Mesma Moeda
A gratidão é a chave certa para abrirmos a porta do dia e a mesma com a qual deveríamos fechar suas portas assim que chega o anoitecer.
Todo homem é, ao mesmo tempo, três pessoas:
a que vê a si mesma,
a que os outros enxergam,
e a que realmente é.
Boa coisa seria se as pessoas me vissem como sou,
e se, ao olhar para o espelho, eu fosse capaz de enxergar o homem que Deus planejou que eu fosse.
Talvez então não houvesse dúvidas sobre mim.
Nem sobre quem sou.
Nem mesmo sobre aquilo que de mim pensam.
Pois grande parte das inquietações nasce justamente da distância entre quem acreditamos ser, quem aparentamos ser e quem, de fato, somos.
A pessoa que abriu sua empresa não será a mesma pessoa que a levará ao próximo nível.
No início você vende.
Depois lidera.
Depois desenvolve gestores.
Depois pensa estrategicamente.
Empresas crescem.
E exigem crescimento proporcional dos seus líderes.
Muitos negócios travam porque seus fundadores continuam operando como iniciantes.
O maior desafio do empreendedor não é crescer a empresa.
É crescer junto com ela.
Doe a si mesma, o melhor de si.
Conte para você mesma, seus melhores sonhos, seus maiores desejos e reinvente fatos que lhe causaram tristeza.
Traga leveza para seu sorriso, beleza para seu espírito e alegria plena para sua vida.
Recalcule sua rota, colha flores no caminho, aninhe-se ao universo, trate o outro com carinho.
Não duvide da sua capacidade de amar em razão do comportamento do outro.
Aprecie o pôr do sol e lembre-se: amanhã ele pode não aparecer, mas estará lá;
Deite-se na relva sob a luz da lua, conte estrelas, encontre o formato que desejar nas nuvens e ao final ria-se de sua capacidade imaginativa;
Encontre em si a cura para a ferida do outro, pois nunca será sobre ele, sempre sobre você;
Cuide do seu auto amor, para não se perder no amor errôneo do outro;
Viva, seja, ria, ame, chore, dance, cante e não se espante se no final tudo a pessoa feliz for você…
As Cinzas do Progresso
Olhamos e vemos a humanidade caminhando toda numa mesma direção, sincronizada. E nos perguntamos:
Para onde?
Ao olhar o que estamos deixando para trás — além de cinzas e devastação — a pergunta ecoa no vazio que ficou.
Enquanto isso, a humanidade avança em ritmo de progresso.
Para onde?
Porque, se houver futuro, ele não será mais que as cinzas e o vazio que deixamos para trás nessa marcha de destruição.
Por Marcio Melo
Muitos, tem mais disponibilidade para se afastar do pecador, mas não tem essa mesma disposição para se afastar do pecado!
Dividir a mesma tempestade e segurar o mesmo guarda-chuva não significa que vocês estão buscando o mesmo abrigo.
A aflição de não poder responder e dizer que me senti da mesma forma.
Eu também não estava me aguentando de ansiedade de falar e dizer que fiquei tão destreinada a ponto de não saber mais nem como andar.
A mesma coisa que me faz alcançar o auge da felicidade é a que me rebaixa ao auge da melancolia. Tenho a impressão de que isso não é saudável.
“Já estou na estrada faz algum tempo e o vejo passar. Tudo que levo na bagagem sou eu mesma.”
#bysissym
#blogzoom
Por trás das janelas
Chove.
E a cidade parece a mesma para todos que passam apressados na rua, protegidos por guarda-chuvas e pensamentos que não se dizem em voz alta.
Mas basta olhar para cima.
Em cada janela acesa, há um mundo inteiro acontecendo.
Alguém corta legumes com cuidado.
Alguém se senta na cama, cansado demais para fazer qualquer coisa além de existir.
Alguém assiste televisão para não ouvir o próprio silêncio.
Alguém espera. Mesmo sem saber o quê.
Ninguém vê.
Ninguém imagina.
Compartilhamos o mesmo prédio, a mesma calçada molhada, o mesmo som da chuva —
mas não compartilhamos as mesmas dores, nem as mesmas alegrias.
A vida não é barulhenta como parece.
Ela acontece em gestos pequenos, repetidos, quase invisíveis.
E ainda assim, profundamente humanos.
Talvez seja isso que a chuva faça:
ela desacelera o mundo o suficiente para que a gente lembre
que todo mundo carrega uma história atrás de uma janela iluminada.
E que, no fim, estamos todos tentando a mesma coisa:
um pouco de abrigo.
Rosana Figueira
Se passa água no rio, não fica imaginando que é a mesma que passa nele o tempo todo. São assim as pessoas que passam em nossas vidas, que vão como as águas do rio.
A clareza nem sempre chega na mesma velocidade que o nosso coração deseja. Às vezes, insistimos em acreditar que o outro enxerga a vida com a mesma honestidade, transparência e intenção que nós. E, por isso, a ficha demora a cair.
Demorei para entender que nem todo silêncio é dúvida, e que nem toda ausência precisa de explicação. Hoje, observo atitudes, respeito os sinais e escolho preservar a minha paz.
Sou inteira. Não procuro alguém que me complete. Procuro, na amizade e no amor, pessoas que queiram compartilhar a caminhada com verdade, clareza e reciprocidade.
O resto, eu deixo seguir. Quanto a mim, sigo em paz, sem ressentimentos e sem insistências. Afinal, quem não escolhe fazer parte do meu presente — seja no afeto da amizade ou no amor — naturalmente encontra seu lugar no meu passado. 🌿
Alexsándra Duárte
De onde vem essa urgência de entregar aquilo que mal consigo sustentar?
Nem a mim mesma pertenço.
Talvez seja da juventude.
Talvez seja da vida.
Esse estranho costume de oferecer mais do que se possui.
A mesma árvore que fornece a sombra
Para lhe proteger do calor
ao meio dia, é a mesma que lhe tira a luz do sol, numa manhã bem fria. Assim é a humanidade, não existe perfeição! Em nenhum quesito...nenhum mesmo.
170914
