Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
Sou uma pessoa legal, compreensiva e gosto de tratar todos com respeito. Mas não confunda minha gentileza com fraqueza. Sei ser paciente, porém tudo tem limite. Então, pode contar com o meu melhor, só não abuse da minha boa vontade.
Um peso morto
O frio da madrugada gela meu corpo.
Inerte estou à beira do mar...
Minha mente a divagar...
Como um barquinho perdido sem rumo pelas ondas a rodar.
Abandonada emocionalmente
Tento colocar minhas coisas num melhor lugar...
No meio de uma bagunça que não é pouca... tenho a impressão de que vou ficar... louca...
Do mar espero que venha o conforto
Entro nele devagar... o corpo mais frio começa a ficar...
Boio mansamente nas águas salgadas meu corpo s salgar...
Deixo a onda me levar...
A boiar... a boiar...
O sol nasce no horizonte.
O calor de volta traz.
Volto pra areia silenciosamente...
Minha dor no fundo do mar...
Novo dia.
Esperança.
Alegrias?
Deixará meu caminho de ser torto?
Deixarei eu de ser pro mundo um peso morto?
Deixarei de ser um peso morto...
renascerei em brisa leve, um novo alento,
a sombra se dissolverá em luz,
e o silêncio cantará promessas novas,
nascerá uma força das profundezas de mim que me erguerá e libertará,
vivendo eu, enfim, solto, em paz e vento?
Eis aí um pensamento que me traz na brisa um alento...
Sou oculto!!! E até quando o barqueiro vier me buscar de volta para minha casa, jamais me compreenderei, por mais que tente incessantemente. Eis o dilema da humanidade.
Vou-me embora pra Pasárgada: minha Pasárgada
Estou de partida,
malas prontas...
é hora da despedida.
À cidade que me acolheu
digo adeus...
parto sorridente,
good bye a toda gente...
Nem sente,
coração ingrato...
Fato!
Verdade convincente:
saudade... meu coração nem antessente...
Lágrimas tantas derramadas...
mil sorrisos no rosto falsamente costurados...
dor profunda (in)disfarçada...
vou-me embora tão contente.
Adeus, bye bye, good bye, so long
até logo... até mais...
Mentira:
até nunca mais.
Voltar!? Jamais...
Sou "rainha e falsa demente".
Minha Pasárgada bem à minha frente
Abre as portas... abre alas... e me recebe – tão maravilhosamente eu chego contente.
Uma vida de deslumbramento do seu portão pra frente.
Deixo pra trás meu passado rasgado, pisoteado, picotado, amargurado, acabrunhado, desalmado, pra sempre acabado.
Re-ta-lha-do... propositalmente da minha mente deletado.
Rosangela Calza
Andorinha... e a vida minha
“Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa…”
Ah! Vida sem propósitos...
Sem intento, sem intenção...
Acorda de manhã e segue qualquer sentido, qualquer direção.
O Sol sabe seu rumo... seu objetivo diário...
O que vem clarear... a vida que vem a todos proporcionar.
E isso a cada dia que pelo céu está a passar...
Ah! Vida que segue qualquer sentido...
Sem sentido certo...
Que dia comprido...
Com passos (in)certos
Rodeada de vida vive o mais estéril deserto.
O vento sopra de cá pra lá
De lá pra cá... o tempo todo a trabalhar...
Invisível ao mundo, poeira a espalhar...
Poeira a limpar!
Ah! Vida desassossegada...
dia a dia incomodada... acomodada?
Inquietada...
Impressionada...
Que não serve pra nada.
Desmediocrizada?
E ninguém me disse nada na porta de entrada.
Rosangela Calza
Minha estrada
É comprida esta estrada à minha frente
E vazia de gente.
Não é a minha estrada nem a mais bela, nem a mais feia...
É minha... vou seguindo por ela
Às vezes a tudo tão indiferente.
Às vezes se apresenta tão vazia... às vezes tão cheia.
Esta estrada que a cada dia se faz
Não tem forma de voltar atrás...
É só seguir em frente... em frente... em frente.
Ela é tão igual e tão diferente.
Às vezes ela me parece tão certa...
Às vezes, a estrada mais errada.
Mas dela não saio por nada.
Conheço o que meus pés podem pisar.
Conheço os obstáculos que consigo ultrapassar.
Conheço o que me pode fazer parar.
E a minha estrada é generosa comigo...
Desconhecida, sim...
Depois de cada curva não sei o que ela reserva pra mim...
Mas sei que, seja o que for, minha estrada é feita pra se encaixar de forma perfeita em mim.
... do começo ao fim.
Rosangela Calza
Amor... saudade eterna
Vieste, pra minha vida, um dia vieste.
E me deste toda a felicidade do mundo, me deste.
