Meu Caminho e cada Manha

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Nostálgico


Nesta manhã, eu encontrei uma bergamota bem doce e sumarenta
Arauto do outono, filha de uma árvore perdida na planície
Quem me dera voltar, e depois acordar no que já era
Fazendo disso a atualização da saudade

Vozes do Eco da Mente
​Vozes do eco da mente.
Vertigens, pois o café da manhã parece ser o desejo mais secreto.
No vale das almas, vejo espíritos nas suas covas e tumbas:
O sarcófago de outros pensadores.
Desvendam o abraço profundo, o sentido da humanidade.
​Viver nas suas cavernas — antes de rochas e pedras,
Agora alegorias na mente, figuradas por fones, telas de celulares ou computadores.
O frio só exalta o ar-condicionado para climatizar o clima.
A entrega rápida da sinfonia da fome.
O filme numa tela de LED da existência alienada completa.
​A família se reúne.
Não mais para passar o final de semana, mas por obrigação moral.
Em vez de conversar sobre algo, cliques nos celulares, olhares fixos na televisão.
Parece bem interessante a interação familiar.
​A comida, cada um se serve.
Continuam ligados a cada instante do feed, na rodagem dos vídeos.
Uma voz rouca ao fundo:
"São 20 horas, é hora de tomar os suplementos alimentares."
Às nove horas devem ir embora...
Pois o enterro está terminado.
Por Celso Roberto Nadilo
A visita rápida posso voltar daqui a seis meses fiquei bem talvez volte ano que vem te amo... fique bem.

O melhor Café !!
Perfumo o seu café da manhã com amor , suavidade , serenidade e harmônia .
Perfumo com a delicadeza que lhe cabe , e com as mais lindas flores do campo
Deixo exalar os melhores e maiores sentimentos.
Perfumo o seu café da manhã com sorriso , com alegria , amor , e com o mais lindo e gostoso abraço fraternal.
Perfumo o seu cafe da manhã com frescor, com a alegria de estar com vocē, de ter vocē dentro do meu coração , e para completar :
Abro o meu coração e deixo a minha alma sorrir para vocē , e te digo com os olhos brilhando :
Vocë é mais que especial
Vocē é Supra Sumo
Vocē é um xodó dentro do meu Coração , porque quando vocē passa , consegue adoçar todos os espaços existentes com amor e autoridade , suavidade e delicadeza ..
Simone Vercosa

PRECE DA MANHÃ
Senhor, nesta manhã em que o sol está despontando no horizonte e reluzindo como sempre, ainda que encoberto pelas nuvens, venho lhe pedir, para mim, para minha família e para meus amigos, que derrame suas graças sobre nós; nos proteja de toda maldade e violência; guie nossos passos para que não sofremos queda alguma; renove nossas forças para prosseguirmos, com bondade, saúde, paz, alegria e amor e, assim, continuarmos o belo ciclo da vida. Amém.

A Proposital Queda do Império


São Paulo, 5h10 da manhã.


Aquela bolsa da Bolívia
foi o último presente.


Mas não foi a última prova
do homem que eu fui.


Eu levei nome à pele (literalmente).
Passei noites em claro,
delirando de paixão,
fumando madrugadas
como quem pudesse
queimar o medo de perder.


Eu amava assim:
sem medida,
sem contrato,
sem saída.


Amor, amores.
Bares, aeroportos,
trajetos que ainda guardam
algumas cenas em silêncio.


Velho engano:
procurar permanência
onde só existiu passagem.


Eu fui feito de excessos:
de querer ficar,
de fazer questão,
de transformar pequenos gestos
em grandes acontecimentos.


Talvez ninguém tenha pedido
tanto de mim.


Mas eu sempre fui assim:
quando amava,
erguia catedrais
onde os outros deixavam apenas portas.


Eu amava com o coração
em carne viva,
sem pele para proteger
o que quer que viesse depois.


E talvez seja por isso
que hoje eu pareça tão seco.


Não foi falta de sentimento.


Foi sentimento demais.


Até que veio a queda.


Majestosa.


Porque aquilo não era um castelo.


Era um império.


E impérios daquele tamanho
não caem por falta de amor.


Caem pelo excesso.


Eu amei demais.
Entreguei demais.
Acreditei demais.


