Meu Amor Viajou
Não sei explicar
Não sei como te dizer
Não sei como te explicar
Mas conheço o meu querer
E sei a quem vou Amar.
Procuro respostas
Não a consigo encontrar
Te envio propostas
Para comigo se casar.
É difícil de explicar
Pior para dizer
Mas te quero suportar
E nunca te perder.
É difícil de entender
Esta coisa em mim
Mas não vou encontrar
De quem também gosta de mim.
É delicado e sensível
Esta forma de ser
Mas o amor é invencível
Para quem o possa ter.
Me chamo José
O meu nome sei soletrar
Um jota, um ó, um esse e um é
Parecem melodia de encantar.
Este estilo ao Aleixo
Em rimas pequenas
Mas a ti não deixo
Que entres em esquemas.
Parece poesia mas não é
É a forma de escrever
Como me mantenho de pé
Para não te perder.
Celeste é teu nome
Um nome do infinito
Que não me trata fome
E juntos faremos bonito.
Maria Celeste Ramos Barbosa
É teu nome completo
És a mulher mais cheirosa
Que há no universo.
Saudades do meu amigo
Mais uma vez a saudade
Bateu em minha porta.
Entrou no meu coração
E fez morada sem permissão.
Mais uma vez a saudade
Me fez suspirar e meus olhos lacrimejar.
Vi sua face em meus pensamentos
Revivi grandes momentos.
Mais uma vez a saudade
Não me deixou esquecer
De você meu amigo
Que no céu eis de viver
Mais uma vez a saudade
Está presente
Fico triste, mas passa rapidamente
Pois a saudade me trás as recordações
De um belo tempo
Mais uma vez a saudade
Me trás você e graças a Deus
Eu jamais eis de me esquecer
Do amigo e irmão que um dia eu tive.
Mais uma vez a saudade
Me trás você meu amigo querido.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Aqui, nas palavras, nas frases, deixo o meu coração.
É um tempo de palavras frágeis, soluções tão ágeis, uns gostam, outros desgostam, uns curtem e outros bloqueiam.
Mas aqui, ainda assim, deixo meu coração, deixo minhas dores, angústias. Mas deixo também alegria e saudade.
Um dia, serão apenas palavras e frases, mas ainda assim, terá o meu coração.
Meu riso é fácil, mas alegria não ensina... Fazer o quê, se a vida elegeu a lágrima por professora?
Tem vezes que tento esconder meu lado animal, sendo apenas racional. Criamos regras que limitam quem somos, é tudo questão de educação, por que é obrigação? Cansei de apenas me obrigar a fazer o que é correto. Não me limito, me possibilito errar para entender qual o limite pro acerto. Fragmento de vida é experiência vivida. Truculento igual ao vento no inverno cinzento. Somos cores que alegram o dia, quando valorizamos valores e sabores da vida. Quantos dias até curar minhas feridas. Escrevo porque erro e tento acertar. Quantos eu afastei que estavam perto, mas eu só queria me apossar. Somos todos egoistas quando pensamos em nossas vidas.
DONA
Teus olhos me fascinam,
Seu sorriso me convence.
És dona dos meus sentimentos,
À ti meu coração pertence!
O Carneiro
Quando eu tinha 5 anos morava em Monchique. Estávamos na rua da casa. Eu meu pai, mãe e meus irmãos! De repente passaram pela rua um certo número das ovelhas de meu pai. Mas vinha um carneiro também. O carneiro avançou sobre mim às marradas, a mim. Eu me levantava, mas o carneiro me voltava a marrar. Aí eu caía e me levantava, mas o carneiro me marrava e eu caía. E isto só parou quando já não sei quem, alguém da familia me foi acudir! Aí eu ainda hoje penso no assunto!
Quando digo que Deus está em primeiro lugar, quero dizer que minha vida e meu coração é regido por ele. Deus é minha fonte de inspiração e fé.
CAMPINAS
Quando cheguei nessa terra de andorinhas,
Elas voaram até mim
E fizeram ninho no meu coração.
Virei verão.
E assim como essas aves vem e vão,
Eu também alço voos, muitos,
Mas sempre volto
Pra essa cidade
Que adotei como minha.
Vai ver também sou andorinha.
Alda de Miranda
MEU NOVO ANO
Meu novo ano, pensei seria fácil
passar pano bento
lavar os pés dos teus prévios
O que jurei no velho que se despede
e te recebe com fogos, esquece.
nem chegou a cair umbigo pois
dévio destino ocorreu-me
Lembra do mantra
do arrebento do mar Chuá … Chuá…?
Repeti-o até a língua cansar
e perder de velhos os dentes
O mar nada levou
para as sereias afundarem:
nem a mão que tampa minha boca
nem a Tal dele transformou-se cinza
o sapato ainda é o mesmo
os calos também ainda me ardem
a caminho das praças de pires nas mãos
Meu novo ano, minhas macambúzias
insurreições não foram solitárias e até deixaram
pálidos muitos cínicos de cheios bolsos
cujos ócios muito rendem
Tombou o valo nas batalhas
me agouram tal mortalha de vivo
mas encontrei na palha do tempo
meu Novo Ano
o mapa do Tesouro de Sierra Madre
já gastei por conta, que a vida é sopro
Aprendi nesse meu tempo de vivência.
A política faz amigos
faz de amigos, inimigos;
faz de inimigos,
amigos por conveniência.
