Meu Eterno Amor minha Filha
Meu jeito
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Nesse tempo que te tenho,
num momento em pensamento...
Tudo eu diria se me houvesse a ti dizer
Mais do que de mim encontras num olhar.
Ah! se eu pudesse te falar
Tudo que me fazes palpitar...
O silêncio que mim faz te declarar
É o mesmo que confessas todo o meu jeito de te amar.
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Edney Valentim Araújo
Ah, meu caro, se deixássemos Machado de Assis esculpir com palavras o retrato de um namorado, certamente haveria o mesmo brilho sutil de ironia e a profunda percepção das complexidades do amor que permeiam suas obras. Vamos, então, imaginar como seria a celebração de tal romance sob a pena de nosso astuto cronista.
Meu amado, és como um personagem machadiano, que encanta não apenas pela presença, mas pela riqueza de teu interior. No teatro da vida, assumiste o papel não de um Bentinho consumido por ciúmes, mas de um Pedro de Alcântara, que oferece amor com a generosidade de um imperador e a lealdade de um amigo. És o herói romântico sem as tragédias que costumam seguir os passos desses personagens, mantendo sempre o equilíbrio entre a paixão e a razão.
Em cada capítulo de nosso amor, revelas nuances de um Capitu, com olhos de ressaca que me arrastam para o mar profundo de tua alma, mas sem os enigmas e as ambiguidades que ela carrega. Tuas palavras têm o poder de Virgília, encantando e seduzindo, porém sempre transparentes e sinceras, sem os véus de mistério que Machado tece ao redor de suas figuras femininas.
Como um bom romance machadiano, nosso amor possui suas peripécias e reviravoltas, mas ao contrário dos contos de desencontros do bruxo do Cosme Velho, o nosso é tecido com a firmeza dos laços que apenas se fortalecem com o tempo. Cada dia ao teu lado é um novo capítulo, não de suspeitas e desventuras, mas de descobertas e alegrias compartilhadas.
Com a sabedoria de Machado, lembramos que o amor não é apenas feito de momentos de êxtase, mas de uma série de pequenas felicidades cotidianas, aquelas "migalhas" que Brás Cubas, em retrospecto, tão amargamente subestimou. No entanto, em nossa união, cada migalha é um banquete, cada pequeno gesto, um tesouro.
Portanto, meu estimado, meu amor, meu companheiro, saibas que em cada linha que o destino escreve para nós, encontro mais uma razão para celebrar a nossa sorte de estar juntos. Machado poderia muito bem ter escrito um romance sobre nós, onde o amor não termina em tragédia, mas continua a florescer, página após página, num eterno e grato desenrolar de afeto e companheirismo.
Ah, meu caro, tu és, de fato, o retrato do que Machado poderia muito bem ter desenhado em suas crônicas afetuosas, ou em seus romances cheios de nuances humanas. Permita-me, então, evocar o espírito de nosso venerável Machado para celebrar a nobreza de tua amizade.
Em tua figura, meu caro, vejo refletida a saga de um Quincas Borba, mas sem suas misérias filosóficas; possuis antes a lealdade de um José Dias, sempre pronto a oferecer não só conselhos, mas também teu sincero apoio nos momentos mais tristes e incertos. És aquele amigo que, mesmo nas adversidades da vida, jamais se desdobra em egoísmo; ao contrário, expande-se em generosidade, abrindo não só as portas de tua casa, mas principalmente as do coração.
As vezes, nos encontramos em encruzilhadas de capítulos difíceis e enredos complicados que a vida nos apresenta, semelhante aos dilemas que Machado gostava de explorar em sua vasta obra. Em tais momentos, tuas palavras possuem a força de um conselho de Brás Cubas, porém sem seu amargo ceticismo. Tens o dom de aliviar os pesos da vida com a leveza de teu espírito jovial, uma verdadeira raridade neste nosso palco terreno, cheio de atores que frequentemente esquecem de seus papéis.
Tu me recordas que, apesar de vivermos em um mundo onde as aparências muitas vezes prevalecem, a essência de uma verdadeira amizade nunca perde seu valor. Como Machado nos ensinou através de suas personagens complexas e multifacetadas, é na simplicidade dos gestos de bondade e na constância do apoio fraterno que as relações humanas encontram seu maior significado.
Não precisamos de muitas palavras para confirmar as verdades do coração, mas, como bem saberia nosso sábio Machado, é sempre bom reiterar que tua amizade é um livro aberto, sempre pronto a oferecer novos capítulos de companheirismo e entendimento mútuo. E por tudo isso, meu estimado amigo, tu és, verdadeiramente, o mais certo das horas incertas.
