Minha Alma tem o Peso
eu olho pra você preco
minha respiração , mal
consigo respirar ,
Quando te encosto
sinto que estou a voar.
Quando você fala, comigo
Uma felicidade me domina,
Você é a minha, expiração
dos meus poemas.
Sabe muito bem o que fazer pra que eu enlouqueça
Esse papo já não entra na minha cabeça
Eu queria era saber o que você deseja
Mas se não disser, cai fora
Disse à minha sombra que queria ficar com o sol. Minha sombra sussurrou de volta as instruções para criar uma memória. Observei a luz do dia subir até doer meus olhos, então os fechei e me ensinei a lembrar.
Este foi o
grande aprendizado que obtive [durante a depressão]:
Saber que as rédeas da minha vida estão nas minhas mãos e que, sabiamente, eu devo entregá-las a Deus.
Minha pele preta
ruge com a lembrança
do sofrimento passado.
Nossa ascendência
é parte do que somos hoje.
Nutre nossa consciência.
Hoje não é uma derrota em alguma área específica da minha vida que me definiria como um perdedor, sim não aprender com os erros através das experiências adquiridas, isso seria a maior de todas as derrotas.
Por que não saberia valorizar nada, o amor e a importância que cada uma pessoa exerce em minha vida, mesmo que nelas existam defeitos e venha cometer erros algumas vezes.
É aonde reconhecemos, nos levantamos e buscamos ser melhores; voltamos a caminhar e a sonhar com dias melhores e perfeitos em Deus.
Ricardo Baeta
Quanto mais me aborrecem, mais exerço a minha confiança em Deus. Dos outros já não espero muito e o que vier de bom desfruto enquanto há tempo. Estou ciente que perfeito mesmo, só Deus!
Minha vida em versos
Selda Kalil & Edson Nelson Soares Botelho*In memoriam*
Como ondas do mar às vezes sem lugar
Destravada e com trejeito rezo meu terço
Vim do sertão e dos matagais sem berço
De bem com meu canto, credo e tradições.
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Nas minhas genéticas obscuras sem conexão
De professor adotei a vida informal
Através dos cantos e das almas sofridas
Dos louvores e das labutas de vida.
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Nas minhas andanças de tempo criança
Da vida extinta sem abraço e sem afago
Solta no mundo vivendo o perigo dos náufragos.
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Hoje com jeito e de bom trejeito, vejo no céu meu sossego.
Se for certo ou incerto, este é o meu apego.
Meu credo e rezas são vendavais, que me levam até aos céus.
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Minha teoria era que, se eu me comportasse como uma pessoa confiante e alegre, acabaria acreditando e me tornando isso. Sempre tive traços de força em algum lugar dentro de mim, não era falsa, era apenas uma forma de reunir minha coragem e não deixar nenhuma dúvida rastejante atrapalhar minhas aventuras. Esse método funcionou na época, e funciona agora.
Te recebi como a um belo presente
Ao saber que era minha, alegrei-me
Agora como lembrança, entristeço-me
Pois não mais te tenho em meu presente.
Na minha época de criança, ferida se curava com merthiolate 😖. Lembram??! Depois veio o mercúrio 😁. E hoje, o merthiolate nem arde mais. O que quero dizer é que: sempre haverá algum escape de CURA, só depende de se queremos ser curados ou não. Doendo ou não. Eu ainda estou relutante, mas estou buscando o caminho pra essa CURA.
Dia 17 de Maio você me deu o melhor Bom Dia da minha vida, abro um enorme sorriso sempre que lembro.
Na minha visão humana,hoje não consigo visualizar se o amanhã haverá a liberdade de antes. Sinto uma dor e a sensação de que vai demorar cicatrizar as dores das muitas feridas,na vida de amigos e irmãos.
Eu a amava tanto
Que não a dividia
Ela não era só minha
Mas em meu coração vivia
Tocava para ela músicas que não entendia
E ela dançava em sintonia
Dançava e dançava
Dia após dia
Eu a observa enquanto bebia
Ela era a única que sabia
Que apesar de todas ela só ela eu queria
A minha dançarina era minha poesia
Minha sede é de você, minha fome é do nosso contato, que está no passado, o agora fica triste, o futuro não existe.
Quando eu escrevo textos
muitas vezes estou perdido
no jogo de labirinto
da minha mente
Só que a diferença entre todos
os jogos de labirintos
que eu joguei
é que todos
tiveram um
fim.
Centro da Cidade
Caminham sérios como penitentes de batina,
Que tipo de grito espalha toda minha gente?
O mesmo do pedinte solitário seguindo sua sina?
Ou o choro lancinante de qualquer indigente?
Há um grande espaço vazio entre cada esquina,
Que se povoa de pedaços de ilusão ingenuamente,
Num doce olhar grisalho ou no sorriso da menina,
Que se aperta no trem lotado sofregamente.
Então, fatigada e inerme a cidade sua...
Passam-se as horas, o tempo, a vida e até a rua
Cujo nome se perdeu na ladeira da memória.
Prédios, sonhos, monumentos... tudo é história.
Quando o velho farol da praça se abre de repente,
Automóveis, motos, almas partem velozmente.
H Patria
1984 Janeiro.
