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Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia

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A cada erro, minha consciência me submete a um tribunal invisível, onde não há apelação, não há clemência, não há voz de defesa. Vivo na constante vigilância de um algoz interno que conhece todas as minhas intenções, inclusive aquelas que o mundo jamais suspeitaria." Celso Jerônimo

Minha mente não sabe descansar em território onde a consciência foi abandonada.

Sou temporária, passageira, não permaneço e não me demoro onde não sou bem-vinda, onde minha alma não se sente em paz e onde meu coração não é verdadeiro. Sou como arco-íris — passo depois da tempestade, deixo cor por onde fui, e sigo leve, sem precisar permanecer. Onde a essência se perde, o riso silencia e o sentir já não floresce, eu sigo meu caminho, leve e livre, espalhando luz e cores pelo mundo.

Minha vida virou uma monotonia, onde sempre rodamos, voltamos e paramos na mesma estação como se a vida pulasse a primavera e só vivesse na estação onde as flores não florescem.

Eu quebrei a minha capela.


A capela onde eu fazia minhas orações belas,
onde ficavam quentinhos e quase seguros os grandes sonhos que eu cuidava com zelo, carinho, e aquele brilho inocente que só uma criança tem.


Era o meu pequeno templo secreto,
guardado dentro de mim
como quem protege uma chama que nem sabe ainda que pode apagar.


Mas lembro.
Lembro das primeiras vezes em que arruinaram as estruturas da minha capela.
E dói ainda hoje, como se o eco daquelas pedradas não tivesse parado nunca.


Eu era só uma criança.
Uma criança com uma capela tão linda, tão cheia de cor, cheia de futuros possíveis…
e tão frágil.


Tão absolutamente vulnerável a mãos que eu amava demais para esperar que fossem elas as primeiras a golpear.


Foi na véspera de Natal
aquela mistura de cheiros, luzes, risadas e expectativas
que a primeira grande pedrada voou.
Não sei se foi por descuido, por ignorância
ou por uma crueldade que os adultos não assumem nem pra si mesmos.


Mas foi certeira.
E quebrou a vidraça da frente mais bonita da minha capela.


E ninguém sabe como ela era linda.
Ninguém nunca viu.
E o mais triste é que nem eu consigo lembrar direito da cor daquele vidro,
da forma da luz que entrava por ele.
É terrível perder até a memória do que te fazia brilhar.


A gente espera pedradas de estranhos,
de quem passa na rua sem olhar na nossa cara.
Mas nunca de quem a gente ama.
Nunca de mãos que deveriam construir, não destruir.
Como dói.


Cada pedrada doeu.
Cada pichação.
Cada pequeno vandalismo que parecia bobo, mas arrancava um pedaço gigante do que eu sonhava ser.
Me acostumei tanto à dor
que quase achei que ela fosse parte da arquitetura.


E eu tentei manter.
Tentei demais.


Pintei, repintei, redecorei,
segurei paredes com as próprias mãos,
me apoiei nos restos de mim mesmo pra continuar de pé.
Eu era só uma criança tentando restaurar uma capela que parecia uma catedral inteira
com as ferramentas imaginárias que tinha no bolso.


Mas o tempo não perdoa rachaduras.
Nem tempestades.
Nem vozes que gritam e comparam ou humilham mais do que acolhem.


E sempre vinha uma nova chuva,
alagava tudo,
desbotava meus sonhos até eles perderem cor, cheiro e sentido.


Tentei tapar os buracos.
Tentei erguer o teto.
Tentei pôr de pé o que já tinha morrido em silêncio.


Mas o teto caiu.
E junto, eu.


Salvei alguns sonhos,
os que ainda respiravam,
mas estavam tão feridos que muitos desistiram no meu colo.


Outros sumiram sem deixar rastro.
Outros morreram sem eu entender quando.


E mesmo assim eu fiquei ali,
esperando a chuva passar
como quem espera que o tempo um dia devolva o que levou.
Mas o tempo nunca devolve.
Ele só leva.
E às vezes leva tudo.


O sol veio e queimou o que sobrou.
Me queimou também.
E cada queimadura levava mais um sonho com ela.
E quase que me levou inteiro também.


Quando o vendaval de setembro voltou,
as paredes que restavam já não tinham força nenhuma.
Eu tentei segurar, desesperado,
mas cada rajada levava embora outro sonho,
como se fossem folhas secas que eu não tinha como manter comigo.


Hoje, mais cedo,
o último deles partiu.
E eu chorei como nunca chorei na vida.
Chorei de um jeito que parecia que eu estava desabando junto.
Sentia tanta culpa e uma absolvição que nunca vinha.


E então quebrei a última parte da minha capela.
Deixei cair.
Deixei ruir.
Deixei virar pó.
Apenas assisti sem forças.


Ali agora só resta um sepulcro.
Meu próprio cemitério de sonhos.


Sonhos que nunca viram a luz do dia,
nunca foram celebrados,
foram desencorajados, silenciados, humilhados, mal comparados, envergonhados.
Foram destruídos enquanto ainda eram sementes.


