Minha Alma tem o Peso
“O ciclo do cotidiano como vertigem ontológica”
— por Leonardo Azevedo
O verdadeiro peso da existência não reside na finitude biológica da morte, mas na consciência da repetição. É na experiência reiterada do viver, na mecânica dos gestos diários, que se inscreve o esgotamento do sentido. O despertar para mais um dia não é, em si, um ato de esperança, mas um reinício automático de um roteiro previamente ensaiado: as mesmas perguntas sem resposta, os mesmos rostos carregando máscaras, os mesmos vazios preenchidos por estímulos descartáveis. Este não é apenas o drama do tédio — é a constatação de que a vida, em sua forma bruta, oferece pouco além da permanência do esforço.
Há um tipo de horror silencioso que emerge quando se percebe que a mudança é, na maioria das vezes, cosmética. Que os sistemas se retroalimentam para manter a ilusão de movimento, enquanto o indivíduo permanece paralisado no centro da engrenagem. Não é a morte que assusta, mas a vida que se perpetua sem ruptura, sem catástrofe redentora, sem clímax ou epifania. A angústia contemporânea não nasce da falta de sentido, mas da multiplicação de sentidos voláteis que não se enraízam — como ecos dispersos que não encontram corpo para habitar.
Esse medo da vida não é covardia. É lucidez. Uma lucidez que reconhece que a consciência é, em si, uma maldição e um privilégio. Pois ver com nitidez a própria prisão não garante a libertação, mas inaugura a tragédia do saber impotente. E ainda assim, paradoxalmente, é nessa consciência do absurdo que se pode vislumbrar uma rebelião: a escolha de resistir, não porque há um sentido último, mas porque há dignidade no ato de continuar, mesmo sabendo que a rotina pode não cessar — e que a liberdade talvez não seja romper o ciclo, mas encará-lo de frente, sem se anestesiar.
Sob o véu da noite sombria,
um homem caminha em solidão,
carregando o peso do mundo em seus ombros,
enquanto o brilho de seu jaleco enfrenta o inexorável destino.
A chuva, como uma dança melancólica,
derrama suas gotas como confissões silenciosas,
lavando não apenas o asfalto encharcado,
mas a alma cansada e sobrecarregada.
Luzes tímidas iluminam seu trajeto,
como faróis de uma esperança distante e tênue.
O chão úmido reflete sua solitude,
enquanto seus passos ecoam em um ritmo pausado e incerto.
Aqui se revela o retrato de um herói anônimo,
cabisbaixo, mas inquebrantável.
Ele carrega a vida e as dores de muitos,
mas quem, afinal, se encarrega de carregar as suas?
Chego à maturidade da vida livre do peso das certezas, e reconheço nas alegrias das crianças a leveza de quem não tem pudor de estar repleto de perguntas.
SETEMBRO AMARELO 🎗️
"Havia um peso e não tinha como ser mudado e como se não fosse possível ela desapareceu. Pequenas letras e palavras que nunca seriam lidas com sorrisos, sussurros que nunca foram ouvidos e, como o outono, todas as folhas foram-se para sempre;
Infelizmente ninguém notou ou imaginou que ela, que estava tão sorridente, estava se afastando. As lágrimas não conseguiram regredir a tragédia vista, sim, ela tirou a própria vida."
Perdoar, é se livrar do peso do sentimento ruim...
Lembre-se: para alçar voos mais altos, é preciso leveza.
Aprendendo com os sentimentos
Quando a tristeza se instala no peito, é como se um peso insuportável esmagasse a alma tornando cada respiração um esforço sobre-humano.
Os dias cinzentos se multiplicam, as lágrimas inundam os olhos e a esperança parece se dissipar como fumaça ao vento. Em meio a essa tempestade emocional, a vontade de desistir sussurra em meus ouvidos, tentando me arrastar para um abismo de desespero.
É difícil lutar contra essa maré de melancolia que inunda meu ser, é exaustivo manter a chama da esperança acesa quando tudo ao redor parece mergulhado em sombras. As forças parecem escassas, os sorrisos rareiam e a sensação de solidão se torna avassaladora.
Às vezes, o pensamento de simplesmente desistir, de deixar para trás as dores e os medos, parece tentador. Mas então lembro-me de todas as batalhas já vencidas, de todas as cicatrizes que carrego como troféus da minha resiliência.
