Meu Corpo
Ele beijava minha boca, meu corpo e entardecia lá fora. O sol beijava o mar, eu não conseguia tirar minhas mãos dele e pensei em como não havia outro lugar no mundo onde eu quisesse estar. Naquele momento não havia concursos, processos urgentes, telefones tocando, dramas familiares ou ansiedade. Só havia nós. O mundo todas desaparecia enquanto eu o abraçava e eu pensava que não queria soltá-lo nunca mais.
Eu trato o meu corpo duramente e o obrigo a ser completamente controlado para que, depois de ter chamado outros para entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela.
É como se meu corpo fosse uma prisão e meu coração é o preso batendo nas grades da cela querendo sair.
Seu beijo
No momento
em que nossos lábios se tocaram
Foi uma sensação única
meu corpo estava quente
e rente ao seu
Ali senti seu toque
um toque diferente
único.
Não pensei que hoje
nesta noite chuvosa
Eu estaria chorando
a sua partida.
Me lembro todos os dias
daquele singelo e doce
Beijo.
Meu corpo está queimando por sua causa
Meu coração está com sede por sua causa
É como uma febre
Amanhecer...
A luz do amanhecer percorre o meu corpo
toca a minha alma e meu coração
e eu amanheço...
hipnotizada me ponho a respirar e sentir
o urdir dos sentimentos e sensações
de alumbramento e arrebatamento...
Pelos meus olhos, o cheiro do dia novinho
brinca e tem gosto de jabuticaba
madurinha no pé...
um convite irrecusável para degustar
e provar tudo de novo... de um jeito novo...
olhar diferente... olhares múltiplos
que abarcam e acolhem o sutil... o invisível...
a energia que atrai o espetáculo da vida...
um oráculo que se faz passarela e invade
meus olhos crianças curiosos e perguntadores...
Amanhece em mim, fome e sede...
nem sei do quê...
Divino à flor da pele...
Coração à flor do amor...
Alma à flor do coração...
Meu corpo à flor do teu...
o teu floresce no meu...
Nossos corações florescem
e são canteiros floridos...arrebentando,
delicadamente, bloqueios de espinhos...
caminhos de carinhos e mimos de ternura...
somos voz corpo alma coração
veludo seda algodão
a acariciar o divino um do outro...
Fascínio e mistério em rios
de sorrisos e encantamentos...
desnudos na candura de anjos
em arranjos e desarranjos celestiais e carnais...
Celebração na vibração do amor...
amor flor... amor à flor dos nossos sorrisos...
Sorrisão...
A PRIMEIRA VEZ...
A imensidão das tuas mãos
coube no meu coração...
na minha alma e no meu corpo...
um corpo feito de alma...
o coração?
Somos canibalistas ...
na lista, o teu coração na minha mão...
a minha mão? No teu corpo...
Um escopo...
quem sabe um corpo?
Outra vez...
NO CÉU...
Tuas mãos debulham estrelas em meu corpo...
desenha aquarelas surreais em meu coração...
Teu coração explode em ode
às nossas almas em
inspiração e composição...
Somos crianças e criação... somos recreação...
Nossas mãos ainda jogam amarelinha
e nossos corpos e almas e corações
ainda vislumbram chegar no “céu”...
Um céu riscado de giz
no quintal de nossos sonhos...
Chegamos no céu...
ou será sonho?
Eu queria ter passado mais tempo curtindo meu corpo quando era jovem em vez de me preocupar com supostos defeitos.
hoje eu peço desculpas a mim, peço desculpas ao meu corpo por ter odiado ele por tanto tempo, me perdoa porque eu nunca tinha percebido o quão lindo que você é, o quão lindo são essas suas curvas. desculpa por demorar tanto pra te aceitar.
Conto Apaixonado
No meu corpo fica o teu cheiro
Na minha boca os teus lábios
Minhas mãos a entrelaçar
Numa envolvente sedução.
Teus lábios a me acariciar
Tuas mãos a me tocar
O teu perfume me dominar
A que louca paixão.
Meu corpo a te desejar
De dia e de noite
Tua voz ao meu ouvido
A suspirar…
Dizendo
Te quero de novo...
27.03.21
Meu remédio, meu alívio, extensão do meu corpo. Me leva a lugares onde antes não tinha tempo para apreciar o que sempre esteve próximo. Minha bike me conecta a natureza, não preciso de quatro rodas, basta duas para isso. Em tão pouco tempo mudou minha vida, virou minha paixão, meu vício.
Meu corpo, aqui, a pensar no que será que devo acreditar.
Amanhã pela manhã qual notícia vai definir meu humor.
Os boletos que já venceram. Me venceram.
Hoje sou um monte. O jovem mais velho que já conheci.
Minha aparência é minha identidade.
Já estou passado.
Não custo mais que um mero tostão furado.
Não tenho propósitos, não carrego sonhos e nem pretendo sucesso.
O que posso fazer com essa maldita vida?
Vidro
Embaçando o box do banheiro
A água fervente passeia no meu corpo
Escorre da cabeça ao pés , passa pelo meu corpo e sai pelo ralo .
Inundando- me flui as ideias .
Quanta coisa boa eu posso fazer outras nem tanto não eu deveria cruzo as pernas e me encosto na parede, escuro úmido mas não frio .
É tão quente que consigo suar enquanto me molho .
Aquela sensação na nuca de ser observando aquele arrepio na pontas da orelha.
Sumiu o sussurro .
Endurecer.
Eu endureci. Meu coração se fechou a qualquer esperança no mundo. Enquanto meu corpo é sufocado por ondas de medo, ansiedade e vergonha, minha mente torna a me mostrar como tudo perdeu o seu valor e nada mais é como era antes. Eu trocaria muitas coisas, senão tudo, para voltar a ver o mundo da mesma forma quando era apenas uma criança ingênua: Quando os despontares de um novo dia, ainda de madrugada, eram como primavera para o meu coração, e eram mais lindos que qualquer pintura que está no louvre. Mas hoje, nada são mais que apenas a luz do sol, apenas o início de uma rotina, e que nem sequer me dou mais ao prazer de observar.
Ó manhãs de domingo, porque te tornates escuras e tenebrosas?
Ó entardecer, onde estão seus céus pintados pelos mais belos tons laranja-rosado?
Montes! Onde estão suas paisagens, donas dos mais belos quadros?
E a resposta para isso, é o mais completo e inquietante, vazio.