Saí de lá há alguns dias,
me arrastando,
em direção ao vale dos sonhos quebrados,
um vale enorme, cinza, preenchido de ecos que ninguém quer ouvir.


Um vale onde tantos outros chegaram como eu:
com seus templos destruídos, suas janelas partidas,
suas crianças internas chorando.


Eu vejo todos.
Mas não sei se eles me veem.
Ou se se importam.
Talvez cada um esteja preso na própria ruína.


Alguns riem,
mas é um riso vazio.
Um riso que não ilumina nada.
Tudo ali é frio, sem propósito.


Eles brindam com copos vazios,
como se comemorassem ausências e desapego
Alguns preferem ficar no frio e sozinhos
Outros se olham no espelho,
mas ignoram o relógio


e esquecem que o tempo é um fio curto,
tão curto que às vezes não dá pra dar um nó.


Ninguém parece amar de verdade ou temem a vulnerabilidade disto
Só querem parecer algo,
querem impressionar sombras que fazem com suas velas acesas num bar.


Eu não encontrei ali um lar.
Então, mesmo cansado,
subi em direção à montanha.


No caminho encontrei o Oráculo do Tempo.
Ele me disse que dali em diante,
cada passo custaria mais tempo.
Eu não entendi.
Mas ao olhar nos olhos dele,
vi uma linha inteira de existência passando em um sopro.
Minha vida coube em um instante,
num piscar de olhos que nem piscou direito.


E eu percebi:
não importa quanto tempo passe por fora,
por dentro a primeira vidraça quebrada
nunca envelhece.
As dores não respeitam cronologia.
O trauma é atemporal.
Ele mora no mesmo lugar,
com o mesmo impacto,
com o mesmo corte.


E eu ainda estava lá:
no vale dos sonhos quebrados,
preso, me sentindo menor, ferido,
tentando reconstruir com as mãos sujas de pó.


E então… veio a parte que mais doeu:
percebi que a criança que fui,
aquela que segurava uma capela inteira com as mãos pequenas,
ficou presa no momento das primeiras pedradas.
E eu cresci ao redor dela,
como uma casa construída em volta de um escombro
que ninguém nunca teve coragem de remover.


Ela ainda está lá.
Sentada entre ruínas.
Chorando baixinho para não incomodar.
Esperando que alguém
quem quer que fosse
voltasse e pedisse desculpas, que não era verdade
Mas ninguém voltou.
Ninguém nunca volta no ponto certo da dor quando a gente mais precisava.


Então eu continuei andando,
carregando um tempo que pesa demais,
olhando pra trás como quem busca algo que nunca teve chance de existir.


No fim, o Oráculo do Tempo disse que todo passo tem um preço
porque a gente, no fundo, não caminha no espaço,
a gente aprende forçadamente a caminhar dentro das próprias feridas na esperança que elas cicatrizem de forma sutil, sem marcas expostas que nos deixem feios.
E quanto mais longe tentamos ir,
mais percebemos que você nunca abandona a criança que chorou no início de tudo.


Ela segue lá.
No vale.
Com a capela destruída.
Me chamando sem voz,
pedindo para ser salva
como eu tentei salvar meus sonhos.


E talvez a maior tragédia
não seja ter perdido a capela,
nem os sonhos,
nem o tempo.


Talvez a maior tragédia seja saber
que eu nunca consegui voltar por ela.




Matteus R Lopes

Estou na solidão dos dias sem graça, onde o tédio é minha melhor companhia.

Não me peça para te esperar se eu mesmo não sei para onde vou; não há ninguém à minha espera, lá onde as portas permanecem abertas.

Desperto das profundezas da minha alma, onde por tanto tempo repousaram sentimentos silenciados — sufocados pelo peso do arrependimento e pela ausência de compreensão. São emoções que, até hoje, permanecem invisíveis aos olhos daqueles que jamais tocaram a felicidade intensa e verdadeira que um dia me habitou. Essa felicidade, tão vívida em mim, tornou-se um segredo mal interpretado, uma memória que pulsa em silêncio, esperando ser reconhecida..

Um sonho febril me arrebatava com tigo mulher ardente, onde teus lábios percorriam minha pele como uma chama viva, dançando em silêncio, acendendo cada sombra adormecida em mim.
Tua nudez — luz que atravessa a escuridão — guiava meus sentidos, entregando-se sem temor ao magnetismo que nos consumia.
A cada toque, um incêndio;
a cada suspiro, um abismo se abria.
Era um fascínio insano, doce e selvagem, onde teu corpo se moldava ao meu como se já tivesse nascido para caber ali.
Segredos antes escondidos brotavam entre nós, desejos ancestrais se revelavam, e tua presença invadia minha alma com a força crua de uma paixão sem máscaras.
Naquela entrega total, éramos um só ser pulsando no mesmo ritmo,
e o mundo, acuado pelo nosso fogo, simplesmente desaparecia.
Restava apenas o êxtase — voraz, profundo, infinito —
um desejo que não acaba, apenas se reinventa.

