Meu Eterno Amor minha Filha
Sigo inquieta, nunca aquieto-me.
Não, mentira, minha.
Quando há nosso enroscar de pensamentos e olhares, a calma transborda, o tempo pára...
É dificil aceitar que a minha vida não é assim tão boa quanto se parece. Por dentro dessa pessoa alegre e divertida, há uma alma corroída devido aos estragos do amor. Ele entrou como um furacão, e destruiu tudo que um dia eu tanto demorei pra construir.
Vim aqui para te dizer adeus! Minha amiga, você foi muito importante para muita gente e hoje você desceu na sua parada e vai continuar sua viagem de outra forma. Cícera, valeu muito ter convivido com você, minha querida.
Espero que seja muito feliz em sua jornada e que Deus guie todos os seus passos.
Restos, raspas, cascas ficam soando como farsas em minha mente... Muita disposição mental para limpar tudo que não agrega.
Queria que olhasses na minha cara e me falasses mal. Anda, vá em frente! Eu agüento! Livre-se logo de todo esse peso e rancor que carregas sobre as costas por minha causa. Bata nas paredes, quebre as portas ou desconte toda tua raiva, com força, em mim. Prometo não reclamar. Mas pelo menos, depois disso tudo me olhe, mas olhe no fundo dos meus olhos com toda aquela intensidade que um dia me possuiu devorando-me com uma única tragada. (E os tragos me fazem lembrar de ti, uma ironia e tanto.) Eu ao menos gostaria que entendesses esse meu infinito todo vulgarmente conhecido como minha vida.
Com todo o meu amor um pouco torto,
Carol.
"você é o cara" , já dizia uma música de uma das minha ídolas até pouco tempo atrás. Se bem que não se aplica a música toda a você, então transcrevo essa parte e o complemento fica por minha conta. Você é o cara que me embola os pensamentos, que me faz ter desejos desmedidos, que me ilude, que eu quero, que me faz bem, que me confunde, que me prende em algum sentimento que não consigo entender, que me faz querer-te e não te ter, que eu desejo o beijo a todo momento, que eu quero estar sempre pendurada no pescoço num abraço que nos sufoque, que eu tô querendo p. mim, que parece querer fugir para preservar algo que não quer que acabe mas se esquece que existe o tempo como agente natural dessa situação, então por que não fazer as coisas direito?. Você é o cara que me tem feito fazer as mesmas escolhas sabendo que o que eu perco é algo ou alguém que me daria o que eu quero com você e assim entramos em uma cadeia viciosa, evitando algo entre nós eu acabo evitando algo entre eu e o outro. Por que será tão dificil p. vs ?
Queria mesmo que tivesse acertado todas as vezes que disse não.
Saudade da minha vida, da minha cama, das coisas passadas e vividas, dos dias de morte, das coisas arrependidas. Saudade da minha insanidade, feliz pelas coisas que aprendo na faculdade; mas quando me lembro dos meus amores impossíveis, sinto que vivo correndo do meu medo, das minhas próprias verdades.
Cavalheirismo interesseiro
Saindo da casa da minha namorada, que agora é ex-namorada, isso faz uns três meses, eu acho, fui dar uma passada na praça, coisa que não fazia havia tempo, por causa das repressões do namoro. No caminho encontrei uns amigos e a Margarida. Eu não tinha nada com a Margarida, muito menos imaginaria ter algum dia. Passei apenas pra dar um alô, e já me despedi e Margarida foi comigo até a praça, paramos numa lanchonete, ela não queria comer, ficou fazendo-me companhia enquanto eu comia.
Tivemos uma conversa muito agradável, embora eu não me sinta bem quando estou comendo e conversando com alguém. Tenho medo da imagem bizarra das minhas mastigações e minhas abocanhadas no sanduíche, isso é muito pessoal. Mas eu gostei muito da doçura, da inteligência e da sensatez daquela menina, mas logo vinha à minha mente a lembrança do meu compromisso de namoro.
Meu último ônibus era às vinte e três horas, e trinta minutos, e já eram vinte e três e vinte minutos, ou seja, eu tinha ainda dez minutos até o ônibus aparecer. Ela decidiu ir embora também, não havia mais quase ninguém na praça. Margarida morava ali perto, eu poderia acompanhá-la até em casa, mas mesmo que eu voltasse correndo pro ponto passariam os dez minutos. Eu poderia ir andando pra casa, mas demoraria quarenta minutos, e eu tinha namorada, portanto o cavalheirismo não valeria à pena.
- Tchau Margarida, obrigado pela companhia.
- Obrigado você, boa noite!
Um mês depois eu estava solteiro, e apaixonado por Margarida, e ela nem olhava mais pra mim.
Maldito cavalheirismo interesseiro!
“Minha crítica ao crescimento não tem fundo ‘moral’, nem mesmo ‘ecológico; é uma crítica feita em nome de um outro modo de agir no mundo. A tese central do meu ‘Apelo aos vivos’ é a de que o problema do crescimento não é apenas um problema econômico e político, mas acima de tudo um problema de fé, uma vez que o crescimento é o deus oculto de nossas sociedades e que a publicidade é sua liturgia demente. Toda a minha argumentação baseia-se neste princípio: ‘podemos viver de outro modo’. Saber que podemos nos livrar desse mergulho suicida do atual modelo de crescimento é um ato de fé”
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“Toda a revolução profunda nasce da conjunção da miséria e da revolta com a esperança e a fé. A grande fraqueza das igrejas cristãs é o seu distanciamento dos movimentos populares e a degradação da fé transformada em religião. Dessa dupla mutilação, a revolução de um lado, e as Igrejas de outro, decorre nossa incapacidade atual de operar as mutações necessárias à nossa sobrevivência e à nossa vida”
vem aqui agora, e toma minha alma, me queime em seus braços me sufoque em seus sonhos, me faz querer, me tenta, não pergunte não há mais voz, a noite aos poucos se apaga e o sol vem com a luz tão mortal quanto aquelas verdades que não me dizem mais nada, ah! vem, pegue minha mão e me leve, me siga - eu não vou andar -eu não vou querer ter que esperar pelo tempo que passou, vem o trem já vai sair a vida já vai ir embora, não acorde não abra seus olhos eu não quero deixar teus sonhos... vc não ve ? eu não posso mais, estou trancado, estou perdido, sozinho, estou parado, ancioso e com medo confuso e intrigado, olha são meus passos ecoando no vazio ralo de seus olhos sem vida, deixa o brilho morrer e acaba por matar a flor torta que nunca vai nascer....
"Descobri a importância que ele tinha pra mim, quando descidi seguir a minha vida sem ele.
Foi como dizer a uma flôr que ela teria que sobreviver daqui pra frente sem a luz do sol"
Balanço...
As mãos seguram as correntes.
Sinto vento em minha face, cabelos...
Após o auge, o retorno, de dorso...
