Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A integridade do silêncio.
Existe um cansaço silencioso em tentar caber onde o espaço é pequeno demais para a nossa verdade. Muitas vezes, a gente se sente deslocado, como se a nossa frequência não sintonizasse com o que a maioria aceita sem questionar.
Mas esse "não pertencer" é, na verdade, um filtro de purificação.
Assim como o mar devolve à areia o que não pertence às suas profundezas, a vida afasta você de dinâmicas que apenas diluiriam a sua essência.
Estar fora de certos grupos não é um sinal de rejeição; é o sinal de que sua estrutura é sólida demais para ser moldada pelo barulho das opiniões vazias.
Não se assuste com o vazio de alguns lugares. Um diamante não concorre com cascalho, e o silêncio de quem busca profundidade é o que permite ouvir o que realmente importa. Quem caminha com calma acaba descobrindo que não precisa estar em todo lugar, mas apenas onde a alma consegue respirar.
No fim, o que parecia solidão era apenas você sendo preservado para o que é autêntico.
O destino é a corrente que nos leva;
a escolha são os remos
com que decidimos para onde ir.
João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS
Uma Maçonaria que no Sec XXI não esteja ligada á sociedade onde está inserida, não cumpre a totalidade da sua missão. Porque a Luz que recebemos tem de ser partilhada. João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS
Estamos numa fase de mudança e de diferenciação de energia, onde o Mal é mais Mal e o Bem mais Bem, porque é nas noites mais escuras que as estrelas brilham mais.
João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS
Ser de esquerda é ter uma posição filosófica perante a vida onde a solidariedade prevalece sobre o egoísmo
Nunca me perder da rota
do seu coração onde
o fio guia e corta a Polenta,
Por transmissão de pensamento
sabemos que isso é o poema,
O restante é por nossa conta
com uma ajudinha do destino
para o amor orientar o caminho.
Existe uma exaustão que o sono não cura, ela reside onde os remédios não alcançam e onde só a ponta da caneta consegue tocar.
Não escolhi a resiliência, ela foi a única saída em um cenário onde a fragilidade era punida com o esquecimento.
A folha de papel é o único tribunal onde sou inocente, onde posso desabar sem julgamentos e ser fraco sem ser corrigido.
Guardo um amor que perdeu o destinatário. Como não teve onde pousar, virou peso, virou verso e, por fim, virou parte de mim.
O sono, para mim, é apenas um campo de batalha onde os monstros do dia trocam de roupa para continuar o cerco sob o véu da noite.
Minhas cicatrizes são os relevos de um mapa que me trouxe até aqui, lugares onde a vida tentou me interromper e eu respondi com a teimosia de continuar sentindo. Elas não são feias, são a prova de que a alma, embora frágil, possui uma arquitetura capaz de suportar terremotos.
Sinto falta de uma infância que talvez nem tenha existido, um tempo de barro e sol onde o amanhã era apenas uma hipótese irrelevante. Hoje, o futuro é um monstro que se alimenta das minhas horas de sono, sussurrando que o tempo é uma ampulheta cheia de vidro moído.
O mundo é um baile de máscaras onde eu cheguei com o rosto nu e agora todos se afastam, assustados com a honestidade da minha tristeza. Não nasci para o carnaval das aparências, prefiro a quarta-feira de cinzas, onde tudo é cinza, mas ao menos é real.
O destino é um escritor sádico que gosta de colocar pontos finais onde a gente só queria uma vírgula, e exclamações de dor onde o silêncio seria mais caridoso. Eu tento retomar a caneta e escrever meu próprio rodapé, mesmo que seja apenas para protestar contra o enredo.
Somos sobreviventes de um naufrágio coletivo chamado existência, onde cada um se segura no pedaço de madeira que encontrou: alguns na fé, outros na arte, e muitos na negação da própria dor. Eu me seguro nas palavras, esperando que elas flutuem até o amanhecer.
O silêncio é o útero onde as melhores palavras são gestadas, mas é também o túmulo onde enterramos as coisas que nunca tivemos coragem de dizer. Eu vivo nesse intervalo entre o nascimento e o enterro, tentando parir frases que sobrevivam à minha própria morte.
A solidão é um espelho sem moldura onde somos obrigados a encarar cada ruga da nossa alma, sem o filtro das interações sociais que nos distraem do essencial. É um encontro desconfortável, mas necessário para quem deseja saber quem realmente habita sob a pele.
A alma é uma casa abandonada onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado há muito tempo. Mas eu gosto do barulho do vento, ele me lembra que, embora a casa esteja vazia, ela ainda respira a poeira do que foi vivido.
A tristeza é um mar calmo onde a gente pode afundar sem fazer barulho, deixando que a pressão da água nos abrace até que não sintamos mais o frio da superfície. É um refúgio perigoso, um abraço de ferro que nos protege do mundo ao custo de nos tirar o ar.
