta todos os caminhos.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Para onde eu quero ir
Mesmo perdida,
Ainda olho para trás
Naquele mesmo lugar,
Onde mora uma parte que deixei.
E depois de tanto tempo escondida,
Acredito que é hora de voltar.
Apenas quero sentir que me encontrei,
Dentro daquilo que nunca deveria me afastar.
Quando a chegada foi um recomeço
Algo dentro de mim invade,
Como faíscas que no peito ardem,
Trazendo de volta as sensações que conheço.
Então é aí que descubro,
Que há caminhos que não se esquece,
Ainda mais quando se trata de tudo
Aquilo que me pertence.
Em frente eu sigo,
Me recuperando em cada traço.
Dessas direções eu não me perco,
Pois ainda sei de todos os passos.
Neste retorno, caminho em sintonia com o recomeço,
Como também em meus erros reconheço.
E quando as pazes vieram ao meu encontro,
Em forma de um abraço único e duradouro,
Pude declarar com todas as letras
De que não sou mais a mesma.
E com novas mudanças prazerosas
Traçarei novas rotas!
E de volta naquele lugar,
Vejo o meu melhor se restaurar.
Como se iluminasse cada parte,
Que reflete quem eu sou de verdade.
Desde então decidi
Que quero ficar ali.
E, se um dia eu partir
Que seja para seguir.
Não importa o quão novo será o rumo,
Contanto que eu esteja junto
A tudo aquilo que me favorece,
Pois se o encanto me fortalece
Para mostrar tudo o que sou,
Então não pensarei duas vezes
E vou.