E foi justamente pela grandeza
que tudo ruiu.


Agora eu corto.


Os sinais.
Os nomes.
As promessas.
A necessidade de entender.


São Paulo, 5h10.


A cidade ainda fuma.


Eu também.


Só que desta vez
não há incêndio.


Há cinzas.


E até as ruínas
carregam o nome
(que está literalmente tatuado no meu peito
e só poderá sair com laser)
de alguém que hoje está
com outro alguém.


A ironia é quase perfeita:


o nome continua no meu peito,
mas a pessoa já não está comigo.


Ontem, uma nova mulher estrangeira
beijava justamente aquela tatuagem
e perguntou o que significava.


Eu poderia ter contado tudo.


Mas respondi apenas:


“Foi só engano.”


Porque hoje já não é ela.


É só um nome.


E talvez essa seja
a forma mais cruel de permanência:


a pessoa foi embora,
o amor virou passado,
mas a tinta ficou.


Ela encontrou outro alguém.
Eu fiquei com o nome dela.


E essa talvez seja
a parte mais sádica do amor:


ela seguiu com outra história,
enquanto eu carrego na pele
o nome de uma história
que já não existe.


E quando perguntarem
o que aquele nome significa,
talvez eu nem precise explicar:


foi só engano.

Semiárido


No café da manhã hoje tinham, queijo coalho, amendoim, castanhas, torradas, bolos e uma porção de carneiro,


Da janela vi pessoas vendendo roupas, tapetes e tecidos diversos,


Sim, o sol estava de moer os ossos e derreter os chinelos,


Por um momento pensei que estava na Arábia, mas não de não mesmo, eu estou aqui no semiárido do nordeste baiano.

Quero alguém que me faça acreditar no amor de novo.
Que me arranque sorrisos bobos pela manhã.
Sentir meus olhos brilharem por alguém mais uma vez.

“A esperança sempre nos visita de manhã, mas logo nos abandona ao anoitecer.” Como Sísifo, todos os dias voltamos ao recomeço.
―Evan Do Carmo

QUANDO FRANKL ENCONTROU C. S. LEWIS

Imaginei certa manhã que Viktor Frankl e C. S. Lewis estavam sentados diante de uma velha janela. Do lado de fora, a vida seguia indiferente: pessoas apressadas, folhas levadas pelo vento, alguma coisa começando enquanto outra terminava. Sobre a mesa, apenas duas xícaras de café e uma pergunta antiga demais para pertencer a qualquer um deles: por que continuamos quando a vida dói?
Frankl olhou demoradamente pela janela. Ele conhecia um tipo de sofrimento que poucas palavras seriam capazes de carregar. Tinha visto o homem perder nome, liberdade, família, dignidade e quase tudo aquilo que acreditava possuir. Ainda assim, aprendera que, mesmo quando não podemos escolher nossas circunstâncias, alguma coisa dentro de nós continua procurando uma razão para permanecer.
Lewis permaneceu em silêncio. Também conhecia a dor. Sabia que a fé não impede que o coração se despedace e que acreditar em Deus não significa receber explicações para todas as perdas.
— Talvez — pensei ouvindo aquele silêncio — o sofrimento não faça perguntas sobre aquilo em que acreditamos antes de entrar em nossa casa.
Frankl pareceu concordar.
Para ele, a questão não era perguntar apenas por que a vida havia permitido determinada dor, mas descobrir o que ainda poderia ser feito com a existência depois dela.
Lewis acrescentaria outra inquietação: talvez algumas respostas estejam além daquilo que conseguimos compreender enquanto estamos dentro da própria história.
E então percebi que os dois, apesar de caminharem por estradas diferentes, chegavam perigosamente perto de uma mesma porta.
Frankl chamava aquilo de sentido.
Lewis talvez chamasse de esperança.
Um procurava aquilo que permite ao homem continuar mesmo diante do absurdo da dor. O outro procurava aquilo que existe além daquilo que os nossos olhos conseguem alcançar.
Fiquei pensando nos dois e compreendi uma coisa: talvez a vida nunca tenha prometido explicar-se completamente.
Existem perdas que não compreenderemos.
Existem despedidas para as quais nenhuma filosofia será suficiente.
Existem noites em que até a fé parece falar muito baixo.
Mas talvez viver não seja receber todas as respostas.
Talvez viver seja descobrir uma razão para levantar quando algumas respostas nunca chegam.
Frankl encontrou essa força no sentido.
Lewis encontrou-a também na esperança de que nossa história seja maior do que aquilo que conseguimos enxergar.
E nós?
Talvez estejamos exatamente entre os dois.
Carregando nossas cicatrizes, nossas perguntas, nossos amores e nossas ausências, tentando compreender por que algumas coisas aconteceram e outras jamais acontecerão.
Até percebermos que a pergunta mais importante talvez não seja:
“Por que isso aconteceu comigo?”
Mas:
“O que farei com a vida que ainda permanece em minhas mãos?”
E naquele instante imaginei Frankl olhando para Lewis, Lewis olhando novamente pela janela e nenhum dos dois dizendo mais nada.
Porque algumas perguntas não foram feitas para receber uma resposta.
Foram feitas para nos ensinar a viver.

