Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A jornada da minha existência se resumia a um grande e doloroso ponto de interrogação, onde a procura por paz era a meta, mas a angústia era a realidade palpável, os soluços eram meus companheiros noturnos, manifestações da luta para encontrar um caminho de redenção, de apagar cenas da minha vida que me aprisionavam, um ciclo interminável de busca e frustração que me levava a colecionar desenganos em vez de vitórias.
Não temo mais minhas falhas, elas moldaram minha identidade, sei onde piso porque já caí lá, sei quem sou porque me quebrei, e sei o que quero porque sobrevivi.
O amor de Deus é o único que não se intimida com a minha escuridão. Ele entra onde ninguém mais ousa tocar, ilumina onde nem eu quero olhar. Seu silêncio não é ausência, é cuidado que respira devagar. E nesse respiro encontro a força que não sabia possuir.
Às vezes sinto que minha alma é um piano de cauda abandonado sob a chuva, onde cada gota que cai sobre as teclas evoca um acorde de saudade que ninguém mais sabe tocar. A música que resta em mim não é para os ouvidos do mundo, mas para o silêncio dos que já se perderam de si mesmos.
O mundo exige uma produtividade que minha dor desconhece, pois ela opera em um fuso horário onde o segundo é uma eternidade de esforço apenas para respirar. Sou um desertor dessa guerra pela felicidade compulsória, preferindo a paz de ser apenas um resto de esperança.
Sinto que minha vida é um filme em preto e branco passando em uma sala de cinema vazia, onde eu sou o único espectador que não consegue ir embora antes dos créditos finais. A beleza está no contraste, na forma como a sombra define a luz e a ausência define o que restou.
Minha mente é um quebra-cabeça sem imagem final, onde cada peça parece deslocada, sem encaixe possível, e ainda assim eu insisto em montar algum sentido, como se desistir fosse admitir que tudo foi em vão.
Minha mente é uma máquina incansável de interrogações. Um santuário em ruínas onde o pensamento devora a lembrança, e onde nem o que foi guardado a sete chaves está seguro contra a erosão da própria dúvida.
Minha eterna Carla,
Nova Friburgo...Que lugar mágico, onde cada esquina guarda uma lembrança do nosso amor. Lembro-me com carinho daquela mesinha que encontramos, agora um símbolo do nosso lar, adornada com as plantinhas que colhemos à beira do Lago Javary, em Miguel Pereira.
Mas vamos mergulhar nas memórias daquela viagem inesquecível. O teleférico, palco de momentos de amor que desafiaram a gravidade, nos presenteou com paisagens que nos deixaram sem fôlego. A boneca Eva, com seu charme peculiar, nos fez sorrir como crianças. As comidas maravilhosas, um deleite para o paladar, intensificaram o prazer da nossa companhia.
A casa abandonada, com seus mistérios e histórias, despertou nossa curiosidade e imaginação. A primeira noite no hotel de beira de estrada, com seu céu estrelado a nos abençoar, foi um prelúdio para a magia que estava por vir.
E então, o hotel que fomos depois, um oásis de luxo e conforto, nos acolheu com um café da manhã digno de reis e rainhas. A piscina, com suas águas cristalinas, aquele quarto maravilhoso foi palco de momentos de relaxamento e intimidade.
Nova Friburgo, com sua beleza natural, seu charme peculiar e seus momentos inesquecíveis, será para sempre um capítulo especial em nosso livro de memórias. Cada detalhe, cada sorriso, cada olhar, tudo se entrelaça em um mosaico de amor que guardarei para sempre em meu coração.
Minha querida Carla,
Miguel Pereira... ah, Vera Cruz, onde o primeiro viaduto ferroviário em curva do mundo foi construído, lugar onde nasci! Que lugar mágico, onde o tempo parece desacelerar e a natureza nos abraça com toda a sua exuberância.
Lembro-me com clareza da nossa visita à casa onde nasci. As árvores centenárias, com seus galhos entrelaçados, formavam um túnel verde que nos conduzia a um mundo à parte. A vegetação luxuriante, emoldurando a casa, criava um cenário perfeito para o nosso amor, como se a própria natureza conspirasse para nos unir ainda mais.
E então, o sofá, testemunha silenciosa de tantos momentos da minha infância, tornou-se palco do nosso amor. Seus sussurros apaixonados se misturavam ao som da cachoeira que corria atrás da casa, criando uma sinfonia que nos transportava para um estado de êxtase. A água, em sua queda constante, parecia abençoar cada toque, cada beijo, cada entrega.
Naquele sofá, em meio à natureza exuberante e ao som da cachoeira, descobrimos a intensidade do nosso amor, a força que nos une e a paixão que nos consome. Miguel Pereira, com sua beleza natural e sua atmosfera romântica, será para sempre um lugar especial em nossos corações, um refúgio onde o amor floresceu em sua forma mais pura e selvagem.
"Você diz que tentou me ajudar? A minha memória e a minha história dizem o contrário. Onde estava o seu apoio enquanto você se ocupava em fazer maldade?"
