Meu Coração
Comparo a saudade com uma mão enorme apertando meu coração, ela aperta, maltrata e machuca, deixa-o fraco, sem animo.
Há quem diga que ela vem com algum propósito, outros, que ela chega devido algo ter sido bom, verdadeiro. Mas qual será o seu verdadeiro significado?
Amordaçando o meu coração calou em mim uma palavra capaz de reverberar o amor mais legítimo que fez morada em meu coração. Uma palavra que redefiniria tudo o que conheço algo que descreveria tudo o que sinto uma singela palavra capaz de calar-te no mais estridente dos gritos, ou mesmo, desatina a mais secreta e profunda lágrima. Quando no universo infinito tornar-se uma vaga lembrança, algo que talvez não sejas nem mesmo por merecer uma memória sussurrarei ao destino o seu nome. Para a eternidade tornar-te-ei uma daquelas lembranças que sussurramos do passado enquanto sorrindo vivemo-las nos sonhos do presente, trazendo as lembranças surreais que vivemos juntos. Das lembranças mais ardentes, as crises que surgiram, uma palavra que fará passageiro o nosso desatino, algo que reescreve a existência algo capaz de dizer tudo o que és para mim. Algo que eterniza por entre a cumplicidade do coração ao cume da montanha, algo que ecoa pelo abismo e sobrevoa os céus, algo que estende do seu sorriso ao meu olhar, algo que só senti ao conhecer você. Não aprendi a te compreender, não quis te questionar, não preciso te procurar, no entanto, aprendi apenas a te amar, admirar os teus mistérios e não lhe procuro, pois sua morada é fixa em meu coração.
Devolva-me,
o carinho que lhe dei.
Quero guardá-lo.
Junto ao meu coração.
Fazer você dele sentir saudades.
E depois eu lhe doar, com emoção.
Devolva-me o beijo, que lhe dei.
Quero sentir o sabor que antes vivi.
Guardá-lo em minhas lembranças.
Aquele paladar que nunca esqueci.
Devolva-me o abraço que lhe dei.
Quero sentir novamente,
seu coração pulsando sobre o meu.
Quero escutar quando ele ,
com tanto calor me dizia:
Tumm..tum..tum...
Só você que eu amo assim.
Devolva-me,
o calor dos nossos corpos.
Quando nos amávamos com tantos desejos.
E eles dividiam e misturavam o mesmo suor.
O mesmo cheiro.
O mesmo calor.
Preciso disso para me aquecer.
Devolva-me...o meu amor.
Pois você me roubou,
a essência que eu mais queria.
Me deixou vazia e se foi.
Por favor!
Devolva-me!!
Pois assim, somente assim ,
o terei em meus braços novamente.
Podes até ser Planalto, mas é aqui que meu coração sobe em suas batidas... Podes ser seca, mas é aqui que meus olhos umedecem sempre no aeroporto, ao ver seus néons ficando tão pequenos quanto o espaço do meu apertado coração, ao saber que faltam poucas horas até o fatídico e infame 'tchau' para o meu amor... Podes ser cerrado, mas as raízes que meu coração criaram em ti são dignas de Mata Atlântica... Amo-te por um fruto teu, capital, bela e distante Brasília... Que venha a ver teus néons cintilantes - breve.
Eu não vou pedir pra você não ir embora,
quando meu coração ficou partido naquela cama, você não se comprometeu;
não me deves nada, esta gaiola não tem grades, nem portas;
eu não guardaria rancor, nunca fui teu guia, já tens a quem amar;
eu não vou acenar da porta, não te verei dar as costas;
prefiro fingir que estas no quarto ao lado,
e que eu não descobri que nunca vais me amar!
Que cada sentimento fluído do meu coração e, cada te amo proclamado pela minha boca nunca sejam em vão.
Nem sempre são arco-íris e borboletas
É o compromisso que nos move juntamente
Meu coração está cheio e minha porta sempre aberta
Você pode vir qualquer hora que você quiser
Meu coração só guarda recordações valiosas . O ponteiro do meu tempo já apagou as que me angustiavam .
EU NÃO SEI FALAR DAS ROSAS
Eu não sei falar das rosas,
do que se passa no meu coração,
do sentimento forte que inebria minha alma,
dessa fluidez de emoção.
Tantas vezes o meu corpo chora,
como ontem, meu corpo fala,
e te beijo.
É incrível, mas não sei definir que vento é esse;
que me carrega;
que me lança no ar;
que chacoalha minha vida; e
me faz voar alto,
perdidamente...
Percebo, tarde demais, que não tenho mais saída,
que não tenho como alcançar essa medida louca,
profana,
insensata do meu ser,
entre amar e ser,
um heterossexual.
Eu não sei falar das rosas,
nem tampouco solidão,
e me perco, sem rumo,
metamorfoseando ilusão.
Menino sonhador,
sou eu assim, sem pudor,
vivendo o que não quero,
o que não me dá gosto,
nem sorte,
nem prazer,
alimentando aparência.
Alimentando...
Pretendo escrever carta, contar minha história,
mas tem uma coisa que de pronto me apavora:
a essência do meu eu.
É tão pérfido, é tão sujo,
que não penso em tal absurdo,
que é poder desabafar.
E grito.
Grito que não sei mais falar da dor,
dessa angústia incessante,
de admitir o que eu sou.
Sou nada...
Eu não sei falar das rosas,
eu não sei falar da dor,
não sei falar demais,
não sei falar de amor.
Não sei falar se sou,
o que nasceu e me tornou,
parte do lado negro,
arco íris sem tempero,
sem vida, sem coragem,
refém dessa sociedade,
que não aceita baitolagem,
nem tampouco...
Talvez eu diga adeus,
e me frustro.
Eu acho que sei o que é amor,
dos dias que se passam,
das horas,
mas não sei falar das rosas.
