Minha Alma tem o Peso
Há algo de misterioso na maneira como as almas se encontram, como se fossem fios de um mesmo tecido entrelaçados pelo destino. Desde o primeiro momento em que te vi, senti uma força inexplicável nos unindo, como se, em meio a bilhões de estrelas, nossas luzes fossem destinadas a se reconhecer e brilhar juntas. Não sei ao certo de que matéria são feitas as almas, mas sei que a sua e a minha compartilham a mesma essência, uma conexão que transcende o tempo e o espaço, ecoando nos recessos mais profundos do nosso ser.
Em cada gesto seu, percebo fragmentos de mim, como se estivéssemos redescobrindo pedaços perdidos um no outro. O som da sua voz ressoa como uma melodia familiar, tocando as cordas mais delicadas do meu coração. E nos seus olhos, vejo refletida uma história que parece tão antiga quanto o universo, uma história de duas almas que sempre pertenceram uma à outra, navegando por vidas e épocas diferentes, mas sempre se reencontrando, como se fôssemos feitos para estar juntos.
Nosso amor não é apenas um encontro de corpos, mas um reencontro de almas. É como se o universo, em sua infinita sabedoria, tivesse escrito nossos destinos em linhas paralelas, que finalmente se cruzaram para jamais se separar. E agora, à medida que seguimos juntos, sinto que estamos cumprindo um propósito maior, vivendo uma verdade que poucos têm o privilégio de experimentar. Porque, no fim das contas, nosso amor é mais do que uma simples união; é uma celebração daquilo que sempre fomos: duas almas gêmeas, destinadas a compartilhar uma vida e uma eternidade juntas.
Apaixonar-se é como despir a alma e deixá-la exposta ao vento. É aceitar a beleza da fragilidade, permitir-se ser tocado pela incerteza e entregar-se ao desconhecido, mesmo sabendo que o controle já não é mais seu. É confiar que, na vulnerabilidade, reside a verdadeira força do amor.
Amar você é como tocar o infinito com as pontas dos dedos, um universo que se abre apenas para quem ousa se perder. O mundo ao redor desaparece, e só resta a nossa existência suspensa, onde tudo parece fazer sentido. Mas amar é também expor a alma, deixar o coração nas suas mãos, vulnerável como vidro fino.
Quando você sorri, é como se o meu mundo inteiro se aquecesse ao brilho do sol. Quando estamos juntos, o tempo se curva, obediente, e nos dá o presente de uma eternidade em cada instante. Mas, ao mesmo tempo, existe uma fragilidade. O poder que você tem de me tocar tão profundamente também pode me quebrar de forma irreparável.
E, se um dia você for embora, levará consigo a parte mais preciosa de mim. O mundo, antes repleto de cores, será um borrão desbotado, e o silêncio da sua ausência será ensurdecedor. No entanto, escolho te amar mesmo assim, porque a intensidade desse sentimento vale cada risco. Amar você é viver à beira de um abismo, com a alma nas alturas e o coração à mercê do vento.
Se o amor é uma prisão, então que seja nos seus braços, pois só neles a liberdade existe.
Queimamos a vela dos dois lados, sem medo do fim, vivendo cada instante com intensidade. Somos fogo e faísca, consumidos pelo desejo de viver o agora. Em teus olhos, vejo o reflexo do meu próprio ímpeto, como se nossas almas soubessem que o tempo é breve, mas o amor, eterno.
Deixemos que o mundo arda ao nosso redor, enquanto somos chama, enquanto queimamos de paixão, sem reservas. Porque, se o fim há de chegar, que ele nos encontre exaustos de tanto amar, plenos de tanto viver.
Meu coração é de metal, forjado no calor de batalhas passadas, endurecido por cicatrizes visíveis e invisíveis. Cada batida é um eco surdo, marcado pela resistência de quem já se feriu demais para sentir com a mesma intensidade de outrora. Nas minhas veias, não há paixão impetuosa, mas um sangue frio como o gelo, que percorre meu corpo com calma, lembrando-me que a emoção agora se submete à razão.
Ainda assim, mesmo com essa couraça, há um brilho tênue que resiste. Porque, apesar do metal, há um pulsar sutil que não se apaga. Talvez seja a lembrança de um amor que um dia aqueceu esse sangue gelado, ou a esperança, ainda que pequena, de que um dia o calor retorne.
E quem sabe, um toque delicado, um olhar profundo, seja capaz de derreter o gelo, suavizar o metal e relembrar-me do que é sentir com a alma desnuda.
Uma alma ressuscitada pelo encontro do olhar certo, como se o coração adormecido finalmente despertasse para pulsar em ritmo de vida. Essa é a força do amor verdadeiro: trazer à luz aquilo que estava perdido nas sombras.
Minhas palavrasa podem estar muito longe do as pessoas querem ouvir...
E talvez próximas de um julgamento que não posso permitir...
Durante muito tempo acreditei...
Nos sonhos que desejei...
Fiz bolhas de sabão...
Que vivendo a realidade...
Levou essa minha ilusão...
Mistura de sentimentos...
Em fatos banais...
Alma indecisa...
Que em todos os dias...
Busca a sabedoria...
Mediando minha alegria...
Na porção do meu ai...
Busca longa...
Que nunca a encontra...
Em meu faz de conta...
Volto a sonhar...
Obra prima de vontade a jorrar...
Do amanhecer ao entardecer...
Na labuta diária...
Ditoso e agradecido...
Aguardo compassivo...
Ser mais iluminado...
Sorrio com vontade de chorar...
Disfarço com maestria...
Meu rosto torna-se então....