Ó estimado companheiro, irmão de jornada,
Tuas passadas ao meu lado são bênçãos contadas.
Teu espírito jovial, coração de menino,
São faróis a iluminar caminhos tenebrosos,
E em cada trilha escura, cada vala escondida,
Encontrei teu sorriso, tua mão estendida.
Lembras-te das lutas, das tempestades enfrentadas?
Tu, bravamente, lado a lado, sempre firmado,
Como um castelo antigo, de pedras não abaladas,
Teu coração — um porto seguro, sempre aberto,
Recepáculo de sonhos, dores, esperanças,
Refúgio seguro nas horas mais amargas.
Nos momentos áridos que a vida por vezes traz,
Quando o fardo pesa mais que a alma pode aguentar,
Tuas palavras, qual maná no deserto, me sustentam,
Elevam meu espírito, renovam minha força.
Ah, quão rica é a certeza que trago no peito,
De jamais, em nenhum instante, estar sozinho!
Nem sempre as palavras fluem para expressar
A profundidade de um laço que o tempo não desfaz.
Porém, é reconfortante, é um tesouro verdadeiro,
Saber que caminhas comigo, amigo leal e sincero,
E que em cada encruzilhada, em cada novo desafio,
Terei teu sorriso amigo, teu coração como abrigo.
Eis o meu canto para ti, irmão de estradas e sonhos,
Guardião das memórias, das lutas compartilhadas.
Que os ventos levem minha gratidão infinita,
Por seres meu amigo, meu porto, minha guarida.
Tua amizade é o tesouro mais rico que possuo,
Meu camarada, meu irmão, em todas as jornadas.
S•E•N•S•A•ǕՕE•S
Quando fecho os olhos,
Vejo o reflexo do teu ser,
Borboletas dançam em meu estômago,
Um êxtase difícil de entender.
Coração acelerado,
Pele arrepiada pelo toque,
Sensações que se entrelaçam,
Numa dança de amor e choque.
Entender a vulnerabilidade,
É aceitar o amor como é,
Um sentimento tão complexo,
Que nos faz perder o pé.
Paralisada diante da tua essência,
O mundo parece congelar,
O coração bate num ritmo intenso,
Um eco do amor a ecoar.
“Eu te amo” sussurra a alma,
Mas será que compreenderás?
O medo nos impede de avançar,
E encontrar a nossa paz.
Então, te pergunto com ternura,
Será que sentes esse medo a vibrar?
Ou preferes viver no desamor,
Sem arriscar o coração a amar?
Enfim, presa naquela mesma armadilha de sempre. Você me pergunta o meu problema, e quando eu relutantemente respondo, começa uma briga.
Meu Amado
Voltando para casa, com a mente despreocupada, não estava pensando em nada relacionado a você, mas de repente olhei para o céu... E vi uma única estrelinha... Só uma... No imenso céu só ela brilhava lá no alto, mesmo que a lua tenha a sua luz a pequena estrelinha se destacava na imensidão, fazendo com que eu me lembrasse de ti, minha pequena estrela, és único e tem seu próprio brilho, os meus olhos vê esse brilho fazendo com que eu te admire...
Espero um dia te encontrar e admirar pessoalmente o brilho dos teus olhos.
No intricado labirinto do meu ser, há uma teia de caminhos que se entrelaçam como anastomoses, conectando os fragmentos da minha alma. E no centro desse emaranhado, encontro-te, minha alma gêmea, o ponto de convergência onde nossos destinos se fundem em um só. Como artesãos do destino, nossos corações se uniram em uma anastomosis perfeita, onde cada batida ecoa em sincronia, cada suspiro é compartilhado e cada sorriso encontra seu reflexo no outro. Somos a manifestação de uma conexão transcendental, onde o amor flui livremente como o sangue em nossas veias, nutrindo nossa essência e fortalecendo o laço indissolúvel que une nossas almas. Em ti, encontrei não apenas minha outra metade, mas a fonte inesgotável de inspiração, a razão pela qual cada dia é uma jornada de descoberta e crescimento. E assim, nessa dança eterna de almas entrelaçadas, celebramos a anastomosis do meu coração, onde o amor floresce em sua forma mais pura e sublime.
Hoje já é outro dia
Hoje já é tarde meu querido
Hoje já não sinto saudades
Hoje já não amo mais você
Mas...