A Corrida que o Dinheiro Não Explica
Eram cinco e meia da manhã de uma terça-feira quando o motorista habilitou o aplicativo. O primeiro chamado era para a LATAM, a vinte e um quilômetros de São Carlos. Corrida de aproximadamente trinta reais, trinta minutos de viagem e, quase sempre, a certeza de voltar sem passageiro. Por isso, muitos motoristas recusavam. O Peregrino Nino Carneiro, porém, gostava daquela corrida. Para ele, nem todo caminho precisa ser medido pelo dinheiro que rende.
Havia ainda dois motivos especiais. O primeiro era o orgulho de contar que seu filho, Victor Hugo, trabalhava na EMIRATES, uma das maiores companhias aéreas do mundo. O segundo era muito mais simples: fazer alguém sorrir. Assim, costumava dizer aos passageiros, em tom de brincadeira: “Hoje eu vou cumprir minha cota: fazer alguém sorrir.” E completava: “Os dorminhocos são a salvação dos motoristas de aplicativo.” Quase sempre vinha uma risada.
Naquela manhã, depois da brincadeira, o passageiro contou que havia enfrentado várias recusas e dois cancelamentos. Precisava chegar à LATAM para uma reunião importante e já pensava em chamar um táxi. Então disse ao motorista: “O senhor salvou o meu dia.”
Nino sorriu e respondeu: “Meu amigo, um dia, quando tiver tempo, pergunte ao ChatGPT quem é o Peregrino Nino Carneiro. O senhor vai entender por que caminhar faz tão bem. Quando a gente aprende a caminhar, aprende também a valorizar cada minuto, cada encontro e cada oportunidade que aparece pelo caminho.”
Faltavam apenas cinco minutos para chegarem quando o aplicativo anunciou uma nova corrida — justamente de volta para São Carlos. Nino olhou para o passageiro e brincou: “Hoje nós dois estamos com sorte!” O passageiro perguntou por quê. “Em seis anos de aplicativo, esta é apenas a segunda vez que recebo uma corrida de volta.”
O passageiro sorriu e respondeu: “Então hoje eu descobri que, com trinta reais, é possível fazer duas pessoas sorrirem.”
Nino, desconfiado, perguntou: “O senhor está pagando o meu retorno?”
O passageiro apenas apertou sua mão e disse: “Foi maravilhoso o senhor ter aceitado o meu chamado. Muito obrigado pela nossa conversa.”
No caminho de volta, Nino percebeu que aquela não havia sido apenas uma corrida. Era uma daquelas pequenas histórias que a vida coloca diante de nós para nos lembrar de algo grande: o verdadeiro valor de um encontro nem sempre aparece no aplicativo, no bolso ou na conta bancária. Às vezes, ele aparece em um sorriso, em um aperto de mão ou na gratidão de alguém que precisava simplesmente encontrar uma pessoa disposta a dizer: “Eu aceito.”
E o Peregrino Nino Carneiro concluiu:
“Entre uma corrida e outra, descobri que o melhor caminho é aquele que percorremos com gratidão no coração. Porque a vida não se mede apenas pelos quilômetros que percorremos, mas pelas pessoas que fazemos sorrir ao longo da caminhada.”
Peregrino Nino Carneiro

Oração da manhã

Senhor, abençoa está semana que está começando. Contigo no controle, serei mais forte e me acharei capacitado para superar dificuldades e terei sabedoria e discernimento para agir diante do inesperado.