Me perguntaram de onde vem a minha certeza que serei um vencedor, e eu respondi: simples, eu tenho a marca da promessa, nasci para vencer porque creio no todo poderoso e todo aquele que é nascido de D' Ele, nasceu para ser vitorioso.

A minha vontade agora é de sair caminhando em uma estrada sem
Saber onde vou chegar, sem tempo pra retornar, sem que ninguém esteja a me esperar.

A minha vontade mesmo era sumir do mapa ate mesmo dos pensamentos das pessoas dos sentimentos, da vida, como se pudesse ser desfeita toda minha história na terra, que eu pudesse voltar de onde eu vim.

A minha vontade no momento era ir pra um lugar que eu nunca fui mais eu sei que eu vim de la, eu nao sei oq tem la mais com certeza é melhor do que o que tem aqui, é um paradoxo sem fim, parece embaraçoso, mais eu sinto saudade do que eu nunca apalpei, como ser ja tivesse vivido intensamente.

A minha vontade mesmo era sair voando pelo espaço vendo coisas novas sem preocupar com o tempo, pq o tempo ja ficou pra traz e nao me governa mais, estarei a cima do jugo do tempo que tanto me aflinge.

Que minha solidão me sirva de companhia. Que eu tenha coragem de me enfrentar. Onde a minha paz de espírito seja sempre em primeiro lugar, diante de todas as aflições da vida.

Aporto neste cais minha poesia, onde existe muita vaga para você ancorar

Vem…
não como quem passa,
mas como quem fica.
Vem fazer da minha vida o teu abrigo,
onde teus medos descansem
e teus sonhos acordem.
Que meus braços aprendam o desenho do teu corpo,
e meus beijos saibam pronunciar o teu nome
sem precisar de voz.
Vem correndo para o que é simples e eterno,
vem de mãos dadas com o agora,
porque quando a lua nos encontra,
ela sabe: somos dois feitos de um só sentir.
Se o vento tentar nos separar,
que ele apenas leve a certeza
de que amor não é caminho…
é destino.

Sou o que sou.
E não me moldo para caber onde não me reconheço.
Minha essência é minha —
não se negocia, não se rouba, não se apaga.
A gente não deixa de ser quem é por causa de uma frustração.
A dor não nos anula, ela nos esculpe.
Aprendemos a nos moldar sem nos perder,
a nos vestir de oposição sem abandonar a verdade.
Porque quem sabe quem é
atravessa o caos sem se trair.

Restaura minha paz, Jesus!
Cura onde dói,
Cura onde analgésico nenhum pode chegar.

Linda, maravilhosa mulher,
rainha do meu caos e da minha lucidez.
Onde escondeste aquele sarcasmo feminino
capaz de sorrir enquanto devasta certezas?
Tua ambição é chama fanática,
ardor que não pede permissão.
Em ti, o pecado vira filme antigo,
proibido, belo, perigoso —
não de sangue, mas de desejo vivo.
Tua cama não é lugar:
é palco.
E no espetáculo da luxúria,
cada gesto teu é arte que me desarma.
Eu te desejo sem pudor de palavras,
melindrosa e bruta, doce e sacana,
porque foste moldada para a sedução
e eu, para me perder nela.
Cleópatra moderna,
tu és parte de mim — mais e mais,
império que cresce dentro do peito
onde razão nenhuma governa.
Eleva teu poder, mística sedutora,
vem profanar meus medos,
blasfemar contra o silêncio.
Tua boca no meu corpo
é feitiço, é reza,
é bruxa doce chamada felicidade.

Descobri que minha alegria não mora em lugar fixo.
Ela vive onde meu peito respira em paz, onde não preciso me encolher para caber, onde posso ser inteiro, intenso, verdadeiro.
Minha alegria mora nos encontros que aquecem a alma, nos silêncios que não doem, cheios de acolhimento, no aconchego dos abraços que parecem casa e nos olhares que dizem "fica" sem usar palavras ou gestos, onde tudo é dito, sem nada dizer.
Quanto ao caminho? Sigo sempre em frente, sem sentir necessidade de olhar para trás, em pequenos passos, andando sem pressa, dando apenas um passo de cada vez.
Não sei exatamente onde termina, mas sei para onde estou indo: em direção ao que me faz pulsar, sem máscaras, sem filtros, onde me escolho todos os dias.
Vou na direção do amor que não machuca, na esperança de um dia tê-lo, na fé que sustenta, na leveza, na paciência e na gratidão que aprendi a merecer.
Se for preciso, serei tempestade, mas agora, escolho ser abrigo.
E se alguém me perguntar onde mora minha alegria, direi com serenidade: ela mora onde o amor é verdade e é para lá que estou indo...🌴🌴🌴

Se um dia a minha ausência ecoar em você, volte à memória onde tudo começou a se perder.
Eu fui presença antes de ser falta.

Deus, coloque-me onde a minha essência brilhe mais e as oportunidades boas, perfeitas e agradáveis me persigam! ✨🙏🏻