...Ontem era dia
Ontem não era tarde
Ontem sentia saudades
Ontem te amei como nunca
Mas...nessa brecha de tempo resta-me
Memórias daquele tempo em que o tempo parava.
"Você é meu belo deslumbrar de insanidade, na alvorada do amanhecer que um dia se tornará real. Como o sol nascente a cada dia, como o amanhã inevitável, uma singularidade que, mesmo que eu não possa compreender totalmente, existe de forma tão perfeita e única que sua beleza é de uma complexidade infinita e admirável."
O meu Albatroz voa, livre, nunca perdido.
E a única coisa que lamento
É que não tenha voado comigo.
Vem cá ser meu problema, verão no meu poema. Me quero só pra ti.
Mas por que me apaixonei tão rápido?
Por uma pessoa que nem faz meu tipo? Sinceramente, às vezes mereço umas porradas.
Minha alma imatura me cansa.
Eu me sinto muito inferior com ele.
Ele entende perfeitamente minhas
confusões e me desarma facilmente.
Então, QUERIDA, poupe sua beleza!
Apesar de ser uma pessoa boa,
espero que se sinta um traste!
Espero que sinta falta de toda
minha atenção, dos elogios, das
brincadeiras, das conversas, e
até do nosso momento íntimo.
Espero de verdade que sinta
falta de todo carinho que tive
por você. Enfim, boa sorte na
vidasolitária que escolheu ter.
Terceiro dia
Quando te vi, pela primeira vez
meu coração disparou.
Quando te vi, pela segunda vez
meu coraçao se apaixonou.
Não sabia nada de você
de onde vinhas, nem para onde iria
Meu coração te amou
logo no terceiro dia.
Sentimento tem jeito estranho de aparecer
Quero alguem, que acabei de conhece.
Não é certo, eu sei
antes mesmo de saber seu nome
te amei.
Não estou acreditando, que amei tanto
só de ficar te olhando.
Posso explicar, quando te vi, uma luz
saiu do seu olhar, então sabia que iria
te amar.
O amor a gente não explica
É claro, transparente, a gente
que complica, por querer saber
sempre o porque do amor
que vem para nossa vida.
Não é por acaso o amor acontecer
Porque te amei assim?
Pergunte a Deus
Eu, não sei responder.
QUANDO MENOS PERCEBI
Quando menos percebi,
Meu coração era todo seu
Que nada fez nem falou
Eu simplesmente senti
Senti que era você, senti que era pra você
Que veio para ficar e se apossar
Da minha alma e me levar
Me levar para o mar
Para comigo navegar
Nesse oceano de amor
Em que você me transformou
E quando menos percebi
Meu barquinho virou veleiro
Pronto para viajar com você
Por todos os oceanos
Que o seu amor quiser me apresentar.
BREVE SONHO
Vós que devotei atraente prosa
Com que nutria o meu sentido
Na rosa dada e tão suspirosa
Agora, é o sofrimento referido
Deste amor, no verso perdido
O pranto, de uma dor furiosa
Rasgando a alma tão raivosa
Em um partido coração doído
Agora vejo bem que era ilusão
Mais que razão, que sensação
Apenas um passado tristonho
Seca flor que colhi sonhando
Numa sede de quem amando
Se entregou no breve sonho.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
17 maio, 2024, 20’47” – Araguari, MG
Meu Amado
Você fez meus olhos brilharem de novo, fez eu sorrir mesmo triste, fez eu esquecer meus problemas só com uma simples mensagem, você me fez amar com sinceridade... Você é meu céu estrelado.
Tolerância
Na apoteose dos desejos,
Pele com pelos dourados,
Dobras na anca curvada,
Será meu seu calor?
Divindade das curvas,
No colo, perfeição sustentada,
O caminho das mãos à cintura,
Fitar que me causa furor!
Sensuais passos de Deusa,
À olhar firme em meus olhos,
Sorrindo no canto da boca,
E meu peito em repique de samba,
E entre o flerte e o ápice, a mais prazerosa tolerância …
As ruas do meu coração
.
Onde pisas?
Com seus pés descalços,
Seria solo fértil?
Ou terreno inabitado?
.
O que te inspiras?
Descansar em meus braços,
Pés na areia,
Ou beleza dos vales?
.
Em que direção olhas?
O horizonte no mar,
Para o céu em aurora,
Ou para o amor em um olhar
.
Caminha sem medo,
Do solo, a mais bela flor,
Habitado ficou o terreno,
O caminho repleto de amor.