Foste, o amor da minha vida, foste.
E um dia te foste.
O amor eterno prometido,
em mil pedaços partido.
O amor eterno “que prometeste”
“era bem pouco e cedo se acabou”...
Partiste...
Triste me deixou...
Mas “de ti conservo no peito a saudade celeste” que do eterno amor ficou...
Amor eterno... em saudade eterna se transformou.
Rosangela Calza
Inverno implacável
No inverno que se estende, frio e implacável,
minha alma vagueia, perdida e sem abrigo.
Procuro a poesia, mas a esperança é frágil,
as palavras escapam por entre meus dedos, como o vento pelas frestas da janela... gelando completamente meu lar, meu abrigo.
Desiludida, caminho por ruas de sombra,
onde o eco do silêncio grita ardorosamente.
A beleza se esconde, a luz já não assombra,
e em cada estrofe, sinto o peso da vida... meus pés dormentes.
Mesmo na noite mais sombria e profunda, porém,
a chama do sonho não se pode apagar.
Pois mesmo cansada, a busca é fecunda,
e um dia, quem sabe, renasça a esperança de recomeçar.
Assim, a dor se transforma em verso,
e o inverno cede espaço ao calor que amana do universo.
Coração traidor
Se foi contigo a minha beleza,
A minha felicidade, a minha fé e a minha autoestima,
Perdi tudo, querido, em minha incerteza,
Pois ao te expulsar, traí o que o coração estima.
Apaixonei-me por outro — que mera ilusão...
Pois, em cada gesto ou defeito alheio,
Era você quem ainda habitava o meu coração.
Hoje vejo que troquei o amor verdadeiro,
A certeza do porto pela incerteza da estrada;
Perdi meu abrigo, meu mundo inteiro...
Volta, querido, nem que seja em sonho, nesta jornada.
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.
Noite de 359.160 Horas
Hoje minha noite foi longa,
Nem sei bem como explicar,
Parecia que o tempo inteiro
Resolveu acelerar.
Arrisco dizer sem medo,
Pra ninguém duvidar agora:
Minha noite teve o peso
De 359.160 horas.
Horas cheias de lembranças,
De carinho e gratidão,
De pensamentos correndo
Disparados pelo coração.
Buscando qualquer maneira,
Mesmo sem arte ou teoria,
De dizer o quanto me orgulho
De ser sobrinho da minha tia.
Não sou poeta famoso,
Nem artista de profissão,
Mas quando o sentimento fala
A palavra acha direção.
Hoje escrevo o que grita
Dentro do peito, sem demora:
Um amor cheio de orgulho
Que cresce a cada aurora.
Meu coração se derrama
Em palavras pelo caminho,
Misturando frases soltas
De carinho e com carinho.
Cheio de adjetivos vivos
E figuras de linguagem:
Metáfora que ilumina,
Comparação que anuncia,
Personificação que sente,
Ironia que desafia,
Antítese mostrando opostos,
Eufemismo que alivia,
Metonímia que representa,
Hipérbole que amplifica.
Porque ser ANDRADE, minha gente,
É carregar tradição:
É ter coragem no peito
E firmeza na decisão.
É ter força na batalha,
Cuidado no coração,
Dedicação no caminho
E fé como direção.
É ter voz mansa que acalma,
Mas firmeza na razão.
Por isso digo sem medo,
Com verdade que não se esconde,
Que sua presença, minha tia,
É luz que sempre responde.
E digo "hiperbolicamente",
Pra ninguém ter dúvida agora:
Eu e toda nossa família
Te amamos mais que 359.160 mil horas.
Estrangeiro em Minha Própria Terra
Sou brasileiro de nascimento,
mas estrangeiro por inclinação;
caminho entre vozes familiares
e nelas não encontro habitação.
Não me seduzem as celebrações ruidosas,
nem o fervor das multidões em festa;
há em meu espírito um silêncio antigo
que à algazarra sempre se manifesta.
Não busco abrigo em bares iluminados,
nem encanto nas noites de ocasião;
vejo taças erguidas ao instante efêmero,
enquanto procuro sentido e reflexão.
As tradições que muitos exaltam
não despertam em mim admiração;
parecem-me frágeis como névoa dispersa,
incapazes de prender meu coração.
Onde outros encontram alegria,
encontro apenas breve distração;
onde celebram costumes e símbolos,
percebo distância e contemplação.
Talvez o erro não esteja na terra,
nem no povo, nem na canção;
talvez eu seja apenas um viajante
em perpétua busca de outra visão.
E assim prossigo, só e pensativo,
entre a pertença e a negação;
brasileiro pelo acaso do destino,
mas cidadão da inquietação.
Em toda minha angustia, caminhei sem esperança, vivi momentos de ilusão, até que uma luz brilhou sobre minha alma!
Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
João 8:12
Minha carne veste a essência dos meus ancestrais.
Minha cor é armadura forjada na travessia dos tempos: alvo da violência, mas também instrumento de enfrentamento.
Carrego na pele a memória de quem nunca se rendeu.
Porque preta não é ausência de cor; preta é presença, é nobreza, é raiz, é resistência.
Eli Odara Theodoro
Minha carne é a roupagem da essência ancestral.
Minha cor é armadura: atrai a violência, mas também a enfrenta.
Sou preta.
E preta é cor de nobreza, de memória, de luta e de permanência.
Preta é a cor da resistência.
Eli Odara Theodoro
Sonhei com a minha sogra reclamando que recebia muita gente na casa dela, por isso, seu marido, meu sogro, acabou fazendo um murinho com portão, mas mesmo assim as pessoas continuavam a entrar e a incomodar ela. Depois ela ficou muito zangada e pediu para meu sogro fechar de vez a parede da frente pra rua e não deixar nenhuma porta, a entrada ficou sendo pelo meu entender, nas portas do fundo somente.
Eu olhava a parede pelo lado de dentro, sem ter mais a porta, com o meu marido e ficávamos procurando a saída, mas não havia e eu acordei.
Julho de 2023
Sonhei com a minha avó já falecida, dizendo que não queria mudar o telhado da sua casa, que era de telhas, para telhado de "pau a pique" eu dizia que se ela não quisesse, era só deixar o telhado e Mudar só as paredes da casa, que precisavam de uma reforma.
Eu em seguida dizia pra ela tomar banho, que tínhamos que sair, então dei a ela meu shampoo e creme pra colocar no cabelo, ia dar o shampoo do meu marido, mas vi que já estava acabando, então não dei, ela saiu pra tomar banho e me olhava com um olhar muito duro.
Julho de 2023
Acabei de sonhar que havia um vulcão soltando larvas dentro da sala da minha casa.
Sonhei com " noiados " me oferecendo drogas, e eu repudiava.
Sonhei com cães ferozes, dentro de um caminhão gigante, acorrentados e famintos. Loucos, latindo altamente, querendo devorar - me. Apenas um cara fortão e gordo, segurava todos eles com força total, enquanto eu fugia.
E pra terminar. No final havia dentro da minha casa, uma outra mulher estranha, e meu marido não era meu marido. Era outro cara que tinha o mesmo nome, porém curtia s3x0 a três. Acordei atônita.
Agora são exatamente 05:25 da manhã.
Eu acordei atordoada e escrevi isso, e pensando assim;
- será o que toda essa mistura de acontecimentos significa? 11/12/2019 21:54
30/11/2017
Acordei pela manhã após uma longa noite de pesadelos infinitos.
Reflexos da minha realidade ainda lembrados sem que eu pudesse impedir.
Chorei mais uma vez.
Como se aquilo me machucasse inteiramente por dentro.
No sonho, eu e meus irmãos éramos totalmente massacrados por nosso pai.
Não fazíamos barulho algum.
Nem mesmo conversa.
Ele nos ameaçava com palavras terríveis.
Como no passado, quando éramos crianças.
Igualmente.
Até que resolvemos partir pra longe dali, da nossa casa.
Mas, no atalho que passávamos, vi atrás, há alguns metros, meu pai apontando uma arma pra nós.
E aconteceu.
Ele matou primeiro meu irmão do meio, acertou bem no coração.
A segunda bala atingiu meu irmão mais velho, no qual é cinco anos mais jovem que eu.
A terceira bala, me atingiu, bem no peito.
Ele acertou em cheio nossos corações.
Vi meus irmãos caírem, a passos de distância de mim.
Foi difícil conter as lágrimas, enquanto eu também morria com um tiro no coração.
Morremos os três. Só o irmão caçula que não foi morto, pois ele tinha ficado pra trás.
Acordei, e foi um impacto tão forte que não contive minhas lágrimas.
Bom, não peço e nem quero tais pesadelos.
Mas, infelizmente o passado me atormenta todos os dias.
Mas, pelo menos, eu tenho liberdade hoje pra viver a minha vida.
Meu pai, sempre foi o vilão do nosso fracasso.
A gente tenta conter as lembranças ruins, substituindo - as por coisas maiores. Que possa nos trazer paz.
Mas, em uma vez ou outra, pesadelos vêm, como se fossem trazidos por espíritos do além, que parecem querer devorar nossa felicidade.
Mas, não conseguirão jamais.
Passamos por tantas coisas nessa nossa jornada, que é difícil acreditar que ainda estamos vivos.
Sentimos orgulho do que somos agora.
Nós somos filhos de Deus.
E a nossa história, por mais que seja complicada e dolorosa de lembrar, somos mais que vencedores."
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