Da onde a minha ancestralidade
veio e por onde teve que caminhar,
não troco o meu Brasil Brasileiro
serenamente nenhum outro lugar.
Parte de mim também é indígena
e convicta sob a Timbaúba florida
tenho razões para me inspirar
seja na terra, na água ou no ar.
Não adianta insistir porque
a minha mente não vai mudar,
e o seu tempo comigo irá gastar.
Sei que tudo e todos passam,
e escolhi não deixar me perturbar
porque tudo e todos vão passar.
Poesia
De onde vieram os poemas?
Primeiros eles eram pensamentos,
Da minha vida sem muitos contentamentos
Que resolvi em minha alma guardar.
E como uma reação química, sofreram pressão,
Que senti em cada veia do meu coração,
Mas eu não posso pronunciar.
Foi neste ponto que em palavras se transformaram
Felicidade e dor causaram
No momento tão delicado que é escrever.
Por fim meu poema em ti se contempla.
Os seus olhos, os verdadeiros poetas,
Que perceberam a beleza destas palavras ao ler.
ASAS DA ETERNIDADE
Meu corpo é valente
Obedece minha mente
Conversa comigo
E vai onde eu sigo
Me faz prisioneira
Na terra guerreira
Vibrando com a vida
Ao encontro da morte
Meu corpo é o casulo
A borboleta é a alma
Um dia desprende
E separa pra sempre
O corpo da mente
O corpo da alma
Deixando na terra a saudade
Nas asas da eternidade
Fiz da minha página...um canto de minha casa...onde você meu amigo(a) possa se sentir bem...neste canto coloquei muito amor...coloquei... aquilo que...o seu coração possa me entender...todos os dias procuro renovar pois sei que...alguma coisa de bom...há de encontrar aqui...pra quando o seu coração estiver triste...essa foi a forma de me dirigir a você...estando longe e perto de você...então... entre e fique a vontade...mas... não bagunce a casa...pois mais amigos passaram por aqui.
Um relacionamento ideal na minha opinião é onde deve haver confiança e suporte mútuo. É onde ambos tenham orgulho um do outro, porque não se pode estar com alguém de quem você se envergonhe, ou que não seja bom o suficiente para você. Vocês precisam combinar, se ajustar de alguma forma. Não é como um imã em que cargas positivas atraem cargas negativas, e vice-versa. Opostos não se atraem a não ser fisicamente. Tem que haver desejo, tem que haver passividade, mas também independência. Tem que haver disposição de ceder de vez em quando porque nem sempre os dois vão concordar em tudo. Pra isso precisa-se da amizade, porque não vão haver conversas maduras onde os dois não se conheçam e não se aceitem. E no final das contas não preciso falar que é necessário amor, porque se você sabe lidar com todas as coisas acima, você deve saber que o amor está nas entrelinhas do que foi citado. É exatamente isso que ele é. É exatamente assim um relacionamento ideal pra mim.
Onde esta a minha metade?
Onde esta meu amigo?
Onde esta o homem que me trará a felicidade?
Onde esta o homem que estará sempre comigo?
Onde esta? Onde esta?
Onde esta o príncipe que Deus criou pra me ajudar a viver?
Príncipe cadê você?
Meditabundo
Sabe lá Deus como, porque e de onde, aparecem algumas palavras na minha cabeça, mais ou menos como com algumas pessoas que eu já vi assobiando ou cantarolando uma canção e a pessoa diz que de repente a música apareceu e se estabeleceu.
Não estou, nem me lembro de quanto tempo faz que não me pego meditabundo.
Nem mesmo quando estou chateado, cabisbaixo e tristonho, geralmente num um dia cinzento, fico dizendo por aí que estou meditabundo.
E já que a palavra não sai da cabeça vai para o teclado.
Haja inspiração para escrever sobre qualquer tristeza, eu que não bebo faz vinte quatro anos, não fumo faz mais tempo e para quem a ultima triste desilusão amorosa foi nos anos oitenta.
Faço uma forcinha para lembrar de algo triste. Lembro que fiquei muito triste quando o meu gato o Mó II morreu, faz mais de um ano.
Lembro que fiquei triste, mas que essa tristeza já deu lugar para uma saudade gostosa, que para mim costuma tomar o lugar da tristeza, depois de um tempo, quando lembro dos que amei e que se foram.
Depois do Mó II eu inventei o Mó III, meu gato virtual e com ele tenho brincado, até que eu resolva, se é que isso vai acontecer, adotar outro gato, que possivelmente se chamará Mó. Mó IV.
Foi tiro e queda. Só de lembrar dos Mós esqueci a palavra título e fui olhar algumas fotos de gatos.
Li em algum lugar que na Holanda tem uma casa ou loja, onde você pagar cerca de R$ 30,00 e pode brincar uma hora com os gatos.
Se houvesse uma por aqui certamente eu seria cliente.
O antônimo de meditabundo é alegre, contente, despreocupado. É como eu estou agora.
Tenham um bom dia!