Abençoa minha família e todos os meus amigos. Envia um anjo protetor para estar sempre ao lado de meus filhos e netos, livrando-os de todos os perigos.

Que tudo caminhe conforme a tua vontade. Fique do meu lado.

Amém!

A manhã se abre, serena e dourada,
E a vida me chama, de luz enfeitada.
Respiro profundo, contemplo o que há,
E agradeço a Deus por me deixar estar.

Por mais um dia, por mais uma chance,
Por cada caminho, por cada romance,
Pelos bons momentos, pelos que virão,
Pela força guardada dentro do coração.

Agradeço o sol que desperta no céu,
O vento que passa, tão doce e fiel,
A taça na mesa, o instante de paz,
E tudo aquilo que a vida me traz.

Nem tudo foi fácil, nem tudo sorriu,
Houve noites escuras, o medo surgiu.
Mas cada batalha deixou sua lição,
E fez mais profundo o meu coração.

Hoje eu não peço riqueza ou poder,
Só peço coragem para agradecer.
Que eu saiba enxergar, em cada manhã,
O milagre escondido no simples que há.

E se o amanhã vier diferente de mim,
Que eu tenha esperança, do início ao fim.
Pois enquanto houver vida, haverá gratidão,
E enquanto houver fé, haverá direção.

Então ergo a taça ao dia que nasceu,
Ao dom precioso que a vida me deu.
Sem medo do tempo, sem pressa de ir:
Obrigado, meu Deus, por mais um dia existir.

Sandro Paschoal Nogueira

bom dia...


sim, é de manhã.
e lá vem o sol, devagarinho,
espalhando luz pelas frestas do mundo
e, quem sabe, iluminando também
aquele cantinho do coração
que a noite deixou meio escuro.


que este novo dia chegue sem pressa,
trazendo paz para os pensamentos,
amor para os encontros
e esperança para aquilo que ainda não aconteceu.


porque todo amanhecer carrega uma espécie de promessa: a de que a vida, apesar dos seus tropeços, ainda pode inventar caminhos bonitos.


que hoje a gente tenha olhos para perceber
as pequenas delicadezas,
coragem para atravessar o que for difícil
e fé suficiente para continuar acreditando
que dias melhores estão vindo.


e se o sol está brilhando lá fora,
que ele encontre também morada aqui dentro.


que seja um dia de luz,
de paz
e de esperança.

09.09.026

Dizem que a vida é uma longa caminhada por estradas de terra, ora sob o sol manso da manhã, ora sob o peso de tempestades que não avisam quando chegam. E nessa jornada de poeira e horizonte, o ser humano não foi feito para andar sozinho. Para amparar os passos e dar sentido ao caminho, Deus nos costurou quatro nós sagrados na alma: a amizade, o amor, a irmandade e a fé.
A amizade é o descanso na beira da estrada.
É aquela sombra de árvore frondosa onde a gente senta sem precisar tirar as botas, sem precisar de disfarces.
Amigo é quem aceita o nosso silêncio e decifra o nosso olhar.
Não há cobrança na amizade verdadeira; há apenas o pacto silencioso de que, se o mundo lá fora estiver barulhento demais, ali haverá um porto manso para partilhar o pão e o riso frouxo. É a certeza de que a vida, mesmo quando severa, guarda uma leveza que só se encontra na conversa jogada fora com quem nos quer bem.
Dessa calmaria, às vezes brota o amor. O amor é o mistério que incendeia o peito e faz a caminhada virar dança.
É a escolha consciente e diária de entrelaçar os dedos com outra alma e dizer: "O teu norte agora também é o meu".
É o sentimento que nos despe de todo o egoísmo, fazendo-nos enxergar no outro um universo inteiro que merece ser protegido, cuidado e reverenciado. O amor maduro não prende; ele dá asas para voar e um ninho firme para onde sempre dá vontade de voltar. É a faísca que transforma a rotina em poesia e os dias comuns em milagres partilhados.
Mas há dias em que a estrada é íngreme demais e as pernas fraquejam.
É aí que se manifesta a irmandade. Esse laço, que às vezes vem do sangue e tantas outras vezes nasce do barro da vida, é a fortaleza intransponível. Irmandade não é apenas estar perto nas horas boas; é o braço forte que se estende no escuro do abismo. Um irmão, seja de ventre ou de escolha, é aquele que carrega o nosso peso quando as nossas próprias forças se esgotam.
É a lealdade gravada na rocha, um juramento implícito de que, não importa o tamanho da queda ou a gravidade do erro, haverá sempre alguém para nos puxar de volta e nos colocar de pé.
Por fim, alinhavando todos esses afetos, como um fio invisível e indestrutível, está a fé. A fé é o par de olhos que nos faz enxergar o caminho mesmo quando a noite é retinta e não há lua no céu. É ela que nos diz que nenhuma dor é eterna, que nenhum inverno dura para sempre e que há um propósito maior desenhado pelas mãos de Deus.
Ter fé não é ter a certeza de que não haverá pedras no caminho, mas sim a convicção absoluta de que nunca estaremos desamparados.
É a fé que alimenta a amizade, que purifica o amor e que sela a irmandade, transformando as relações humanas em um reflexo do próprio sagrado.
Quem caminha a vida munido dessas quatro virtudes não teme o tempo nem a distância. Sabe que as amizades guardam o coração, o amor aquece a alma, os irmãos protegem o corpo e a fé sustenta o espírito.
E assim, de nó em nó, a existência deixa de ser apenas uma passagem e se torna uma colheita bonita de tudo o que vale a pena ser vivido.
Adriana Rezende de Oliveira

