Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Dentro de mim residem silêncios intermináveis e uma perpetua solidão. É solo sagrado onde não te permito pisar. Se tens coragem
de pedir que eu te siga, terás que fechar os olhos para esse meu lado sombrio.
-Flavia Grando-
Onde errei?!
Não sei! Talvez errei porque falei
Mas, o que eu falei?!
Errei por falar?!
Estranho, queria apenas me amar
Mas não foi bem assim!
Achei que iriam me ouviu
Até me ouviram, mas precisava de algo mais
Sim! Precisava mesmo
Mas tudo não passou apenas de um desejo
Um desejo... Desejo...
Desejo de se matar!!
Mas não me matar
Matar apenas o que me faz sangrar
Sangrar, palavra dolorosa
Machuca mais do que um espinho de uma rosa
Ah, a rosa, queria ser uma rosa
Amada e desejada por todos
Mas não, sou apenas eu
Tentando viver o mais belo possível
Viver, só queria viver
Mas o que e apenas viver?!
Não sei, mas não aguento mais apenas sobreviver
Sobrevivo de tudo que me faz chorar
O choro de tristeza e o pior que existe
Você não apenas chora,
Você chora porque existe
Mas existir e um previlégio
Mas no meu caso existir já e um caso sério...
Errar! Não sei onde errei!!!
A solidão é sempre fundamento
da liberdade. Mas também do espaço
por onde se desenvolve o alargar do tempo
à volta da atenção estrita do acto.
Húmus, e alma, é a solidão. E vento,
quando da imóvel solenidade clama
o mudo susto do grito, ainda suspenso
do nome que vai ser sua prisão pensada.
A menos que esse nome seja estremecimento
— fruto de solidão compenetrada
que, por dentro da sombra, nomeia o movimento
de cada corpo entrando por sua luz sagrada.
Que mil flores desabrochem. Que mil flores
(outras nenhumas) onde amores fenecem
que mil flores floresçam onde só dores
florescem.
Que mil flores desabrochem. Que mil espadas
(outras nenhumas não)
onde mil flores com espadas são cortadas
que mil espadas floresçam em cada mão.
Que mil espadas floresçam
onde só penas são.
Antes que amores feneçam
que mil flores desabrochem. E outras nenhumas não.
Serão noites inteiras de escuridão, pessoas sem saber pra onde irão. A chuva que cai e inspira cada linha no papel, a geração sem projeção sem conteúdo, lunático gritão por sangue como se não fosse o bastante, guerras que o único troféu é o reu o rei o que tem mais poder faz todos os outros corre, evolução de prédios e queda livre do coração.
Nadando no ar
Voando na água
Caçando tesouros onde tudo é calma
Outono sereno
Entre risos e olhares
Vida que passa entre milhares e milhares
Mente lutando
Corpo enfraquecendo
Medo efêmero
Desejo passageiro
Buscando o que é puro
Em meio a tantos devaneios
Quase sempre me perco
Em concupiscências enxofrais
Persistência alcança
Quebra paradoxo
O Mal se acanha
Leva embora o opróbrio
A razão se constrange
Ao encontrar o inexplicável
O verbo se alegra diante de tamanha simplicidade
Desde o começo Ele tudo sabia
Sem verbo não há rima, nem poesia
Nele tudo se justifica
Traz sentido a vidas vazias
Sinto tua presença, vejo o teu olhar, ouço tua voz e o teu silêncio sussurra frases soltas, onde todas me chamam. E eu vou! O teu rastro seguirei e, sem demora, saltarei das alturas a te abraçar. E eu estou! Encoberto por nuvens brancas de amor, eu sou a te amar. Vês as estrelas no céu? Todas sorriem pra ti, enciumando a lua que te espreita há anos, querendo-te enamorar. Deixe-me ao menos flutuar, sonhos livres que colore a minha vida em ti, liberdade de ir e vir de um doce sentir. Saio de mim pra te encontrar; entro em ti, faz-me respirar.
Muito me cabe, pouco me convém
Sem tempo para seletivas
Estou ficando onde o santo bate (... amém)
- Flavia Grando -
Ideia vai, ideia vem, situação cada vez mais.
Não importa onde for, procure sempre cultivar paz e amor.
O "nosso de cada dia" afirma evidentemente para uma relação diária, onde a porção do que se tem recebido do Criador, seja observada e experimentada na perspectiva das mãos estendidas
E independente de por onde você andar ou com quem, mais dia menos dia descobrirá que ninguém merece ser mais feliz do que você, e que, ninguém será capaz de lhe proporcionar isso, a não ser você mesmo. As pessoas são no mais das vezes visitantes ou hóspedes que facilitam ou dificultam a caminhada.
Uma escolha tortuosa.
Nos caminhos tortos por onde andei, eu me deparei com várias exclusões, isolamentos, delírios, esquizofrenia, traição de companheiros, tristeza, suicídios, tentativas de suicídios, homicídios, prisões, overdose, perda de bens materiais, latas de cerveja vazias jogadas no chão, garrafas diversas de bebidas, mau cheiro, bitucas de cigarros, isqueiros vazios, pessoas perambulando descalças, de bermuda, pelos trilhos e becos, procurando um prazer momentâneo, isolamento em construções civis, vaivém de ambulâncias e policiais. Esses caminhos são a perda de um tempo que não tem voltas. Todavia, podemos pegar atalhos e fazer bom uso de nosso tempo e caminhar em linhas retas de puro verde, alegria, mente aberta, serenidade e pessoas com a áurea brilhante.
O encontro com Deus é um lugar onde o individuo encontra-se consigo mesmo e desenvolve sua relação com o eterno.
No Circo
Muito longe d'aqui, nem eu sei quando,
Nem onde era esse mundo, em que eu vivia...
Mas tão longe... que até dizer podia
Que enquanto lá andei, andei sonhando...
Porque era tudo ali aéreo e brando,
E lúcida a existência amanhecia...
E eu... leve como a luz... até que um dia
Um vento me tomou, e vim rolando...
Caí e achei-me, de repente, involto
Em luta bestial, na arena fera,
Onde um bruto furor bramia solto.
Senti um monstro em mim nascer n'essa hora,
E achei-me de improviso feito fera...
— É assim que rujo entre leões agora!
Estar na solidão é viver momentos únicos com você mesmo. É onde podemos tirar proveitos, chegando a uma conclusão de que, sozinho, podemos organizar todas nossas imaginações, acompanhados das delícias da natureza.
Eu não tenho medo de deixar algo pra trás e seguir em frente ....tenho medo é de estar onde não é o meu lugar .