Uma paisagem...
Fria...
O coração lá dentro se arvora...
Na balança monótona das horas...
Escorrem de segundos em segundos...
Pendatemente em passos fundos...
Não espero recompensa...
Conheço a ingratidão...
Acredito que a vida é bela...
Que é para ser vivida...
Se na dor for queimado...
Renascerei das cinzas...
Sandro Paschoal Nogueira
Vazios que se preenchem...
Semelhantes e tão diferentes...
Não sou tudo...
Mas de tudo sou um pouco...
E do nada que pronuncia...
Surjo como um louco...
Não tenho medo de me expor...
Livro aberto...
É melhor ser sincero...
Do que um traidor...
Luto comigo mesmo...
Todo dia...
E cansado da luta...
Às vezes...
Me entrego...
É me deito...
Quase não sorrio...
Não tenho assim tanta vontade...
Choro mais com facilidade...
Porém faço isso sozinho...
Não permito muita liberdade...
Nesse umbral que vivo...
Não quero viver na infelicidade...
Quando pensamento sombrio...
De mim se acerca....
Penso em algo a fazer...
Talvez pintar...
Talvez escrever...
Me entregar jamais...
Não pode ser...
Plantar uma flor ...
Bem tanto me faz...
O beijo do sol...
O vento amigo...
Uma volta na rua...
Um bom dia...
A boa tarde...
Um sorriso de amizade...
Rir das dores...
É o melhor a fazer...
Aquietar o coração...
Acreditar que nada é em vão...
Perceber nos gestos alheios...
Nos olhares trocados...
Tanto em comum...
Assim minha alma fala...
Tecendo essas poucas palavras...
Sandro Paschoal Nogueira
#Em #meu #sonho #destilado...
Desvende meu segredo...
Como vinho que espera ser saboreado...
Na essência de minha paixão...
Sem fugir da forma de ser...
Onde minha alma possa descrever...
O tempo contado nas batidas do coração...
Meu amor assim é contado...
Entre passos e compassos...
Sem saber nem quando...
Sem saber nem onde...
Assim te amo...
Porque não sei amar de outra maneira...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho.
#Se #isso #não #é #um #sonho...
Então me diga o que é...
Feliz eu sou...
Aprendi o valor que se tem em sonhar...
Fogo que consome a alma...
Que devora a solidão...
Não sei onde meus sonhos foram parar...
Bate mais forte meu coração...
Já não me emocionava tanto como antes..
Mas tudo mudou assim que lhe vi...
Ao passar por aqui...
Mentalmente comecei a lhe despir...
E em sorriso disfarçado...
Necessidade senti...
Em lhe seduzir...
Conquistar não é suficiente...
Quero a felicidade...
De amar eternamente...
Desperta em mim pensamentos..
Inimagináveis desejos...
Tormenta de sentimentos...
Que tento esconder...
Seu olhar é o bastante...
Para minha alma perder...
Quero me embriagar em lábios...
Todo seu mel sorver...
Esquecido das noites frias...
Em seu corpo irei encontrar...
Uma razão para a vida...
Motivo para amar...
Eu só quero lhe confessar...
Minhas palavras em declaração...
Doce sedução...
Acho que me perdi...
Totalmente em ti...
Para mim... você significa muito...
Ate aquando vai me resistir?
Sandro Paschoal Nogueira
O cavaleiro
No deserto de uma cidade...
Um cavaleiro surgiu...
Dominando o baio a cavalgar...
Veio ao meu encontro...
Queria um novo amor encontrar...
Lamentou comigo...
Um amor perdido...
Mas que por ele...
Não foi esquecido...
Silenciosamente dissipou minha escuridão...
Trouxe consigo alegria...
Plantou flores em meu coração...
Suas palavras galantes...
Me soavam como verdade...
Jovem de sorriso encantador...
Verdadeiro em tudo o que sente...
Sei apenas que às vezes estremeço...
E se um dia...
Eu tiver que pagar por meus pecados...
A esse cavaleiro...
Me entregarei com desejo...
Não tenho a intenção...
De resistir a condenação...
Livre é o cavaleiro...
E livre também é minha alma...
Nos caminhos da vida...
E de onde busco a certeza...
Não há vento, fogo ou espada...
Eu o amarei e o seguirei pelas estradas...
Sandro Paschoal Nogueira
"Às vezes tudo se resume
Em uma extraordinária trilha sonora.
E nos vemos dançando no meio da sala,
o eterno soul de Aretha Franklin"
SEU OLHAR TU ALMA
Ao olhar-te profundamente penso ao pensar no que tu pensas e percebo assim a pureza de tu alma
Então inebriar-se com está imagem, reviver o passado e suplicar a Deus um toque acalentador no coração dos maturados para que enxerguem novamente o mundo com um olhar de uma criança que na vida de tudo que é puro,
É o que de mais singelo há.
221022III
A alma clama, e num silencio profundo, onde o único som que se ouve é o da respiração do corpo, surge o compreender do silencio, o discernimento e a sublimidade da serenidade e fé.
"Afirmar para uma pessoa especialista em etimologia humana,que existe alma penada, é como dizer com sarcasmo que, a lua e o sol são quadrados e que a terra é também."
Esta falácia sempre vai querer enganar você, dizendo que depois da morte, a alma (=faculdades mentais) vive. Ora,se a morte é completamente o oposto da vida como poderá existir vida (= que é composta das faculdades mentais) na morte ( = o fenômeno que destrói as faculdades mentais) ?
A escuridão que carregamos em vida se dissolve quando percebemos que, na memória dos outros, somos a luz que nunca se apaga