Um amor quando é sincero percebe-se fácil, não parece ser um peso, nem carece ser cobrado, então, merece bastante apreço, sendo continuamente cativado, pois o desprezo é inadmissível diante de algo tão bom e raro.
Já o amor que é falso, pode muito bem passar despercebido, não por ser esperto, mas por ser muitas vezes ignorado por um coração aflito que não quer admitir que não está sendo amado numa relação que não faz sentido.
Quanto mais vivo for o amor por Deus e por si mesmo, menor será o risco de ignorar uma falsidade danosa e também de amar falsamente, considerando que quem se ama de verdade, é capaz de amar de volta verdadeiramente.
Quantas vezes colocamos
todo o peso nas costas
e esquecemos que de Deus
vem a nossa força
e que é a vontade Dele
que prevalesce
e não a nossa?
Está muito além de um esforço físico, de perder peso e de levantar alguns quilos, é um tipo de momento terapêutico particular para se trazer um pouco de equilíbrio à mente, para se fortalecer contra o desgaste da rotina, das responsabilidades, para vivificar a autoestima, um ato de bondade consigo, uma compreensão que muitos que estão fora desta realidade, nem se aproximam, entretanto, o que importa é que quem pratica possa compreender, assim, se Deus quiser, poderá desfrutar o máximo que uma simples atividade física é capaz de oferecer.
CARREGAR O CADÁVER
Viver é mais do que um peso
Viver é carregar o próprio cadáver nas costas
Lentamente...
Dilacerantemente...
Deixar putrificar substâncias entrópicas, fétidas e químicas...
Ao mesmo tempo ter consciência de que tudo pode acabar...
Num instante, num sopro, numa ventania...
Mas milagrosamente resta a fé do crente que descortina adiante as certezas, ou nas in-certezas do filósofo...
Tudo na vida será um fim...
Resta aproveitar a "viagem", o "intervalo" e esperar o fim...
ou não...
Amém!
As vezes, o peso do mundo parece pesado nos meus ombros e me encontro navegando pela escuridão da minha própria mente.
EM OUTRAS VIDAS
A vida é tão linda!
Mas parece que você não entende
tornou-se um peso
Jogatina e seus meios amores
Tornaram-se meu sofrimento
Criando mudanças em mim
Seus compromissos, sua rotina tóxica
Resumiram-se a isto!
A um nada de um tudo!
Sem responsabilidades
Sem atitudes
Moleque
É Sua história
Você disse que seu amor grita em brasas em seu peito
Então abra seus olhos
Escancara seu coração
Deixa o medo ir
Não olhe para trás
Têm algo errado, acertei ?
Então deixa essa criança em segundo plano
Liberte o homem que há dentro de você
Ele é digno, amoroso
Ele não é vil
Olha, sei que você enxerga
Sei que me entendes também
O que me diz?
Juro que na próxima vida
Não vou correr para os seus braços
Não vou olhar em seus olhos
Não vou te abraçar forte
Juro que na próxima vida
Não vou te dar as mãos
Não vou ficar ao seu lado
Não vou dizer eu te amo
Aos pedaços decidi
Primeiro vou te cancelar
E depois vou partir
Entenda
Isso não é vingança
O universo vai te cobrar
Não tenho controle da sua alma
mas a Divindade tem
A decisão é imutável
Você vai sofrer!
Ao longe ficarei observando
Entenda
Isso não é vingança
É só Ceifador observando suas mazelas
Juro que na próxima vida
Não vou correr para os seus braços
Não vou olhar em seus olhos
Não vou te abraçar forte
Juro que na próxima vida
Não vou te dar as mãos
Não vou ficar ao seu lado
Não vou dizer eu te amo
Aos pedaços decidi
Primeiro vou te cancelar
E depois vou partir
"A Justiça falha quando os julgadores perdem o interesse em aplicá-la, deixando o peso da lei nas mãos da indiferença e a sociedade à mercê da injustiça."
O ciúme seguido de desprezo
Compara-se a crime hediondo
No amor não cabe tanto peso
Outros desse jeito se impondo
Arrependa-se pelo o que fez, e nunca terá o peso do arrependimento por não ter feito ou encarado sua decisão de frente.
