Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

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Eu não sou o Macaito e a minha mãe não é Maria. O meu nome completo é Paulo Macaia, sou filho de Paulo Macaia Poba e Alfonsina Buconzo Ngoio. Não me confundam com o Macaito ou qualquer outra pessoa.

Eu amei ele, caminhei ao lado dele por um tempo e compartilhei minha fé.
Isso fez parte da história dele, e da minha também.

Se eu pertencesse um dia a todas as famílias, talvez entendesse a minha?
Se eu visitasse todos os corações, entenderia como está o meu?
Seria necessário morrer para entender que estou vivo?
E, se fosse… será que eu morreria?

“Eu aprendi, em meio à solidão, a amar tanto a minha própria companhia, que permanecer sozinha já não pesa… parece, na verdade, uma excelente escolha. Porque a paz que construí dentro de mim vale mais do que qualquer presença vazia.”

"Eu tenho princípios e valores e defino minha oralidade!!"

"Se a geopolítica não me consumir, eu consumirei o mundo com minha visão!"

Eu fico tão chateado
vendo minha impotência diante de tudo,
como se eu tivesse chegado tarde
a um incêndio profundo.


Odeio qualquer tipo de injustiça.
Cada gesto cruel me atravessa,
cada silêncio diante da indiferença
parece uma culpa que também me pesa.


E no meio desse caos eu existo,
condenado à consciência de mim,
como alguém jogado na sarjeta
sem destino, essência ou fim.


Lançado em um mundo sem essência,
sou condenado a me inventar
na solidão da existência,
e entre ruínas, continuo a mudar.


Não há destino escrito para mim.
Há apenas a tarefa de escolher.
Cada escolha me compromete.
E mesmo assim sou livre ou condenado a ser?


No fim, existir é isso:
não se curvar à mentira bonita,
não normalizar a violência explícita,
mesmo quando o mundo pede submissão,
seguimos em construção.


É escolher sem garantia, na contradição,
é sustentar a liberdade como condenação,
é negar o que nos diminui em toda situação,
é carregar sozinho o peso da decisão,
e ainda assim afirmar a própria condição.

Olhando as estrelas ontem, eu lembrei da minha mãe, da minha infância, de que tudo se torna verdade se a gente acreditar, inclusive que algumas coisas na vida são passageiras, e que isso nos proporciona uma visão amplificada da imensidão desse Universo.

⁠Você é igual a Flor
que eu vi num certo jardim.
A flor nasceu para ser admirada,
mas você minha amada,
nasceu para mim!

⁠Na minha ansiedade tenha paciência e na minha loucura me traga paz e me perdoa se eu fingir demência mas tem assunto que machuca demais 💔

⁠Minha trajetória nunca foi fácil, mas eu não gosto de estabelecer comparativos.

Eu tentei fugir do meu destino
E até mesmo na minha tentativa vã de fuga
Ele me encontrou
Descobri então que a fuga também fazia parte.

Carta à minha alma gêmea


Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado.


Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem.


Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”.


E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença.


Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.

Paciência, o negócio que eu não sei dominar, mas auxilio com minha força de vontade, alcançando onde eu quero chegar! Enfim...💆

A Cortina da Pressa é Afastada e A Sensibilidade de Poeta se Atenta.

Eu e a minha querida e velha mania de admirar o céu como se estivesse admirando deslumbrado uma exposição de arte natural, mesmo que por apenas alguns instantes, pois cada instante desses é simplesmente especial, seja durante o dia ou à noite — quando aquilo que é admirado às vezes nem parece que é real.

Vários quadros sem molduras e pintados sem pincel ficam expostos nas alturas, sempre um diferente do outro, até com poucos detalhes de diferença entre cores, formas e texturas — resultados grandiosos após a soma rica de seus pormenores: frutos fascinantes da Sapiência Divina, com certeza, uns dos melhores.

Tal oportunidade de admirar não acontece com frequência, entretanto, basta afastar a cortina da pressa para que uma brecha na rotina seja encontrada — uma grande janela aberta que em nada combina com um olhar superficial apressado: convida a sensibilidade de poeta, que admira o que beira surreal de um jeito bem aprofundado.

Que por onde eu passe deixe rastros de minha luz, mesmo que para alguns de meus desafetos representem sombra, mas mesmo assim a sombra é como as nuvens densas que se dissipam com o calor e o esplendor dos raios de sol, que são tudo que tenho a oferecer, mas de coração aberto e tentando aperfeiçoar minha alma nessa caminhada evolutiva onde somos imperfeitos buscando o acerto através dos erros.

Hoje, a minha criança me chamou para passear
Então, eu a levei
[Eu nem tenho filhos]

Desabafo:
A minha vida é uma longa história, e nela eu aprendi que nem sempre vai ser uma história de felicidades, vai ter amor, felicidade, tristeza, dor, medo, inúmeras coisas que vai se passando e construindo grandes histórias em nossas vidas, seja de fracasso ou superação... todos os dias temos novas linhas para serem traçadas em nossas vidas!

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.

Sempre me colocaram no topo e eu quis descer de lá; quero viver a minha vida e não às expectativas dos outros.