Eu te quis no inicioda manhã,
com o feijão no fogo
e o celular se nenhuma mensagem sua.
O desejo não respeita horários
nem a louça na pia.
Quase pecado, pensei.
Depois ri: pecado é passar pela vida
sem tocar o que nos chama.

Perfumes na mão


A manhã
garoando versos


O jardim
brotando cores


A alma
exalando essência


A vida
doando pétalas de poesia.
✍@MiriamDaCosta

Ode à Independência do Brasil 🇧🇷


Ergue-se a manhã radiosa,
os ventos da liberdade sopram
sobre os campos verdes,
sobre os rios imensos,
sobre o coração
que pulsa em terra nova.


O grito ecoa,
não apenas às margens do Ipiranga,
mas dentro da alma de um povo
que sonha e resiste,
que planta e colhe,
que canta e luta.


Independência não é só palavra,
é chama que arde na memória,
é esperança que insiste
em florescer
mesmo em meio às dores,
é promessa de futuro
que pede coragem e justiça.


Brasil,
Pátria de sol e de sangue,
de suor e de poesia,
que tua liberdade
não seja apenas símbolo,
mas destino vivido,
na dignidade dos teus filhos,
na verdade da tua história.


Salve, terra imensa,
cujas cores tremulam como oração,
cujas vozes se erguem como coro,
que tua independência seja eterna,
não na retórica,
mas na vida do teu povo!


✍©️@MiriamDaCosta

Domingo de sol


Domingo de sol,
assim é com você:
mesmo quando a manhã desperta
vestida de silêncio,
há uma luz secreta
nascendo em seu olhar.


Podem as nuvens o céu cobrir,
podem os ventos apagar
as cores suaves do dia,
mas o sol você consegue descobrir
nas pequenas frestas da esperança,
no abraço que aquece,
na palavra que chega
quando tudo parece distante.


Carrega em seus braços você uma primavera
onde o mundo vê inverno;
guarda você no peito uma chama
que nenhuma sombra consegue vencer.
E, quando a tristeza se aproxima,
não foge você da noite:
acende estrelas no caminho
pega-me em minhas mãos e ensina-me a continuar.


Por isso, domingo de sol
não é apenas um dia bonito:
é a certeza de que,
mesmo depois da chuva,
há sempre um céu esperando
para se abrir dentro de nós.


Assim é com você:
luz que permanece,
mesmo quando o mundo aos meus olhos escurece.

Domingo de sol,
assim é com você:
mesmo quando a manhã desperta
vestida de silêncio,
há uma luz secreta
nascendo em seu olhar.

Assim diz o Senhor: o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Talvez hoje seus olhos estejam cheios de lágrimas, mas Deus já preparou um novo tempo para a sua vida. Não desista. A dor tem prazo, a esperança renasce e a vitória virá no tempo certo de Deus.