Minha Alma tem o Peso
As vezes a gente só quer ficar só... Ouvir o som da própria respiração e acalentar a alma com os nossos pensamentos mais felizes.
Lágrimas da Alma
(Jelres Freitas - Dezembro/2012)
Lágrimas da alma,
Se traduzem em pensamentos.
Quão grandes sentimentos,
Quão puros sofrimentos.
Oh Alma Porque Choras?
É uma pena que as palavras sejam finitas
Por mais que sejam bonitas
Me encontro em situação aflita,
Jamais encontrarei guarida
Ao tentar me expressar.
Sentimento que tenta desabrochar,
Mente que hesita em pensar,
Medo de que possa eclodir,
Será que vou eu resistir?
Oh, o que decidir?
Decisão? Difícil de se tomar!
A quem declamar?
Penso, por que preocupar?
Se tudo passa, isto há de passar.
"Quando era criança eu
chorava de saudade das
pessoas que eu gostava
sem entender o sentimento
Hoje eu sei que ela é a
válvula de escape pra aliviar
as dores da alma quando as
lembranças maltratam"
Choramos por diversos motivos, porém, as vezes não queremos demonstrar a ninguém, por mais que esse choro nos sufoque por dentro.
A fotografia da alma
E quem dera poder te guardar em minhas fotografias, registrar a alegria da sua alma perante meu sorriso bobo e largo, diante da beleza dos seus olhos; janela que me encanta com brilhos intensos, olhos famintos e insaciáveis.
Sede da alma que a fotografia não sentiu, mas era de ti o meu desespero em saciar essa vontade que me consumia; queria, ao menos, uma gota poder te guardar; registrar em um único lugar tudo que eu queria ter para a eternidade.
Sou fotografo amador, como amar não dispensa dor; da alma não sou excelência, apenas aprendi a ser aprendiz nessa existência.
Minha foto favorita é a que me faz companhia.
O exílio mais árduo não é o da terra natal, mas o de si mesmo — quando a alma se esquece do caminho de volta ao coração.
A alma só cicatriza onde aceitou sangrar — e o que chamamos de cura é, quase sempre, uma forma elegante de conviver com a ferida.
A educação que adestra a memória e esquece a alma é apenas um adorno para o ego.Instruir sem despertar é como acender uma vela sob um balde virado. O saber que não conduz à liberdade é apenas outra forma de cativeiro com diploma.
O amor que espera retorno é comércio; o que permanece, mesmo em silêncio, é semente de eternidade. Só ama incondicionalmente quem já morreu para o orgulho. O amor sem condições não busca se completar no outro, mas transbordar dele.
Morrer não é o fim: é apenas o regresso ao silêncio, com as pegadas do mundo ainda gravadas na alma.
A alma desce ao corpo como um viajante a um porto estranho, sem mapa nem idioma. Viver é decifrar esse enigma com os olhos fechados.
