Mensagens sobre o Vento
O Camboatá-Vermelho dança
um bonito baile com o vento,
Não consigo mais tirar você
do meu coração e do pensamento,
És a poesia d'alma e do sentimento.
Dançam as flores
da Espinheira-Santa,
Ser como o vento
que tudo balança,
Ser o poema de amor
que te alcança,
Assim se sagra
a bonita esperança.
O verdejante Juvevê
acena como um poema
acariciado pelo vento,
Eu tenho pensado
em nós a todo momento.
A noite se ergue estrelada,
O vento balança o Cortição,
Depois de ler este poema
não vai me tirar da sua cabeça,
Você vai amorosamente dar
o seu melhor com toda a paixão
e ser a minha delícia a cada estação.
Pampa
Foram espalhadas as pétalas
das petúnias vermelhas
pelo brincalhão vento minuano,
O Pampa é a tradução
de toda minh'alma,
E tu és a encarnação
de tudo aquilo que me mantém
viva e sempre há de ser,
Ondeando sobre nós
a Via Láctea vem trazendo
com gala o anoitecer,
Não preciso dizer para ninguém
a dimensão do nosso pertencer,
porque mesmo que tentemos
não há como esconder
porque é mais forte
e tomou controle sobre nós.
Poesia vespertina que nos una Rodeio
Enquanto ouço o vento
anunciando que o tempo vai mudar,
Escrevo uma poesia
vespertina para você que nos
una de uma vez em Rodeio,
para a inspiração nunca me faltar,
Vejo a roseira balançando
a espera da chuva que chegar,
Não vejo a hora linda
da gente vir por aqui se encontrar.
Ins(piração) e ex(piração)
feito um Dente-de-leão
ao vento em espalhamento,
nascendo com a imaginação
e com coragem crescendo.
Qurman
Os trigais de Qurman
balançados pelo vento,
Lembram os teus olhos
feitos de contentamento,
Deles sou eu o balanço
irresistível e romântico.
Dunas da Joaquina
A maré põe as suas águas para harpear,
o sopro do vento faz mais de uma
Sempre-viva-de-mil-flores dançar
sobre as dunas da Joaquina.
Sim, é sobre o amor e a vida
que estou falando e sobrenaturalmente
faz a alma e a poesia
se encontrarem coincidentemente.
Sou a que você leva como o ar
feito para respirar, no brilho do olhar
e no seu coração para todo o lugar.
Jesus foi como uma semente plantada, seu subsolo foi uma manjedoura na Judéia. O vento da perseguição de Herodes o soprou para a simples Nazaré. Ele brotou como a Videira, plantada na qual precisava morrer para brotar, crescendo ferido pelos espinhos, mas as ervas daninhas não ousaram tentar sufocá-lo, até ser pregado no madeiro, secando até morrer. Contudo, ressuscitou em três dias, fazendo sombra de refúgio para os que buscavam alívio e para os seus opressores debaixo do sol. Concedeu o vinho do seu puro fruto a quem se curva abaixo dEle, propondo um pacto de aliança no vinho carmesim, como sangue.
Solidão
Saio pela rua
Passos seguindo
Sem rumo
Caminhos que não
Levam a nada
O vento trás o gritar das folhas.
Os pensamentos vão
De carona,
juntos ao nada...
a nenhum lugar.
O corpo desequilibra-se.
A força dos sentimentos
Fazendo pressão
Nessa casca
a querer partir
Se quebrar, para
Aliviar a dor...
Aos poucos
As pernas falham
Os braços esvaziam-se
Só peso da cabeça
Segura as formas do homem.
Caem-se no chão
Sente-se a terra, a areia, a água.
Toda força do cair
Acorda a alma perdida.
Respira, expira, respira...
As rédeas está se compondo
A vida reluz a céu aberto
Mesmo com o coração
Sangrando.
Com lágrimas
a molhar os olhos.
Lavando as névoas
Que se instalaram.
Os espaços negros
São preenchidos
Por fios de esperanças.
A solidão se faz presente
No seu mundo.
Mas os rios continuam
A fluir para o mar
Os pássaros em revoadas
Voam
com suas ricas sinfonias
A beleza do ver, ouvir e sentir.
Sentir tudo isso.
Ao seu redor
Vale a pena
Estar viva.
O vento vem cantando
Embalando as lembranças
E trás para perto de mim
Bate na face desesperadamente
Acordam os sentimentos
Envolvem a alma
O coração já apertado
Transborda de tanta
Tanta tristeza
E rios de águas
Nascem no meu peito
Escorrem como uma
Cachoeira pelas
Janelas do meu corpo
A força de um vendaval
Perdendo-se energia
Que abastecem esta represa.
Esvazio-me, amoleço.
E respiro, expiro.
Vens a superfície
Das lembranças e
A destreza de tuas mãos
Enrijecer meus músculos
A maciez dos teus beijos
Trás um sorriso aos
meus lábios
Sinto o calor do teu abraço
Encho-me de força
Abro a janela,
Vejo o sol surgir
Outro dia a nascer esplendoroso
Mas você não está aqui
Mais um dia
sem a tua presença
Só nós meus sonhos.
Quando penso parar no tempo,
O vento sacode meus pensamentos,
Vem a razão.
Vem os sentimentos,
Pulsa o coração,
Que é maior,
Mais pleno.
Volta às recordações
Do tempo
Em que as sensações
Eram intensas,
Sentidas cada segundo
Ao toque das mãos.
A luz do olhar
Ao som da voz
Ao calor do corpo
Tudo era só nós
E o resto era paisagem.
Ideal
Somos frutos
das nossas vontades
e realizações.
A vida embala-nos
como o vento as folhas no outono.
Muitas caem, outras nem a força
das estações conseguem derrotar.
O galho vazio se renova
na próxima estação,
O outro estático,
continua cheio de folhas,
uma vez e outra
deixa cair uma folha
e nasce outra.
Experiências que temos que viver,
quando o desejo domina a razão.
Não somos feitos só de lógica.
Temos também sentimentos.
E vivê-los intensamente,
É o sentido da vida.
Fugir? Não é a melhor opção.
Queimar a lenha,
apagar a chama,
Até virar cinzas,
Lançadas ao vento.
Guardam na memória
a lembrança doce e colorida
de dias bons.
o tempo
Ás vontades gritam,
enganam a realidade,
Tudo é querer
Muda-se o vento,
Corta-se o tempo,
Pinta-se os dias.
O sol brilha.
A flor desabrocha,
Os pássaros cantam,
Amantes se amam.
Romance sem prosa,
Poema sem rima.
Uma obra de arte incompleta.
O indefinível!
A beleza bruta e abstrata.
O inconcebível é pensado
Ideias serpenteiam ao vento.
A procura de verdades.
Enfrentam os vazios
Oescuro da noite
Respostas mudas das estrelas.
E os silêncios sempre que calam
Os vazios se enchem.
O vazio
Sinto-me oca.
Leve como uma pena,
Dançando ao ritmo do vento.
E pesada, plantada ao chão,
Com raízes firmes,
Como uma Sequóia.
O que me impede de fugir.
Nesse ambíguo sentir,
Esvazio-me.
vento e a flor
O vento passou faceiro,
A flor despertou no jardim.
Toda vez que passa incerto,
A flor desperta.
Troca-se movimento,
Por ação.
Nesses laços que se entrelaçam,
Muito se ganha,
Muito se perde.
Como um pêndulo suspenso,
Lutando com as forças do vento.
O vento que trás todas as incertezas,
De tempestades anteriores.
A flor que só abre-se ao vento
Para despertar:
- Que sonha o vento como uma brisa suave, assobiando levemente.
Sentindo seu leve toque nas pétalas,
Como um inseto sugando o néctar.
Levando o mel para suprir
Suas necessidades.
E a primavera renasce
A cada troca,
sem a interferência do mundo.
Apenas o movimento do vento,
E, a ação da flor.
Aquela árvore, no cimo do monte,
Sinto um leve vento balançar
suas folhas,
Dos galhos mais altos e finos.
Como uma simples sinfonia,
Ouço o som do vento.
Ela firme, segura pelas fortes raízes,
Deixa-se dança...
Passa-se, e tudo permanece,
A mesma paisagem,
Só a poeira das folhas
Se deixaram levar pelo vento.
Magnífica Silver Thatch Palm
ao vento parece acompanhar
a voz de Leila a cantar
ao coração Amada Ilha Cayman.
És Palmeira de Palha Prateada
das Ilhas Cayman que enfeita
com elegância mais do que perfeita
o tempo e em qualquer estação.
Só sei que no abandono das horas
é nas Ilhas Cayman que sob a sombra
de uma hei te mimar com amor e paixão.
Porque no final o quê importa é viver
a glória do amor com os pés descalços
e ter nos lábios as frutas da estação.
O vento das Pequenas Antilhas
solta as Pétalas de Bougainvillea
para fazer um tapete de boas-vindas
na magnífica Granada.
A ânsia pela alegria buscada
encontra o seu caminho
genuíno num mundo que só
se satisfaz com banquetes de egos.
A minha visão só enxerga
o universo onírico dos teus olhos
e o paradisíaco desta terra.
Não desejo nada mais do que
a tranquilidade e a certeza caribenha
do que este romance e a sua paz imensa.
